Mostrar mensagens com a etiqueta Opiniões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Opiniões. Mostrar todas as mensagens

27.6.16

Opinião: The Way to Game the Walk of Shame

Título: The Way to Game the Walk of Shame
Autor(a): Jenn P. Nguyen
Editora: Swoon Reads
Taylor Simmons is screwed.

Things were hard enough when her single-minded dedication to her studies earned her the reputation of being an Ice Queen, but after getting drunk at a party and waking up next to bad boy surfer Evan McKinley, the entire school seems intent on tearing Taylor down with mockery and gossip.

Desperate to salvage her reputation, Taylor persuades Evan to pretend they're in a serious romantic relationship. After all, it's better to be the girl who tames the wild surfer than just another notch on his surfboard.

Readers will be ready to sign their own love contract after reading The Way to Game the Walk of Shame, a fun and addicting contemporary YA romance by Jenn P. Nguyen.
Eu não resisto a nenhum livro cuja premissa seja um relação a fingir. Adoro e se me pedissem para escolher o que mais gosto de ler em romances contemporâneos este ganhava aos pontos. E se adicionarem o facto de eles serem totalmente opostos e de se odiarem no início então esse livro tem tudo para ser um dos meus preferidos.

Assim sendo, o The Way to Game the Walk of Shame de Jenn P. Nguyen estava no topo da minha lista de prioridades deste ano e li-o assim que saiu. Tinha tudo para correr bem e, apesar de ter gostado, houve ali coisas que não me impressionaram assim tanto.

Este livro começa de uma forma espectacular. A Taylor acorda no quarto do Evan sem ter a noção de como foi ali parar. Não aconteceu nada entre eles, mas isso não impede que as outras pessoas pensem que sim. Por isso, como forma de salvar a sua reputação, Taylor propõe a Evan fingirem que são namorados para que as pessoas não pensem que o que eles tiveram foi só um one-night-stand.

A sério quão espectacular é que este livro soa só pela sinopse? Só de escrever este mini resumo faz-me vontade de pegar neste livro outra vez, de tão boa que é a ideia. Contundo, apesar de ter momentos super queridos e divertidos, não houve assim nada que se destacasse neste livro.

O início da história é espectacular. Adorei logo o tom das personagens e especialmente o sarcasmo da Taylor. A forma como os protagonistas interagiam também foi super divertido de ler ao longo do livro e o facto do Evan ser um dos protagonistas mais fofos deixou-me a suspirar.

O problema está na falta de originalidade da autora. Se a premissa soava a algo que nunca tinha lido (claro que já li imensos livros de relações falsas, mas havia algo neste sinopse que trazia algo de novo), a execução, apesar de não ter sido má, porque não foi, podia ter ido um bocadinho mais além.

Houve coisas como "tu és diferente das outras" ou "como é que é possível ele gostar de mim, nós não temos nada a ver" que se fosse há uns anos atrás e que se não tivesse já lido a carrada de livros YA Contemporâneos que já li, provavelmente não me incomodavam tanto. Eu admito, nunca me importei tanto com frases do género, mas neste livro incomodaram-me um pouco. Eu tenho a plena noção que muitos dos livros que eu tenho como preferidos têm frases do género e nunca me incomodaram. No entanto, neste livro isso aconteceu e eu não sei bem o porquê.

Foi um daqueles livros que começou no topo de depois foi perdendo o pouco o gás. Não me agarrou assim tanto como estava à espera mas também não foi uma leitura má.

Diverti-me bastante a ler este livro e o Evan é um dos personagens mais fofos que já li. A relação dele com a Taylor é qualquer coisa e este livro é especialmente marcado com pequenos momentos que eu adoro que sejam descritos nos livros, pequenos gestos que as personagens fazem e que a autora descreve muito resumidamente mas que às vezes significam mais para mim do que as grandes cenas.

Concluindo, se quiserem um livro divertido com momentos bem queridos e que dê para descontrair, esta é uma boa aposta. Não esperem assim um livro espectacular mas é um daqueles para se ler entre outras coisas mais pesadas e para nos fazer rir um bocadinho. Gostei muito e vou voltar a ler coisas da autora porque adorei o tom das personagens.

26.6.16

Opinião: Coast

Título: Coast
Autor(a): Jay McLean
Editora: Self-published
One life-changing summer.
One boy.
The boy.
The boy who offered me safe touches and heart-stopping smiles - smiles he shared with his son.
We filled our days with porch-step kisses,
filled our ears with laughter,
filled our hearts with love.
Deep, soul-aching, desperate love.
But love is misleading.
It's an invisible, fleeting moment.
Somewhere between false adoration and pure hatred comes an emotion, a vulnerable need, a single desire.
It lives within the ones who miss it, who crave it,
who know better than to expect it.
Love is relentless.
Even when that love turns to hate, turns to loathing,
turns to pain.
Love should heal you.
But it can also break you.
Believe me, I know...
Because I'm Becca Owens - a broken girl...
...And he's Josh Warden - the boy who broke me.
Finalmente saiu este livro! Depois daquele cliffhanger do primeiro livro, estava ansiosa para poder ler a continuação da história da Becca e do Josh.

Gostei bastante deste segundo livro, acho que até um pouco mais que o primeiro. Não o achei tão deprimente como o primeiro, mas também pode ser porque já ia mais preparada.

Estava super curiosa para ver como a autora ia pegar na história e dar um final feliz a este casal. Gostei bastante do rumo da história, especialmente da decisão da autora de prolongar a história durante vários anos.

Adorei o final e realmente já tinha um pouco de saudades destas personagens, apesar de a meio do livro elas já me irritarem todas. O Josh porque sinceramente às vezes parece que tem dupla personalidade, se bem que percebo que a autora quis criar uma personagem impulsa e que age sem pensar. Mesmo assim, é um protagonista super fofo (tirando esses momentos). Com a Becca é um pouco complicado porque compreendo o que a autora fez com a personagem e realmente acho que retratou bem uma pessoa que sofre de depressão, mas por vezes é um pouco difícil lidar com este tipo de personagens enquanto leitora, especialmente pela carga pessimista da personagem.

Houve coisas que gostava de ter visto mais, como o Tommy, o filho do Josh, e a interacção dele com a Becca, mas no geral achei um bom final para esta série.

O único problema, que não sei se é bem um problema ou se sou só eu, é o facto de ter achado que a autora podia ter feito um melhor trabalho a recordar o leitor do que aconteceu no livro anterior. Não que seja uma obrigação da autora mas penso que facilitaria muito a vida dos leitores, especialmente se lançar os dois livros com um ano de distância. Tive de voltar várias vezes ao primeiro livro para voltar a reler alguns capítulos e perceber um pouco onde a história tinha ficado e o que tinha sido desvendado no Kick, Push.

De resto, é um new adult bastante bom e foi uma das leituras que mais me agarrou nos últimos tempos. Mesmo em época de exames, lá passei eu uma tarde a ler este livro sem nenhuma pausa. Agora tudo o que posso desejar é que saiam perguntas sobre ele no meu teste, am I right? Se querem drama e muitos feels, recomendo esta série. Apesar de não ser uma das minhas preferidas, é uma série new adult que acabei por gostar bastante.

10.5.16

Opinião: The Only Thing Worse Than Me Is You

Título: The Only Thing Worse Than Me Is You
Autor(a): Lily Anderson
Editora: St. Martin's Griffin
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 17 de Maio de 2016

English Review after the jump
Trixie Watson has two very important goals for senior year: to finally save enough to buy the set of Doctor Who figurines at the local comic books store, and to place third in her class and knock Ben West--and his horrendous new mustache that he spent all summer growing--down to number four.

Trixie will do anything to get her name ranked over Ben's, including give up sleep and comic books--well, maybe not comic books--but definitely sleep. After all, the war of Watson v. West is as vicious as the Doctor v. Daleks and Browncoats v. Alliance combined, and it goes all the way back to the infamous monkey bars incident in the first grade. Over a decade later, it's time to declare a champion once and for all.

