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26.10.15

Opinião: The Distance Between Us

Título: The Distance Between Us
Autor(a): Kasie West
Editora: Harper Teen
Formato: Ebook
Da Mesma Autora Li Também: Pivot Point, On the Fence, The Fill-In Boyfriend


Seventeen-year-old Caymen Meyers studies the rich like her own personal science experiment, and after years of observation she’s pretty sure they’re only good for one thing—spending money on useless stuff, like the porcelain dolls in her mother’s shop.

So when Xander Spence walks into the store to pick up a doll for his grandmother, it only takes one glance for Caymen to figure out he’s oozing rich. Despite his charming ways and that he’s one of the first people who actually gets her, she’s smart enough to know his interest won’t last. Because if there’s one thing she’s learned from her mother’s warnings, it’s that the rich have a short attention span. But Xander keeps coming around, despite her best efforts to scare him off. And much to her dismay, she's beginning to enjoy his company.

She knows her mom can’t find out—she wouldn’t approve. She’d much rather Caymen hang out with the local rocker who hasn’t been raised by money. But just when Xander’s attention and loyalty are about to convince Caymen that being rich isn’t a character flaw, she finds out that money is a much bigger part of their relationship than she’d ever realized. And that Xander’s not the only one she should’ve been worried about.
Não sei bem porquê, mas quando comecei a ler os livros da Kasie West saltei o The Distance Between Us, o seu primeiro livro contemporâneo. Tudo o que posso dizer é "Porque é que eu não li isto mais cedo?". Andava a guardar este livro, sem saber bem porquê, mas agora acho que já percebi: depois deste já não tenho mais nenhum livro contemporâneo da Kasie West para ler e tenho de esperar até Maio do próximo ano para que tal aconteça.

Mas deixando-nos de coisas e avançando para a minha opinião do livro, acho que posso dizer que este é o meu livro preferido da autora, o que é dizer muito porque eu adorei especialmente o The Fill-In Boyfriend. Este livro conta-nos a história de Caymen, uma rapariga pobre que trabalha na loja de bonecas da mãe e que se sente presa por querer ir para a faculdade mas ao mesmo tempo sentir que tem de ajudar a mãe, especialmente quando as dificuldades financeiras começam a ser muitas. Nisto entra Xander, um rapaz rico, também indeciso quanto ao futuro. Os dois conhecem-se e o resto é história (literalmente).

Eu sei, eu sei, é a típica história do rapaz rico e da rapariga pobre, mas garanto-vos que há algumas surpresas pelo caminho. Apesar de parecer cliché (e de ser vá) não tive qualquer problema com isso. Primeiro eu adoro clichés, não há nada mais reconfortante que ler uma daquelas histórias de amor mesmo queridas. Segundo, apesar da premissa, a autora consegue fugir àquilo que seria óbvio. Okay, aqui estou eu a dizer que adoro clichés mas na verdade este da rapariga pobre e do rapaz rico é daqueles do qual não sou grande fã. Talvez tenha sido por isso que deixei este livro da Kasie West para último. Mas se têm a mesma opinião que eu, leiam este livro à mesma e não deixem que isso vos impeça de adorarem este livro.

A protagonista é a Caymen e acho que é impossível não gostar dela. Se estão à procura de uma personagem super sarcástica e que usa esse sarcasmo para proteger os seus sentimentos, aqui está ela. Gostei imenso dela e desta sua forma de ser, mesmo nas alturas em que colocava muitas coisas em causa. Fartei-me de rir com as suas falas e quem me dera ser tão sassy como ela.

O Xander é a coisa mais fofa de sempre. Adorei a forma como ele lidava com o sarcasmo da Caymen e de como ele a tratava. Para mim é muito importante ler livros em que o rapaz, acima de tudo, respeita a rapariga e vice-versa, e isso é notório neste livro. Também a forma como ele a admira e como nós sentimos que ele gosta mesmo dela deixou-me a desejar um Xander também para mim.