The war is Trixie's for the winning, until her best friend starts dating Ben's best friend and the two are unceremoniously dumped together and told to play nice. Finding common ground is odious and tooth-pullingly-painful, but Trixie and Ben's cautious truce slowly transforms into a fandom-based tentative friendship. When Trixie's best friend gets expelled for cheating and Trixie cries foul play, however, they have to choose who to believe and which side they're on--and they might not pick the same side.
Infelizmente li este livro numa altura em que andava mais desanimada e não escrevi logo a minha opinião sobre ele quando o terminei. Mesmo assim, este foi um livro do qual gostei muito e vou tentar falar daquilo que se destacou quando o li.

Este era um dos lançamentos deste ano para o qual estava mais ansiosa. Pela sinopse parece um livro que tem tudo o que gosto num livro contemporâneo e no final, esta estreia da autora, não desiludiu.

Como sempre, tenho de começar por falar das personagens. A Trixie e o Ben são os tipicos "inimigos mortais". Os dois andam numa escola para génios e a Trixie quer ficar com o lugar do Ben no quadro de honra. Eles odeiam-se e estão constantemente a mandar bocas um ao outro, mas será que se odeiam mesmo?

A Trixie, ou Beatrice, é apaixonada por banda desenhada e estuda numa escola só para génios. Se isto vos faz achar que ela é uma personagem snob, esqueçam essa ideia, ela é completamente o contrário. Aliás, esse foi um dos factores que gostei imenso e que fico feliz que a autora tenha conseguido criar estas personagens desta forma e não naquilo que podia ter sido o estereótipo de "uma escola para génios".

Esta é a típica história de amor-ódio que, se ainda não sabem, basta para me convencer a ler um livro. Gostei imenso da Trixie, bem como do Ben. Adorei a dinâmica entre os dois e é impossível ler este livro com uma cara séria quando estes dois começam a mandar bocas um ao outro. É um daqueles casos em que a autora conseguiu captar perfeitamente uma relação de amor-ódio.

Este livro não se foca apenas no romance entre o Ben e a Trixie. Há medida que vamos acompanhando o último ano de escola das personagens, há também um mistério que vai sendo desvendado ao longo do livro e que a Trixie, o Ben e o seu grupo de amigos vão tentar desvendar. Eu adorei este elemento de mistério e fez-me lembrar imenso a série Veronica Mars, uma das minhas preferidas de sempre.

Adorei toda a dinâmica entre o grupo e acho que isso equilibrou imenso o livro. A autora conseguiu desenvolver tanto a relação entre os dois protagonistas, mas também a relação de amizade entre o grupo, sem descuidar nenhuma.

Apesar de ter lido este livro há algum tempo, lembro-me bem de algumas cenas bem fofas, o que é sempre algo positivo para uma leitora assídua de contemporâneos. Este não ficou esquecido assim que o acabei e ainda bem.

Por último, para além deste livro ser um contemporâneo muito fofo e divertido, também faz imensas referências à série de graphic novels Saga, o que me deu vontade de reler o primeiro livro e continuar com a série. E sim, agora percebo o porquê da Trixie e do Ben adorarem esta série.


28.4.16

Opiniões: Romancing the Nerd & #Nerd

Título: Romancing the Nerd
Autor(a): Leah Rae Miller
Editora: Entangled Teen
Dan Garrett has become exactly what he hates—popular. Until recently, he was just another live-action role-playing nerd on the lowest rung of the social ladder. Cue a massive growth spurt and an uncanny skill at taking three-point shots in basketball and voilà...Mr. Popular. It's definitely weird.

And the biggest drawback? Going from high school zero to basketball hero cost Dan the secret girl of his dorky dreams.

A band geek with an eclectic fashion sense, Zelda Potts's “coolness” stat is about minus forty-two. Dan turning his back on her and the rest of nerd-dom was brutal enough, but when he humiliates her at school, Zelda decides it's time for a little revenge—dork style. Never mind that she used to have a crush on him. Never mind that her plan could backfire big time.

It's time to roll the dice...and hope like freakin' hell she doesn't lose her heart in the process.
Apesar de ter ficado desiludida com o primeiro livro da autora, The Summer I Became a Nerd, estava super curiosa para ler o Romancing the Nerd, uma companion novel.

Acho que esta autora não é para mim. Tive a mesma experiência com os seus dois livros: a história começa muito bem e tenho a certeza que vou adorar, até chegar a meio e eu já não querer saber nem das personagens nem da história. Não consigo explicar bem o que é, porque a escrita da autora é engraçada e os casais até são fofos. Acho que é toda a parte nerd que se calhar é demasiado nerd para mim?! Não sei bem, mas quando cheguei a meio já só o queria terminar.

As personagens não me cativaram muito e achei a relação dos protagonistas meia fraquinha, apesar de sentir que tinha imenso potencial no início. Acho que vou ficar por aqui com esta autora. Talvez recomende para um público mais jovem, porque achei um bocadinho sem piada, em comparação com outros contemporâneos do género.



Título: #Nerd
Autor(a): Cambria Hebert
Editora: Self-published
Two people from completely different worlds are about to be thrown together...

In more ways than one.

She wants to keep her scholarship. He wants to stay on the team. An awkward alliance doesn't even begin to cover Rimmel and Romeo's relationship.

But that's about to change.

It starts with a dare. An initiation. A challenge.

Quickly, it turns into more. But when you're a victim of your status, there is no room for anything real. The rules are clear and simple.

Stick to your circle.

And never fall in love with anyone on the outside.
Peguei neste livro porque precisava de algo leve, especialmente depois de ler o Too Late de Colleen Hoover, que me deixou com os nervos em franja.

A sinopse é cliché, assim como todo o livro. Normalmente não me importo nada com isso, porque se as histórias são cliché é porque resultam sempre. No entanto, esta não resultou tão bem. Apesar de ter tido momentos queridos, também teve outros que já se esperavam e que foram tão previsíveis que tiraram um pouco a piada ao livro.

Assim que descobri que o Romeo estava a tentar entrar para uma fraternidade, fiquei logo curiosa para ler mais porque adoro a série Greek e de vez em quanto tenho algumas saudades do ambiente da série. Porém, achei que a autora poderia ter feito mais com o tema. Fiquei curiosa quando descobrimos que a Rimmel é como que o desafio do Romeo e esperava que a autora fizesse uma mistura entre o filme She's All That e a série Greek. Infelizmente a história acabou por cair no típico rapaz popular apaixona-se pela rapariga nerd, mas no sentido em que nós não conseguimos perceber muito bem o porquê. Eu adoro este tipo de história como qualquer pessoa, mas neste caso não achei que a autora tivesse conseguido desenvolver a relação dos dois muito bem. Achei que o Romeo era um estúpido do pior e não consigo perceber como é que alguém tão inteligente como a Rimmel se apaixona assim logo por ele. Não sei, achei estranho e não gostei muito.

Obviamente teve os seus momentos fofos. Gostei especialmente das cenas de sexo porque achei que foram bem feitas. Adorei o facto do Romeo se preocupar imenso com a Rimmel e senti que a autora soube explorar a personalidades dos dois nesse momento e não torná-los em pessoas completamente diferentes, como às vezes sinto que acontece em livros deste género.

Tenho pena que este livro seja o primeiro de uma série e não seja um standalone. Não acho que houvesse uma necessidade de prolongar a história por mais do que um livro, especialmente porque já li algumas opiniões que dizem que os livros seguintes não são tão bons. No entanto, o final do livro é satisfatório por isso acho que não vou ler os próximos. Pelo menos, por agora.

3.5

Agora é que estou a reparar que este mês os nerds estiveram representados em força nos livros que li.

24.4.16

Opinião: Too Late

Título: Too Late
Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Self-published
Sloan will go through hell and back for her little brother. And she does, every single night.

Forced to remain in a relationship with the dangerous and corrupt Asa Jackson, Sloan will do whatever it takes to make sure her brother has what he needs.

Nothing will get in her way.

Nothing except Carter.

Sloan is the only good thing to ever happen to Asa. He knows this and he never plans on letting her go; even if she doesn't approve of his lifestyle. But despite Sloan's disapproval, Asa knows what it takes to get what he wants. He knows what he needs to do to remain on top.

Nothing will get in his way.

Nothing except Carter.
Não sei o que era, mas alguma coisa me chamava para ler este livro. Só conseguia pensar nele enquanto estava a ler o Romancing the Nerd por isso assim que acabei esse, peguei neste livro e não o larguei.

A autora surpreendeu todos com este livro ao publicá-lo gratuitamente no Wattpad. No início fiquei um pouco intrigada do porquê, mas agora que o li acho que já percebo. É que este livro é muito mais obscuro do que tudo o que já li da Colleen Hoover. Se ficam desconfortáveis com temas pesados como o abuso, tenham atenção a ler este livro. Eu não gosto assim muito de ler sobre esse tema, o que me deixou um pouco nervosa enquanto o lia, mas nem isso me fez largá-lo. É um livro completamente viciante.

A premissa é um pouco diferente dos outros livros da autora. Neste temos 3 personagens principais: a Sloan, o Carter e o Asa. Todos eles têm direito a capítulos narrados na sua perspectiva e isso trouxe uma dinâmica completamente diferente ao livro.

Se estão a pensar ler este livro preparem-se para odiar o Asa. Eu acho que nunca uma personagem me tinha enojado tanto como ele. Só me apetecia saltar para dentro do livro e matá-lo. Achei que a autora fez um trabalho excelente ao conseguir criar uma personagens completamente odiosa e não teve medo de ir longe com os seus capítulos, que na maior parte das vezes me deixaram super ansiosa.

A relação entre a Sloan e o Carter é uma das minhas preferidas da autora. Um problema que tenho sempre que leio Colleen Hoover é não conseguir acreditar muito bem no casal porque acaba por ser sempre um pouco insta-love. Neste também foi um bocado assim, mas foi diferente. A química entre os dois foi espectacular e ficava tão feliz sempre que eles estavam simplesmente na mesma cena juntos, mesmo que não estivessem a interagir um com o outro.

Esta é uma história muito diferente das que a autora escreve e acho que foi isso que a tornou tão viciante. Basicamente é um romance com um pouco de thriller lá para o meio, que nos deixa super ansiosos e com vontade de parar de ler. O pior é que não conseguimos.

Queria muito que a autora escrevesse mais livros dentro deste género. Apesar de ser uma das autora mais criativas, acho que se a Colleen Hoover arriscasse mais como fez neste livro, ia apreciar muito mais os seus livros.

No entanto, compreendo que este livro não seja para toda gente. Normalmente não seria para mim porque eu gosto de ler sobre arco-íris e unicórnios e tudo feliz, e este livro é o mais longe disso possível. Contudo, a relação da Sloan e do Carter foi tão especial que compensou toda a ansiedade pela qual tive de passar para que eles tivessem um happily ever after.

Apesar de tudo, não consegui dar as 5 estrelas porque os capítulos do Asa deixaram-me mesmo desconfortável e não sei, algo em mim não me deixava esquecer disso. Mesmo assim, recomendo muito que experimentem ler este livro.

4.5

23.4.16

Opinião: Their Fractured Light

Título: Their Fractured Light 
Autor(a): Amie Kaufman & Meagan Spooner
Editora: Disney-Hyperion
A year ago, Flynn Cormac and Jubilee Chase made the now infamous Avon Broadcast, calling on the galaxy to witness for their planet, and protect them from destruction. Some say Flynn’s a madman, others whisper about conspiracies. Nobody knows the truth. A year before that, Tarver Merendsen and Lilac LaRoux were rescued from a terrible shipwreck—now, they live a public life in front of the cameras, and a secret life away from the world’s gaze.

Now, in the center of the universe on the planet of Corinth, all four are about to collide with two new players, who will bring the fight against LaRoux Industries to a head. Gideon Marchant is an eighteen-year-old computer hacker—a whiz kid and an urban warrior. He’ll climb, abseil and worm his way past the best security measures to pull off onsite hacks that others don’t dare touch.

Sofia Quinn has a killer smile, and by the time you’re done noticing it, she’s got you offering up your wallet, your car, and anything else she desires. She holds LaRoux Industries responsible for the mysterious death of her father and is out for revenge at any cost.

When a LaRoux Industries security breach interrupts Gideon and Sofia’s separate attempts to infiltrate their headquarters, they’re forced to work together to escape. Each of them has their own reason for wanting to take down LaRoux Industries, and neither trusts the other. But working together might be the best chance they have to expose the secrets LRI is so desperate to hide.
Desde que saiu a capa e a sinopse deste livro que mal podia esperar para que fosse lançado e que pudesse finalmente saber o final desta série. Por isso mesmo, fiquei triste quando não gostei assim tanto deste livro como previa.

Este livro está divido em duas partes: uma parte em que os protagonistas do livro se conhecem a forma como se aproximam um do outro, e outra em que as 3 histórias de todos os casais da série se juntam para a "batalha final".

Notei logo que não ia gostar tanto deste livro como dos anteriores assim que conheci as personagens. Não sei o que foi com este livro, mas não consegui achar a Sofia e o Gideon queridos nem sequer levá-los a sério como casal, Houve ali qualquer coisa que me impediu de gostar deles, tanto como casal como individualmente. Não que não tenha gostado das suas personagens, mas não senti aquilo que senti com as outras nos dois livros anteriores. Achei algumas cenas um pouco forçadas e um pouquinho de insta-love. Não consegui perceber muito bem o que era verdadeiramente os sentimentos das personagens ou só um esquema para conseguirem alguma coisa.

Outra coisa que nunca me tinha acontecido nos livros anteriores mas aconteceu várias vezes neste foi o facto de, sendo estes livro dividido em duas perspectivas diferentes, uma do rapaz e outra da rapariga, muitas vezes confundia as vozes e já nem sabia quem é que estava a narrar a história naquela parte. Acho estranho, até porque esta série é escrita por duas autoras e cada uma delas escreve a perspectiva de uma das personagens, mas dava por mim a já não me lembrar de quem é que estava a falar e acho que isso também afectou um pouco a forma como me aproximei (ou não) das personagens.

Sendo este o último livro da trilogia, e sendo cada livro lançado com um ano de intervalo, gostava que as autoras tivessem recapitulado um pouco o que aconteceu nos livros anteriores, especialmente para leitores com uma memória péssima como eu. Acho que o facto de já não me lembrar de nada também afectou a forma como me interessei pelo livro. Parecia que não estava a entender metade da história porque quando as personagens mencionavam momentos anteriores, sem alguma explicação do que tinha de facto acontecido, eu ficava perdida e o interesse em saber o que estava a acontecer na narrativa perdia-se um pouco.

Lembro-me de, ao terminar o segundo livro, ter achado que este terceiro podia ser um pouco mais como  a The Lunar Chronicles, quando a equipa se junta e todos têm um objectivo em comum, mas neste livro não senti nada essa vibe, infelizmente. Achei que as autoras quiseram tentar criar essa união de equipa, mas que não o conseguiram fazer, muito menos dedicando apenas metade de um livro para isso. Se tivessem feito 4 livros, 3 em que conhecíamos os casais e um 4º em que toda a acção era a aproximação dos 6 como uma equipa para enfrentar o bad guy, teriam sido espectacular. Assim, tudo o que senti foi que a primeira parte nos apresentou um casal mal desenvolvido e a segunda nos deu uma história sobre uma equipa que acabou por não parecer bem uma equipa.

O ritmo deste livro também foi muito mais lento do que estava à espera e isso juntamente com o não perceber muito do que estava a acontecer porque mal me conseguia lembrar dos acontecimentos dos livros anteriores, não fez desta leitura uma leitura muito fluída.