A relação dos dois é mesmo daquelas que nos deixa um friozinho na barriga. Mesmo que em grande parte do livro eles ainda só fossem amigos, isso para mim foi mais do que suficiente. Às vezes lemos livros em que só queremos que eles comecem logo a namorar porque já estamos fartos daquele pára-arranca, mas neste livro não senti essa frustração, a forma como a relação deles se desenvolveu foi perfeita. Gostei também muito do facto de a autora não ter criado drama quando eu esperava, isto é, houve momentos em que eu lia uma cena e estava mesmo à espera que fosse ali que o drama entre a relação fosse criado, mas não foi isso que aconteceu. A autora fez um trabalho excelente a criar uma relação que pareceu real com protagonistas que realmente se compreendiam um a outro (okay, quase sempre porque senão qual era a piada?!). De todos os casais que a autora criou, acho que a Caymen e o Xander são o meu preferido.

Apesar da premissa, sinto que o livro não se foca tanto nas diferenças sociais, se bem que ainda é bastante falado, especialmente em como algumas coisas para os outros são factos certos e para outros não, mas sim na indecisão que sentimos quando temos de escolher o que queremos estudar na faculdade e aquela sensação em que parece que todas as pessoas já nasceram a saber o que querem fazer menos nós. Identifiquei-me muito com isso porque, mesmo já estando no último ano da minha licenciatura, às vezes ainda sinto que todas as outras pessoas nasceram para fazer aquilo ou sempre souberam que era aquilo que queriam fazer e eu acabo por estar ali no meio sem saber muito bem se tomei a decisão mais acertada.

Apesar do tempo que demorei a ler, que infelizmente se deveu ao facto de estar tão cheia de trabalho na altura que nem chegava a pegar no livro para ler durante dias seguidos, este é um livro que se lê super rápido. Sempre que finalmente pegava nele, lia pelo menos umas 50 páginas de seguida, o que para uma slow reader como eu e para o pouco tempo que tinha para ler é bastante. Sinto que teria aproveitado melhor este livro se não tivesse demorado tanto tempo para o ler, mas ao mesmo tempo deu-me a oportunidade de estar mais tempo com estas personagens que, agora terminado o livro, já sinto saudades.

Gostei muito do final, mas todos os finais de todos os livros desta autora me deixam sempre a desejar por mais. Acho que isto acaba por ser um elogio porque as histórias e as personagens são tão boas que me fazem desejar que nunca acabassem.

Se ainda não leram um livro da Kasie West, LEIAM! Então se são fãs deste género literário nem hesitei em pegar num dos livros desta autora porque não se vão arrepender. Eu sei que enquanto esta autora continuar a escrever livros, eu vou continuar a lê-los. Apesar de nenhum dos seus livros se tornar um favorito, a Kasie West é sem dúvida uma das minhas autora favoritas. I wish my life was a Kasie West novel.


23.10.15

Opinião: Confess

Título: Confess
Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Atria Books
Formato: Ebook
Da Mesma Autora Li Também: Slammed, Point of Retreat, Maybe Someday, Maybe Not, Ugly Love
Auburn Reed has her entire life mapped out. Her goals are in sight and there’s no room for mistakes. But when she walks into a Dallas art studio in search of a job, she doesn’t expect to find a deep attraction to the enigmatic artist who works there, Owen Gentry.

For once, Auburn takes a risk and puts her heart in control, only to discover Owen is keeping major secrets from coming out. The magnitude of his past threatens to destroy everything important to Auburn, and the only way to get her life back on track is to cut Owen out of it.

The last thing Owen wants is to lose Auburn, but he can’t seem to convince her that truth is sometimes as subjective as art. All he would have to do to save their relationship is confess. But in this case, the confession could be much more destructive than the actual sin…
A Colleen Hoover é uma autora que nunca me desilude. Qualquer que seja a história, é uma autora capaz de criar um romance muito bom e cheio de reviravoltas, o que faz dos seus livros viciantes.

Quando este livro saiu, a sinopse não despertou assim muito a minha atenção. O que me levou a lê-lo foram as imagens que sabia que este livro tinha e o facto de já há alguns anos para cá eu adorar um site, postsecret, que acaba por abordar uma temática semelhante a este livro. A parte das confissões lembrou-me imenso o quanto eu adorava esse site e deu-me mais vontade de pegar neste livro.

Acho que a principal falha deste livro é o insta-love. Para mim as personagens apaixonaram-se demasiado depressa do que seria normal. Acabei por perceber um pouco o porquê da autora o ter feito, mas senti que a relação foi bastante apressada. O espaço de tempo em que a história se passa não é o suficiente para fazer com que a relação não pareça apressada e isso incomodou-me um pouco. Mesmo assim a autora conseguiu criar uma relação credível e claro, todos os livros da Colleen Hoover estão aqui sempre que quisermos ler cenas adoráveis e que nos deixam com um friozinho na barriga.

Outra coisa que gostava que tivesse sido mais abordado era a arte e as confissões. No início, o que me prendeu foi toda a explicação do Owen quanto ao seu trabalho e sobre todos os quadros que fazia. Isso acabou por se perder ao longo da narrativa e acabou por ser mencionado uma vez ou outra mas não tanto quanto gostaria. Fiquei super interessada na parte das confissões e quando esse interesse acabou por não ser correspondido, fiquei um pouco desiludida.

Achei que o livro no início tinha uma história um pouco fraca. Parecia que nada de importante acontecia realmente e a parte que me mantinha interessada era as confissões e todo esse conceito. A meio, típico dos livros da Colleen Hoover, há um plot twist gigante que torna tudo muito mais interessante. Nessa parte é que este livro ganhou vida e finalmente me fez ter vontade para o continuar a ler.

Muitas vezes tive de parar de ler durante um pouco porque algumas das personagens neste livro me irritaram tanto. Eu sei que esse era o objectivo da autora, sentir na pele a mesma injustiça que a Auburn estava a sentir, mas a certa altura tornava-se impossível ler mais que dois capítulos sem me irritar com alguma acção de alguma personagem.

Quanto às personagens, gostei da Auburn e achei-a uma personagem muito interessante. Gostei imenso de a ver crescer ao longo do livro e adorei conhecer a sua história. A autora fez um trabalho excelente ao construir esta personagem e a fazê-la credível apesar da sua inocência. Quanto ao Owen, no início achei-o um bocadinho convencido demais, mas no final acabei por gostar imenso da sua confiança, que deu algo diferente ao livro. Não é um dos meus protagonistas preferidos mas acabei por gostar muito dele depois de perceber melhor a sua história.

No geral, acho que este livro teve alguns problemas e é capaz de ser um dos mais fracos da Colleen Hoover, na minha opinião. Para mim, teria sido um livro de 3 luas, não fosse pela escrita da autora que cada vez se torna melhor. Recomendo se quiserem ler um livro new adult bom, sem cenas explícitas e com algumas reviravoltas pelo meio.

15.10.15

Opinião: Heir of Fire

Título: Heir of Fire
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury Childrens
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: Throne of GlassCrown of MidnightA Court of Thorns and Roses, The Assassin's Blade

Atenção: Esta opinião foi escrita umas horas depois de terminar este livro por isso acho que ainda se pode sentir todos os meus sentimentos à flor da pele. Eu decidi não mudar nada porque: a) é super divertido ler sobre a minha raiva; b) tudo o que está escrito é verdade e foi mesmo o que senti. Eu sei que esta opinião acaba por ser mais um desabafo e, mesmo que eu tenha evitado os spoilers ao máximo, se não querem saber mesmo nada do que acontece não recomendo que leiam esta opinião. Esta opinião também tem spoilers dos dois primeiros livros.
Espero mesmo não ofender ninguém que adorou este livro mas tinha de ser sincera.
Consumed by guilt and rage, Celaena can't bring herself to spill blood for the King of Adarlan. She must fight back...

The Immortal Queen will help her destroy the king - for a price. But as Celaena battles with her darkest memories and her heart breaks for a love that could never last, can she fulfil the bargain and head the almighty court of Terrasen? And who will stand with her?
Esperei praticamente um ano inteiro para ler este livro porque sentia que me ia desiludir com ele e assim foi, infelizmente.

Não tinha ficado muito entusiasmada para saber o que ia acontecer depois do final do segundo livro, Crown of Midnight, porque desconfiava que não ia gostar do rumo da história e isso acabou por acontecer.

Fico mesmo muito triste por me ter desiludido tanto com este livro. Esta era uma das séries que considerava uma das minhas preferidas, mas agora digo o mesmo com alguma hesitação. Ainda continuo interessada em saber qual o rumo que a história vai tomar, mas as personagens para mim já não me encantam tanto como aconteceu no primeiro livro.

No final do Crown of Midnight descobrimos que Celaena é a herdeira perdida do trono de Terrassen, que é Fae, que tem poderes e que na realidade se chama Aelin. No começo deste terceiro livro da série ela está em Wendlyn, para onde o Chaol arranjou forma de a enviar de modo a protege-la do rei. É no meio disto tudo que entram personagens novas, mais concretamente o Rowan.