Mesmo assim, apesar de tudo o que disse anteriormente, não consigo dar menos que 4 estrelas a este livro porque não deixei de me divertir a lê-lo. Não sei se era por não ler um livro de fantasia há algum tempo, mas gostei de voltar a perder-me num mundo de fantasia e de os cenários e de todo o ambiente me ter vindo à cabeça sem esforço nenhum.

Concluindo, achei um final de trilogia razoável mas não foi espectacular. Gostei da moral do final mas os dois livros anteriores fizeram-me acreditar que a história seria muito mais do que aquilo que acabou por ser apresentada neste livro.

15.4.16

Opinião: The Sea of Tranquility

Título: The Sea of Tranquility
Autor(a): Katja Millay
Editora: Atria Books
I live in a world without magic or miracles. A place where there are no clairvoyants or shapeshifters, no angels or superhuman boys to save you. A place where people die and music disintegrates and things suck. I am pressed so hard against the earth by the weight of reality that some days I wonder how I am still able to lift my feet to walk.

Former piano prodigy Nastya Kashnikov wants two things: to get through high school without anyone learning about her past and to make the boy who took everything from her—her identity, her spirit, her will to live—pay.

Josh Bennett’s story is no secret: every person he loves has been taken from his life until, at seventeen years old, there is no one left. Now all he wants is be left alone and people allow it because when your name is synonymous with death, everyone tends to give you your space.

Everyone except Nastya, the mysterious new girl at school who starts showing up and won’t go away until she’s insinuated herself into every aspect of his life. But the more he gets to know her, the more of an enigma she becomes. As their relationship intensifies and the unanswered questions begin to pile up, he starts to wonder if he will ever learn the secrets she’s been hiding—or if he even wants to.

The Sea of Tranquility is a rich, intense, and brilliantly imagined story about a lonely boy, an emotionally fragile girl, and the miracle of second chances.
Este é um daqueles livros que por mais anos que passem, continua a ser cada vez mais falado. Depois de ter entrado para os favoritos de 2015 de muitas bloggers que sigo decidi dar-lhe uma oportunidade.

Sinceramente, não sei o que dizer em relação a este livro. É um livro que me agarrou desde inicio mas levei o meu tempo a entender as personagens. Não se pode dizer que seja um livro igual a todos os outros porque é algo completamente diferente de tudo o que já li. É bastante pesado mas não aquele pesado que se torna difícil de ler.

Acho que tentar explicar este livro tira-lhe metade da piada por isso nem vou tentar. Só sei que é um daqueles livros que quando começamos pensamos "yup, vou definitivamente dar-lhe 4 estrelas" mas a cada capítulo somos cada vez mais agarrados pela história e damos por nós a passar uma tarde inteira no sofá, agarrados ao livro e a querer abraçar as personagens com todas as nossas forças.

A única coisa que talvez me incomodou um pouco no início, se calhar por já não estar habituada, foi o quão angsty este livro pareceu por vezes. Não sei explicar isto de outra forma, mas já não lia um livro sobre personagens tão revoltadas com a vida há algum tempo e sinceramente já me tinha esquecido o que era ler sobre personagens assim. Contundo, se isso me incomodou ao início, acho que foi o que deu tanta emoção a este livro no final. É o caso em que as personagens são todas umas revoltadas da vida mas que faz sentido o serem.

Sei que esta opinião acabou por não ser tanto uma opinião mas mais um desabafo, mas o meu conselho é começarem este livro sem saber nada. Foi o que fiz e vale muito a pena. Dêem-lhe uma oportunidade porque acho que é impossível não gostar minimamente neste livro.

E aquela última frase... Vale a pena ler o livro só por isso.

Mais um novo favorito deste ano. Muito bom!

3.4.16

Opinião: Undecided

Título: Undecided
Autor(a): Julianna Keyes
Editora: Self-published
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 4 de Abril de 2016

English Review after the jump
Nora Kincaid has one goal for her second year of college: be invisible. Last year’s all-party-no-study strategy resulted in three failed classes and two criminal charges, and if she messes up again she’ll lose her scholarship. But there’s one problem with her plan for invisibility, and his name is Crosbie Lucas: infamous party king, general hellraiser…and her new roommate’s best friend.

Crosbie’s reckless reputation and well-known sexcapades aren’t part of Nora’s studious new strategy, but as she’s quickly learning, her new plan is also really boring. When Crosbie’s unexpected gestures of friendship pull her head out of her books long enough to see past his cocky veneer, she’s surprised to find a flawed and funny guy beneath it all. The muscles don’t hurt, either.

But as Nora starts to fall for Crosbie, the weight of one of last year’s bad decisions grows even heavier. Because three failing grades and two misdemeanors are nothing compared to the one big secret she’s hiding…
Estou tão feliz por ter descoberto este livro! Nem sei muito bem como falar dele porque se tornou num dos meus livros new adult preferidos de sempre. Está no topo com o The Deal de Elle Kennedy e quando digo isto, estou a dizer muito.

Este livro é consegue ser sexy, divertido, querido e emocionante tudo ao mesmo tempo. É uma história um pouco diferente do que vemos nos livros new adult hoje em dia e acho que foi isso que chamou a minha atenção em primeiro lugar. Apesar de parecer pela capa e até pelo título, não há um triângulo amoroso, mas sim um romance super fofo e um dos melhores casais de sempre.

Adorei tanto a Nora como o Crosbie. São protagonistas fantásticos e que provam que para um livro new adult ser emocionante, os protagonistas não precisam de ter um passado obscuro e de terem sofrido imenso na vida. São personagens que pareceram reais e os diálogos neste livro só ajudaram para essa realidade.

O Crosbie é o rapaz mais fofo de sempre. Ele é tão fofo *.* A sério, não consigo arranjar outra palavra. Ele e a Nora são a coisa mais querida de sempre e a relação dos dois é perfeita. Consegue ser divertida ao mesmo tempo que sentimos que eles gostam mesmo um do outro. É uma das relações mais maturas que li num new adult.

As cenas de sexo são também as mais realista que li nos últimos tempos e adorei isso. O Crosbie é super respeitador e há aquela parte awkward que só trouxe mais credibilidade ao livro, mas que tornou tudo melhor. As cenas são tão delicadas que mesmo para quem não é fã de cenas de sexo, não se iria importar assim tanto com estas.

Para além do casal principal, também adorei as personagens secundárias, especialmente as relações de amizade, tanto entre o Crosbie e o Kellan como entre a Nora e a Marcela. Tudo o que eu quero neste momento é que a autora escreva a história de todas as personagens. Ou então só mais um livro sobre o Crosbie e a Nora, não vejo nenhum problema nisso.

A escrita da autora é maravilhosa! A sério, quero ler tudo o que ela escreveu e só tenho pena que este seja o seu único new adult e espero, não o último.

Tornou-se um dos meus livros preferidos e fica aqui a recomendação de um new adult muito bom. Se gostam de The Deal da Elle Kennedy, tenho a certeza que vão gostar deste livrinho.

27.3.16

Opinião: My Kind of Crazy

Título: My Kind of Crazy
Autor(a): Robin Reul
Editora: Sourcebooks Fire
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 5 de Abril de 2016

English Review after the jump
Despite the best of intentions, seventeen-year old, wisecracking Hank Kirby can’t quite seem to catch a break. It’s not that he means to screw things up all the time, it just happens. A lot. Case in point: his attempt to ask out the girl he likes literally goes up in flames when he spells “Prom” in sparklers on her lawn…and nearly burns down her house.

As if that wasn’t bad enough, Peyton Breedlove, a brooding loner and budding pyromaniac, witnesses the whole thing. Much to Hank’s dismay, Peyton takes an interest in him—and his “work.” The two are thrust into an unusual friendship, but their boundaries are tested when Hank learns that Peyton is hiding some dark secrets, secrets that may change everything he thought he knew about Peyton.
Esta foi uma leitura muito rápida. Assim que peguei neste livro fiquei logo com vontade de saber mais sobre a personagem principal. O humor da escrita e a voz da personagem principal foram o que me agarram primeiramente ao livro, mas foi a curiosidade sobre a Peyton e a relação entre ela e o Hank que me fizeram devorar este livro.

Este é o típico livro divertido mas que aborda assuntos bastante sérios que nos deixam a sentir tristes pelas personagens.

As personagens fizeram-me um pouco lembrar da Eleanor e do Park, do livro Eleanor & Park de Rainbow Rowell por isso acho que as pessoas que gostaram desse livro também vão apreciar bastante esta história.

Eu divirto-me sempre a ler histórias do ponto de vista de um rapaz que é nerd e meio desajeitado e desta vez não foi excepção. O Hank é uma personagem principal bastante boa e que dá gosto acompanhar. A Peyton é uma rapariga estranha mas à medida que a história avança, também a minha simpatia por ela cresceu.

Porém, uma coisa que me incomodou um pouco neste livro foi o facto de ter achado que o romance avançou um pouco rápido demais. Ao início pensei que fosse porque tinha lido o livro em pouco tempo, mas acho mesmo que a relação entre a Peyton e o Hank se desenvolveu um pouquinho rápido demais do que eu preferia. Mesmo assim, eles fazem um casal super fofo e divertido!

Adorei este debut da autora e vou, de certeza, ler mais coisas dela.

Se procuram um livro contemporâneo rápido e divertido, com personagens bastante diferentes do que aquilo que normalmente encontramos, este é o livro ideal.


19.3.16

Opiniões: Magnolia & The Score

Título: Magnolia
Autor(a): Kristi Cook
Editora: Simon Pulse
In Magnolia Branch, Mississippi, the Cafferty and Marsden families are southern royalty. Neighbors since the Civil War, the families have shared vacations, holidays, backyard barbecues, and the overwhelming desire to unite their two clans by marriage. So when a baby boy and girl were born to the families at the same time, the perfect opportunity seemed to have finally arrived.

Jemma Cafferty and Ryder Marsden have no intention of giving in to their parents’ wishes. They’re only seventeen, for goodness’ sake, not to mention that one little problem: They hate each other! Jemma can’t stand Ryder’s nauseating golden-boy persona, and Ryder would like nothing better than to pretend stubborn Jemma doesn’t exist.

But when a violent storm ravages Magnolia Branch, it unearths Jemma’s and Ryder’s true feelings for each other as the two discover that the line between love and hate may be thin enough to risk crossing over.
O que gostei:
  • Da originalidade da autora em fazer uma história tipo Romeu e Julieta mas conseguir fugir ao cliché uma vez que, neste caso, o Ryder e a Jenna odeiam-se e são as suas famílias que querem que eles fiquem juntos.
  • Da forma como a autora nos apresentou as personagens e as suas vidas, especialmente no caso da Jenna. Senti que fiquei a conhecê-la bem e gostei bastante do facto de ser um contemporâneo que trouxe algo diferente, sem saber explicar muito bem o quê.
  • Adorei a escrita desde o primeiro capítulo. Gostava imenso de ler outras coisas da autora, especialmente outro livro contemporâneo.
  • Adorei tanto do Ryder como da Jenna. São personagens muito bem construídas e fiquei a entender a posição dos dois ao longo da história.
  • Toda a parte da tempestade e da forma como os dois tiveram de lidar com a situação foi sem dúvida a minha parte preferida do livro. Eu adoro histórias de sobrevivência e, apesar de não ter sido bem bem isso, senti aquela emoção de ler um livro e nunca conseguir prever o que vem a seguir.
  • Todo o ambiente do livro é maravilhoso e só fez aumentar o meu amor por esta história.
O que não gostei:
  • Que tivesse acabado tão cedo! Queria ter lido mais sobre a Jenna e o Ryder e saber tudo sobre a vida deles.
Recomendo imenso este livro se vos apetecer um livro contemporâneo que fuja um pouco do cliché. A escrita é óptima e as personagens são espectaculares. Muito bom! Tornou-se um novo favorito.

Título: The Score
Autor(a): Elle Kennedy
Editora: Self published
He knows how to score, on and off the ice

Allie Hayes is in crisis mode. With graduation looming, she still doesn’t have the first clue about what she's going to do after college. To make matters worse, she’s nursing a broken heart thanks to the end of her longtime relationship. Wild rebound sex is definitely not the solution to her problems, but gorgeous hockey star Dean Di-Laurentis is impossible to resist. Just once, though, because even if her future is uncertain, it sure as heck won’t include the king of one-night stands.

It’ll take more than flashy moves to win her over

Dean always gets what he wants. Girls, grades, girls, recognition, girls…he’s a ladies man, all right, and he’s yet to meet a woman who’s immune to his charms. Until Allie. For one night, the feisty blonde rocked his entire world—and now she wants to be friends? Nope. It’s not over until he says it’s over. Dean is in full-on pursuit, but when life-rocking changes strike, he starts to wonder if maybe it’s time to stop focusing on scoring…and shoot for love.
Li finalmente o terceiro livro da série Off Campus de Elle Kennedy, a minha série new adult preferida de sempre.

Foi óptimo poder voltar a ler uma história desta autora. Eu não sei como, mas a Elle Kennedy consegue criar um química enorme entre as personagens que talvez seja das melhores que já li desde sempre. Não falo só neste livro (ela consegue fazê-lo em todos os livros desta série), mas a química neste é qualquer coisa de espectacular.

Adorei a relação do Dean e da Allie, que é a típica amigos coloridos que acabam por se apaixonar. A Elle Kennedy não desiludiu e sinceramente duvido que alguma vez o faça. Adoro a forma como ela escreve os seus protagonistas, especialmente as personagens femininas. Também gostei muito da forma como a autora abordou o slut-shaming e como simplesmente escreve personagens femininas reais.

Nos livros desta autora não há imenso drama e é isso que mais aprecio. São livros divertidos mas que não deixam de ter alguma profundidade, sem cair no típico cliché de new adult em que parece que alguma coisa de terrível tem sempre de acontecer para tornar as personagens mais apelativas.

Outro livro que entrou para os favoritos do ano! Se ainda não começaram a ler esta série e gostam de livros new adult, a sério peguem neste livros e não se vão arrepender.

10.3.16

Opinião: The Serpent King

Título: The Serpent King
Autor(a): Jeff Zentner
Editora: Penguin Random House UK Children’s
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 8 de Março de 2016
English Review after the jump
Dill has had to wrestle with vipers his whole life—at home, as the only son of a Pentecostal minister who urges him to handle poisonous rattlesnakes, and at school, where he faces down bullies who target him for his father’s extreme faith and very public fall from grace.

He and his fellow outcast friends must try to make it through their senior year of high school without letting the small-town culture destroy their creative spirits and sense of self. Graduation will lead to new beginnings for Lydia, whose edgy fashion blog is her ticket out of their rural Tennessee town. And Travis is content where he is thanks to his obsession with an epic book series and the fangirl turning his reality into real-life fantasy.

Their diverging paths could mean the end of their friendship. But not before Dill confronts his dark legacy to attempt to find a way into the light of a future worth living.
Normalmente escrevo sempre a opinião de um livro assim que o termino ou no dia seguinte. Para este livro, tive de pensar bem no que ia dizer porque precisava de organizar bem as ideias. Mesmo assim, não sei se me vou conseguir expressar bem, mas vou tentar ao máximo transmitir a minha opinião da forma mais clara possível.

Eu pedi este livro no NetGalley porque já tinha lido coisas boas noutros blogs e porque muita gente falava deste debut de 2016 (quem usa o NetGalley sabe que às vezes é difícil resistir a livros que já ouvimos falar bem), mesmo sem saber muito sobre a história. . Foi com grande surpresa que soube que tinha sido aceite para o ler e assim que pude peguei logo nele, sem expectativas nenhumas.

Resumindo muito resumindamente, neste livro seguimos um grupo de três amigos: o Dill, a Lydia e o Travis que estão no último ano da escola e encaram aquilo que ninguém gosta, ter de tomar uma decisão sobre o que queremos fazer no futuro. Os três vivem numa cidade pequena no Tennessee e só a Lydia, que tem um blog muito popular, tem sonhos maiores, como ir estudar para Nova Iorque. O Dill e o Travis encararam que a sua vida passa por viver na cidade onde cresceram e seguir o caminhos dos pais. No entanto, acontecem algumas coisas pelo meio que vão mudar a vida destes três amigos e é isso que vamos acompanhando no The Serpent King.