Começando com as personagens, que foi sem dúvida o pior deste livro e o que me desiludiu mais, só tenho uma pergunta: Onde é que estão as personagens que adorei nos dois primeiros livros? Se alguém me quiser dizer para onde é que elas foram e porque é que estão estes bonecos sem emoção no lugar deles ficava agradecida.

Não sei o que aconteceu. Todas as personagens foram completamente negligenciadas e isso foi o que me deixou mais triste.

Primeiro temos a Celaena/Aelin/uma personagem que devia ser a minha preferida mas deixou de ser. Ainda na minha opinião sobre o The Assassin's Blade (quando ainda era inocente e ainda não tinha lido este livro) a considerei uma das minhas personagens favoritas. Depois deste livro, não sei se o posso fazer. Tudo o que gostava nela meio que se perdeu neste novo mundo. O facto de ser segura de si mesma e de não deixar de responder quando a tratavam mal eram duas características que eu adorava nela e que simplesmente desapareceram. Neste livro, enquanto não está a fazer uma pity party, a achar que tem culpa de tudo (provavelmente também acha que tem culpa do aquecimento global) e a queixar-se, está a ser completamente rebaixada pelo Rowan. É aqui que muitos podem discordar comigo mas não gostei NADA como o Rowan a tratava, e muito menos da forma como ela não respondia. Reconheço que a autora tentou fazer com que eles se picassem um ao outro mas I wasn't buying any of that. Nada me parecia real.
As emoções neste livro não me pareceram reais. Pareceram um pouco superficiais, na minha opinião.

Quanto ao Rowan, não percebo sinceramente. Primeiro, não percebo qual é o objectivo de introduzir mais um potencial interesse romântico mas isto pode também ser só o meu shipper heart que ainda bate por Chaolaena (eu sei que vou sofrer, obrigada). Segundo, não consegui sentir nada por ele. Rigorosamente nada para além de uma irritação constante. Esta carta do rapaz que a trata mal porque na realidade sofreu imenso no passado para mim já não cola. Ou é bem feita e cheia de emoção, o que eu não achei que acontecesse neste livro, ou então é só mais um clichê que sinceramente não esperava da Sarah J. Maas. Não o achei uma personagens bem construída e só espero (para o bem da minha saúde) que no próximo livro a minha opinião sobre ele mude um pouco porque senão não consigo ler mais esta série. Para além de que achei que ele a tratava super mal (eu sei que ele tinha de a treinar e tudo mais, mas não gostei).

Não posso negar que achei alguns momentos fofos, mas não acreditei na relação que supostamente nasceu entre os dois.

Para não parecer que só estou a odiar o Rowan porque ele veio afundar a minha ship, também o Chaol me irritou na primeira metade do livro. É a tal coisa, não senti muita emoção e várias vezes duvidei de várias coisas que ele supostamente estaria a sentir. Também me irritou um pouco aquela indecisão e algumas atitudes. No final, ele volta a ser o Chaol que eu tanto adoro e, juntamente com o Dorian e o Aedion, é a única personagem que me interessa nesta série neste momento.

Falando em Dorian, what a surprise!!!!! Admito aqui que nunca tinha achado grande piada ao Dorian. Não sei porquê, nunca tinha clicado comigo. MAS NESTE LIVRO OMG. Foi a única personagem que gostei de acompanhar desde do inicio ao fim e é uma das principais razões pelas quais quero ler os próximos livros. Uma das estrelas desta classificação é única e exclusivamente por causa dele e da sua história. ADOREI!!!

O Aedion é outra personagem nova que no início tinha as minhas dúvidas se ia gostar dele ou não mas que se tornou uma das minhas personagens preferidas. A "amizade" entre ele e o Chaol deixou-me a desejar que o próximo livro tenha algumas cenas dos dois. Btw sou a única a querer que o Aedlion seja gay?!

Ainda nos é apresentada mais uma personagem que (ainda) está um pouco longe do núcleo principal, a Manon. I'm gonna be real here, eu saltei os seus capítulos porque eram demasiado ABORRECIDOS (com letra grande porque eram mesmo uma seca). Fui lendo aqui (atenção! tem spoilers para o que acontece nos três primeiros livros) o que ia acontecendo nos capítulos que ia saltando e apercebi-me que por cada 10 páginas de capítulos acontecia uma única coisa. Já estava um pouco farta de ler este livro por isso quando comecei a saltar os capítulos da Manon foi um alívio (sorry not sorry).