Começando pelas personagens, quem já acompanha as minhas opiniões há algum tempo sabe que para gostar de um livro, as personagens têm de me conquistar. Felizmente, isso aconteceu! Aliás, este é um livro mais focado nas personagens do que na história e os três amigos foram personagens que adorei! Não houve um que não tivesse gostado e todos me tocaram de forma diferente.

Começando pela Lydia, tinha quase a certeza, pela sinopse não ia gostar nada dela. I was so wrong! Acabei por adorar a sua personagem e a forma como não tinha medo de dizer o que pensava. Ela tem um blog de sucesso e tem objectivos bem definidos, ao contrário dos seus amigos. Adorei a relação dela com os pais e, claro, com o Dill e o Travis. Gostei imenso da forma de ser dela e de como a sua personagem evolui imenso ao longo da história. Todas as personagens crescem, mas acho que esse crescimento foi especialmente notório na Lydia, sobretudo a forma como ela vê os amigos e a sua vida numa cidade tão pequena da qual nunca gostou. Uma coisa que adorei e que é mínima é o facto de ela usar óculos e não ser aquela personagem típica que usa óculos que é muito tímida, fugindo um pouco ao estereótipo dos livros YA. Não que eu também não adore ler sobre essas personagens, mas é sempre bom quando encontro uma protagonista que usa óculos e que é simplesmente uma pessoa normal. Eu sei que não tem muito a ver, mas gostei deste pequeno pormenor.

Depois temos o Dill, que eu achei que acabou por ser um pouco o protagonista. Dill vem de uma família com um passado difícil e acaba por sentir que o que aconteceu aos outros homens da sua família vai ser também o que lhe vai acontecer a ele. A história do Dill tem um tom um pouco diferente da do Travis ou da Lydia. O Dill vem de uma família muito religiosa e esse assunto acaba por ser abordado com alguma frequência. Não que seja um livro religioso porque só é mencionado porque o pai do Dill é pastor, mas houve partes em que achei um pouco demais para mim. Não que isso tire alguma coisa à história mas acho que faz sentido dizer-vos o que achei dessa parte porque acaba por marcar a vida do Dill e aquilo que acompanhamos quando seguimos a sua história. Esse assunto à parte, também gostei imenso do Dill. Tal como a Lydia, também o vemos crescer imenso ao longo da história, a sair da sua zona de conforto e a pensar melhor sobre o seu futuro. Adorei ver a forma como ele superou algumas coisas e defendeu aquilo que queria. A sua situação familiar é bastante pesada, mas gostei de ver a sua força para lidar com isso.

Em relação ao Travis, nem sei o que dizer. Acho que ele é a minha personagem preferida dos três. Ele adora livros e é obcecado com uma série de fantasia. Achei-o uma personagem super genuína e acho que é impossível não o adorarmos. Ele é este rapaz enorme, de quem todos têm medo, mas é tão querido. Tal como a Lydia e o Dill, também ele está a tentar descobrir quem é e qual a melhor forma de enfrentar alguns obstáculos. Ele é vitima de violência doméstica, o que infelizmente ainda é uma realidade bem presente hoje em dia, e o autor conseguiu captar aqueles momentos de forma bastante cruel. É daquelas coisas que até se torna difícil de ler porque nos parece real e nós sabemos que o é e não acontece só nos livros, infelizmente.

A amizade entre os três foi muito bem feita. É tudo tão genuíno, desde da forma como falam uns com os outros, como gozam mas se preocupam, como discutem mas sabemos que se o fazem é porque se preocupam mesmo uns com os outros, tudo. Achei que essa parte foi feita de forma brilhante e é por isso que este livro resulta tão bem. O autor conseguiu captar mesmo o laço de amizade que os três partilham. Eu que sou uma pessoa de romance e que só gosta de livros em que exista algum romance com um certo foco, neste ele só aparece lá para o fim e a amizade entre os três amigos é tão boa que nem senti falta disso. Este livro é prova que, se existir uma relação de amizade bem explorada, não é preciso que o livro se foque todo no romance.

Quanto ao romance, e acho que não é spoiler porque acaba por ser um pouco notório pela sinopse que ele vai existir, achei que o Dill e a Lydia fizeram o casal perfeito! Muita coisa acontece antes deles admitirem os seus sentimentos um pelo outro, coisas bem pesadas, e a forma como os dois se aproximaram foi tudo o que podia pedir. Nada pareceu forçado ou só uma estratégia do autor de incluir romance. Nada! Foi algo que o leitor já estava um pouco à espera e aconteceu na altura ideal, na minha opinião. Eu garanto-vos, o tempo que estive à espera para que estes dois se juntassem, valeu a pena. Eles são super queridos e nota-se mesmo que são, acima de tudo, melhores amigos. Eu nem vos consigo dizer quantas cenas deles tenho marcadas mas são muitas, acreditem.

A história acaba por ser um pouco o que já fui explicando ao longo da opinião, aquele período em que acabamos a escola e temos de tomar decisões quanto ao nosso futuro. Claro que acontecem muitas coisas pelo meio, coisas bem cruéis que me partiram o coração, mas é essencialmente uma história sobre o crescimento das personagens e como às vezes é preciso acreditarmos em nós e tomarmos a decisão mais acertada para nós, mesmo que muitas vezes estejamos sozinhos ou as outras pessoas não o percebam. É um livro sobre crescer, sobre decisões, sobre ultrapassar aquilo que a vida nos dá. É um livro sobre a vida e retrata-a de uma forma bem genuína, crua e real.

Acabei por gostar imenso, imenso deste livro e a única coisa que me impediu de dar as 5 luas foi a forma como o livro é narrado e toda a parte da religião. Quanto à primeira, não esperava que o livro fosse na terceira pessoa e acho que teria gostado muito mais se fosse na primeira. Nós acompanhamos a história das personagens e o que elas pensam à mesma, porque os capítulos vão sendo alternados, mas há algo completamente diferente entre ler um livro narrado na primeira pessoa e um na terceira. Isto é um problema pessoal que provavelmente as outras pessoas não vão sentir, mas é o que é. Quanto ao assunto da religião, já o abordei um pouco em cima, mas essencialmente foi porque algumas daquelas coisas me deixavam a revirar um pouco os olhos e a ficar um tanto aborrecida. Não que retire alguma coisa da história, mas não sei, não gostei muito dessa parte. Outra razão foi talvez a altura em que li este livro não tivesse sido a melhor, bem como o tempo que demorei para o terminar. Não sei porque levei tanto tempo, acho que andava bastante cansada e olhar para o iPad não era algo que me apetecesse fazer, mas sei que se tivesse lido este livro em menos tempo, o impacto teria sido maior. Talvez um dia o releia porque acho que este é um desses livros que ganhou esse mérito.


Opinião: In Honor

Título: In Honor
Autor(a): Jessi Kirby
Editora: Simon & Schuster Books for Young Readers
Formato: Ebook
Honor receives her brother’s last letter from Iraq three days after learning that he died, and opens it the day his fellow Marines lay the flag over his casket. Its contents are a complete shock: concert tickets to see Kyra Kelly, her favorite pop star and Finn’s celebrity crush. In his letter, he jokingly charged Honor with the task of telling Kyra Kelly that he was in love with her.

Grief-stricken and determined to grant Finn’s last request, she rushes to leave immediately. But she only gets as far as the driveway before running into Rusty, Finn’s best friend since third grade and his polar opposite. She hasn’t seen him in ages, thanks to a falling out between the two guys, but Rusty is much the same as Honor remembers him: arrogant, stubborn . . . and ruggedly good-looking. Neither one is what the other would ever look for in a road trip partner, but the two of them set off together, on a voyage that makes sense only because it doesn’t. Along the way, they find small and sometimes surprising ways to ease their shared loss and honor Finn--but when shocking truths are revealed at the end of the road, will either of them be able to cope with the consequences?
Este foi um dos primeiros livros que descobri quando me inscrevi no Goodreads. Lembro-me que na altura estava super ansiosa por encontrar mais YAs e lembro-me de ter passado por este livro. Como na altura não me interessou muito, nunca mais me lembrei dele. Volta e meia o Goodreads lá me recomendava este livro mas eu nunca lhe dei muita atenção porque o rating que ele tem no Goodreads não é nada de maravilhoso.

Isto foi assim, até eu ver no blog The Perpetual Page Turner que a Jamie adorava esta autora e, como tenho os gostos muito parecidos com os dela, decidi dar uma vista de olhos e passei por este livro outra vez. Assim que li a sinopse tudo o que me passou na cabeça foi o porquê de eu ter ignorado este livro tantas vezes. Para além de ser um livro de road trip, é uma road trip entre duas pessoas que estão perto de se odiarem. A partir daí fiquei com vontade de ler e assim que me apeteceu ler um livro de road trip foi o primeiro em que peguei.

Neste livro seguimos a história de Honor que perde o irmão, em missão no Iraque, e decidi cumprir o seu último desejo: falar sobre ele à sua cantora preferida. Honor decide então viajar desde a sua cidade à California, onde a cantora vai dar o seu último concerto. No meio disto tudo junta-se Rusty, o melhor amigo do irmão que nunca apoiou a sua ida para o exército.

Assim que a palavra road trip foi mencionada sabia que tinha de ler este livro. Todos os livros de road trip que já li acabam por ser leituras super divertidas e este não foi excepção. Era isso que estava à espera e a autora conseguiu equilibrar o lado divertido da viagem com a emoção necessária para lidar com um tópico como a morte de um familiar e o luto.

Este é um livro bonito. Não consigo explicar de outra forma para além disso. Tanto o ambiente criado, como a escrita e as personagens, que pareceram bastante reais, com vários defeitos mas sempre a tentar lidar com a vida da forma que conseguem.

Quanto à road trip, este foi um dos livros mais divertidos que já li. Apesar deles se odiarem e terem de partilhar um carro numa viagem de dias (adoro!), acontece-lhes de tudo. Digamos que há uma certa parte que envolve tirar a roupa e foi a minha parte preferida do livro (e não, não é nada disso que estão a pensar ). Se não for por mais nada, leiam este livro pela viagem, vale a pena e vão divertir-se muito.

Quanto às personagens, gostei imenso delas! A Honor e o Rusty tem formas diferentes de lidar com a morte do Finn, o irmão da Honor, mas no fundo a dor de perder alguém especial é a mesma. Adorei a interacção entre eles. Este é um YA em que as personagens já estão na faculdade, no caso do Rusty, ou estão a entrar na faculdade, a Honor, e gostei disso. Acho que o facto das personagens serem mais velhas que normalmente são nos YA contemporâneos trouxe algo de diferente, especialmente o Rusty. 

A única coisa que gostava que tivesse existido mais era o romance entre os dois. Por um lado percebo que a autora também não queria passar uma imagem que encontrar o rapaz ideal vai curar as nossas mágoas todas, mas uma parte de mim queria que houvesse mais qualquer coisa nesse aspecto. O romance está lá, mas acaba por ser uma coisa mais subtil do que estava à espera. Mesmo assim, estes dois são a coisa mais querida que li nos últimos tempos.

Gostei bastante da escrita da autora. A Jessi Kirby era uma das 8 autoras que queria ler este ano e ainda bem que o fiz. Estou curiosa para ler outras obras, especialmente o Things We Know By Heart. 

Outra coisa que gostava de falar são os ratings no Goodreads. Há bem pouco tempo ligava imenso no rating de um livro porque se muitas pessoas não gostaram, a probabilidade de não vir a gostar é maior. Mas aprendi que se um livro me soar bem e for YA contemporâneo, um género em que já sei o que gosto e o que não gosto, tenho de arriscar. Foi o que fiz ao ler o In Honor e ainda bem! Nos últimos tempos tenho sido surpreendida por livros que têm uma classificação baixa no Goodreads e até cheguei mesmo a fazer um post sobre esses livros. Se eram como eu e querem muito ler um livro mas não querem arriscar por causa da sua pontuação no Goodreads, eu digo para se aventurarem se tiverem a certeza que o livro soa a algo que vocês vão gostar. Podem ser surpreendidos e se não o lerem podem estar a escapar um livro que se pode tornar favorito.

Dei as 5 luas a este livro, mas a meio cheguei mesmo a achar que tinha encontrado um favorito. Isso não aconteceu porque os últimos capítulos e os primeiros deixaram-me reticente. Mesmo assim, são 5 luas sólidas porque o meio deste livro é hilariante. Eu não conseguia parar de rir nalgumas cenas nem parar de ler noutras.

5.2.16

Opinião: Made You Up

Título: Made You Up
Autor(a): Francesca Zappia
Editora: Greenwillow Books
Formato: Ebook
Made You Uptells the story of Alex, a high school senior unable to tell the difference between real life and delusion. This is a compelling and provoking literary debut that will appeal to fans of Wes Anderson, Silver Linings Playbook, and Liar.

Alex fights a daily battle to figure out the difference between reality and delusion. Armed with a take-no-prisoners attitude, her camera, a Magic 8-Ball, and her only ally (her little sister), Alex wages a war against her schizophrenia, determined to stay sane long enough to get into college. She’s pretty optimistic about her chances until classes begin, and she runs into Miles. Didn’t she imagine him? Before she knows it, Alex is making friends, going to parties, falling in love, and experiencing all the usual rites of passage for teenagers. But Alex is used to being crazy. She’s not prepared for normal.

Funny, provoking, and ultimately moving, this debut novel featuring the quintessential unreliable narrator will have readers turning the pages and trying to figure out what is real and what is made up.
Este foi outro livro em que me interessou puramente por causa de todos os tops de favoritos de 2015 que vi nos blogs que sigo. Este era um debut muito elogiado e eu, que até ao momento não tinha tido nenhuma curiosidade em lê-lo, decidi que se todos diziam bem, tinha de ser bom.

Neste livro seguimos a história da Alex, uma rapariga que sofre de esquizofrenia. Eu nunca tinha lido um livro com uma personagem que sofresse desta doença e um dos principais motivos pelo qual este livro não me interessou tanto até ver tantas coisas boas sobre ele foi o facto de eu não ser grande fã de unreliable narrators porque a única experiência que tive com o The Umbecoming of Mara Dyer não foi muito boa. No entanto, se vocês são como eu, dêem uma oportunidade a este livro. Há de facto algumas partes em que não sabemos bem se devemos confiar na narração da Alex ou não, mas eu gostei imenso disso neste livro, ao contrário do que tinha achado no livro da Michelle Hodkins.

O livro agarrou-me logo desde o prólogo, especialmente pela narração, algo que não esperava. O início lembrou-me um pouco o I'll Meet You There de Heather Demetrios (um dos favoritaços da vida) e fiquei logo entusiasmada e pronta para adorar este livro. No final, não chegou a esse patamar mas foi um daqueles livros que só quando o terminei é que o apreciei totalmente.

Gostei imenso dos protagonistas e do grupo de amigos deles. A Alex é uma personagem bastante diferente de tudo o que já li e há definitivamente algo único nela que me fez adorá-la! O Miles é uma personagem que ao início não conseguimos perceber bem e até se torna um pouco difícil de gostar dele. Acho que a autora fez um bom trabalho em revelar quem ele era e o porquê de ser assim perante a vida. Gostei muito, mas mesmo muito do desenvolvimento da sua personagem e no final já tinha ficado rendida a ele. O grupinho de amigos que eles têm foi uma das minhas coisas preferidas neste livro. Eles são basicamente um grupo de misfits e fez-me lembrar aqueles filme dos anos 90 que eu adoro ver.

O romance foi super fofo e também um pouco diferente. A relação entre a Alex e o Miles tem os seus momentos queridos (MUITO queridos, diga-se de passagem) mas, e nem sei bem como explicar de uma forma que não pareça parva, eles acabam por falar muito mais do que estarem sempre agarrados (não que eu não quisesse ter visto mais algumas cenas deles agarrados mas pronto). Gostei bastante disso e fez-me acreditar muito mais na relação deles. Adorei como eles se ajudavam e a forma como diziam sempre o que pensavam um ao outro, especialmente pela parte do Miles. Hoje em dia, não são muitos os livros que me fazem sentir borboletas na barriga mas este conseguiu fazer isso mesmo.

Gostei bastante da forma como a autora lidou com as doenças mentais, tanto da Alex como de uma outra personagem. Não que eu consiga bem discutir se foi uma interpretação fiel de uma pessoa com esquizofrenia mas acho que é um livro bastante importante no assunto das doenças mentais. Fez-me pensar muito mais no que as pessoas que sofrem destas doenças têm de enfrentar na vida e ganhar sem dúvida um novo respeito por elas, especialmente porque muitas vezes estas doenças não recebem a atenção que precisam, infelizmente.

Há um mistério ao longo do livro e esta foi talvez a parte que achei mais fraca nesta história. Não achei o mistério assim tão credível - não sei, havia ali algo que não parecia muito realista - e muitas vezes esquecia-me de algumas coisas que já tinham sido descobertas e ficava um pouco perdida em algumas partes. Esta última também se pode dever ao facto de ter lido este livro enquanto estava a estudar para os exames e posso não ter estado totalmente atenta a algumas pistas que iam surgindo.

Este é um daqueles livros mais longos do que o normal para um livro contemporâneo, mas que se lê tão bem e de forma tão viciante que nem se nota que é longo. No entanto, ali para o meio do livro senti que a história perdeu um pouco o encanto e que algumas coisas se estavam a arrastar um pouco. Isto acabou por ser só mesmo algo na altura e rapidamente voltei a apreciar imenso este livro.

Não sabia bem a forma como devia classificar este livro pois sentia que 4 luas era pouco mas que também não teve tudo para ter as 5 luas. Ficou então com as 4.5 mas que eu arredondei para 5 no Goodreads porque também não me sentia bem a fazer o contrário.

Se procuram um livro diferente dentro do género e que aborde o tema, acho que este é um livro a apostar. A escrita é óptima e a história prende-nos até ao fim. Sem dúvida uma autora que vou querer continuar a acompanhar.

22.1.16

Opinião: Simon vs the Homo Sapiens Agenda

Título: Simon vs. the Homo Sapiens Agenda
Autor(a): Becky Albertalli
Editora: Balzer + Bay
Formato: Ebook
Sixteen-year-old and not-so-openly gay Simon Spier prefers to save his drama for the school musical. But when an email falls into the wrong hands, his secret is at risk of being thrust into the spotlight. Now Simon is actually being blackmailed: if he doesn’t play wingman for class clown Martin, his sexual identity will become everyone’s business. Worse, the privacy of Blue, the pen name of the boy he’s been emailing, will be compromised.

With some messy dynamics emerging in his once tight-knit group of friends, and his email correspondence with Blue growing more flirtatious every day, Simon’s junior year has suddenly gotten all kinds of complicated. Now, change-averse Simon has to find a way to step out of his comfort zone before he’s pushed out—without alienating his friends, compromising himself, or fumbling a shot at happiness with the most confusing, adorable guy he’s never met.
Foi com alguma expectativa que comecei este livro. Não só por ser o primeiro livro do ano, o que sem eu querer, acrescenta uma pressão para que goste muito do livro, mas também porque em todos os posts de favoritos de 2015, não houve um único blog em que este livro não aparecesse. É sempre complicado quando vamos com expectativas muito elevadas porque ou acabamos a descobrir um favorito ou há sempre qualquer coisa que nos desilude. Foi um pouco a última que aconteceu com o Simon vs the Homo Sapiens Agenda, infelizmente.

Este é um livro curto que nos conta a história do Simon e basicamente como vive a sua sexualidade e o seu primeiro amor. O Simon é gay mas ainda não o disse a ninguém, sem ser o seu amigo virtual, o Blue.

Tenho de admitir, se não tivesse sido todo o hype em torno deste livro provavelmente não o escolheria para ler. Não tem nada a ver por ser LGBT, muito pelo contrário, essa era a parte que mais me interessava. Mas tirando isso, não havia nada que me entusiasmasse por ele e acho que acabei por ter um pouco razão. Apesar de ter gostado e de achar que foi um bom livro, não houve assim nada que me tenha entusiasmado.

Eu sinto-me um pouco a ovelha negra porque ao passar pelo Goodreads, a quantidade de 5 estrelas é enorme. Não é que eu tenha desgostado do livro, senão também não lhe teria dado 4 luas, mas não encontrei nada de maravilhoso como muitas pessoas encontraram.

Quanto às personagens, gostei muito do Simon. Achei uma personagem bem construída e real. A autora conseguiu capturar o que um adolescente sente. Não consigo explicá-lo de outra forma, mas achei a forma como a autora conseguiu explicar os sentimentos do Simon muito bem feita e bastante real. Algo que gostei também foi o facto de o Simon já saber que é gay desde o início do livro. Não sei porquê, mas gostei que este livro se focasse mais no primeiro amor do Simon e na forma como teve de coming out do que tanto em descobrir que é gay. Eu sei que parece estranho, mas gostei disso, da certeza do Simon.

Os amigos do Simon são uma parte essencial na história e eu gostei deles, mas nada por aí além. A única personagens que estranhamente gostei bastante foi a Leah e ela acaba por ser talvez a personagem que as pessoas gostam menos. Não sei porquê, mas houve qualquer coisa na Leah que me fez gostar imenso dela desde o início. Quanto à Abby, eu durante o livro todo não conseguia acreditar a 100% na amizade dela e do Simon. Quer dizer, eu acredito que eles são melhores amigos, mas parece que nunca acreditei mesmo. Muito estranho.

Algo que provavelmente também prejudicou um pouco a minha experiência de leitura foi ter visto spoilers no Tumblr sobre quem era o Blue. Não exactamente o nome, mas vi algumas coisas que me fizeram logo descobrir quem ele era assim que a sua personagem nos foi introduzida. Fiquei um pouco triste com isso, mas por outro lado deu para reparar em algumas partes que se não soubesse, não tinha reparado.

Eu gostei da relação deles, especialmente dos emails que eles trocavam, mas quando eles se encontram (acho que não é spoiler porque é um pouco óbvio) não senti uma química por aí além. Estava mesmo à espera de adorar o romance e, apesar de achar que eles são super queridos, não me consegui ligar assim tanto à relação. Se calhar foi porque não tive a oportunidade de viver o mistério, mas pronto.

Gostei bastante da família do Simon, especialmente da relação dele com as irmãs. Apesar de achar que a autora podia explorar essa parte ainda mais, especialmente em relação à Nora, gostei imenso de ler as cenas entre os três irmãos. Os pais do Simon também são personagens que gostei muito e toda a dinâmica familiar foi muito engraçada.

Ao longo do livro acaba por não acontecer grande coisa e devo dizer que isso me aborreceu um pouco. Basicamente o livro foi: ensaios de teatro do Simon, falar com o Blue, falar com os amigos, ensaios de teatro, ... Eu leio contemporâneos porque gosto de uma certa normalidade e realidade nos livros, mas achei que o livro podia ter mais qualquer coisa de interessante.

Gostei da escrita da autora e estou curiosa para ver o que vai escrever a seguir. Apesar de não ter sido o livro mais interessante que li, é um bom livro e fico muito feliz por saber que imensa gente gosta de um livro com uma personagem principal homossexual. É importante que estes livros ganhem notabilidade e fico feliz por este já ter sido nomeado para vários prémios. Recomendo se quiserem um leitura rápida e fofa.