Este é um daqueles livros que gostei mas not really. Ainda estou interessada na história e é só isso que ainda me prende (isso e o Chaol let's be real). Apesar de não ter gostado assim tanto da ideia deste livro e da sua execução, também um pressentimento que o próximo vá mais de encontro ao que quero ler. Achei que este livro acabou por ser demasiado longo e muitas das cenas duravam séculos para depois acontecer uma coisa ou duas.

Acreditem em mim, ninguém está mais triste com esta desilusão que eu. Aliás, acho que triste nem começa por descrever tudo o que senti a ler este livro. Sinceramente, acho que o segundo livro vai ser sempre o meu preferido e que esta série atingiu o aí seu auge.

Para mim, os últimos 20% foram a melhor parte do livro e as que mais me fizeram lembrar do porquê de ter gostado tanto dos livros anteriores.

Acabei por ouvir grande parte em audiobook porque achei este livro aborrecido demais mas não queria deixar de lê-lo. Gostei muito da narradora e nalgumas parte foi a sua narração que me fez gostar mais do que estava a acontecer.

Podia ter fingido que tinha gostado e ter fechado os olhos a muita coisa porque a Sarah J. Maas é uma das minhas escritoras favoritas (ainda que esteja bastante irritada com ela porque o Dorian e o Chaol merecem melhor Sarah) mas não estaria a ser sincera comigo mesma. Antigamente era a pior pessoa para fazer isso: mesmo que encontrasse uma série de problemas num determinado livro, custava-me dar a classificação que realmente sentia só porque era um livro de uma autora que gostava (acho que todos já sentimos esta pressão), mas não consegui com este livro. A verdade é que não achei que este livro estivesse, de todo, ao nível dos anteriores (desculpem, mas até a escrita estava um bocadinho pior) por isso quis ser o mais sincera comigo possível.

Acabei por dar 3.5 luas, o que não é uma classificação má porque este livro não é um livro mau. Eu sei que nesta opinião (que é mais um desabafo) abordo muito as partes negativas, mas houve momentos que adorei, como todos os capítulos do Chaol/Dorian/Aedion e alguns da Celaena. Ainda há muitas coisas que gosto como a história geral, algumas personagens, os diálogos, etc.

Ainda estou interessada em ler o Queen of Shadows (que já tenho cá em casa) mas tão cedo não me meto noutro calhamaço desta série. Preciso de algum tempo para me descolar um pouco da Celaena, uma vez que, apesar de achar mesmo que não vou gostar assim muita da sua forma de agir no próximo livro, preciso de me mentalizar a focar mais na história e menos no romance e esquecer um pouco esta desilusão.

Concluindo, acabou por ser um livro que não funcionou assim tão bem comigo e peço desculpa se a minha opinião ofendeu alguém. Tinha de falar sobre o que sentia e de tudo o que senti a ler este livro. Sei perfeitamente que quando dizem mal de qualquer coisa que não gostamos parece que o estão a dizer só para nos sentirmos estúpidos mas não foi essa, de todo, a minha intenção. É só mais uma opinião sincera como tantas outras.

3.5

Se leram esta opinião até ao fim, merecem uma bolacha. Se leram esta opinião até ao fim e não se riram da minha raiva merecem um pacote inteiro porque isso é um feito.

6.10.15

Opinião: We Were Liars

Título: We Were Liars
Autor(a): E. Lockhart
Editora: Hot Key Books

Formato: Paperback

We are the Liars.

We are beautiful, privileged and live a life of carefree luxury.

We are cracked and broken.

A story of love and romance.

A tale of tragedy.

Which are lies?

Which is truth?

You decide
A opinião sobre este livro vai ser curta porque o livro já é curto e eu não quero dar spoilers nenhuns sobre ele.

Todo este livro foi uma confusão de emoções logo a opinião não poderia ser outra coisa senão confusa. Mesmo assim, tentei ao máximo escrever esta opinião de uma forma clara.

Pela sinopse é impossível perceber sobre o que é este livro e tudo o que me levou a lê-lo foi todo o hype que se gerou quando o livro foi lançado no ano passado. Tudo o que sabia era que havia um plot twist gigante e só isso me deixou muito curiosa para o ler.

Nesta opinião não quero falar das personagens nem da história em si porque sinto que isso já era contar demais. Tudo o que vos posso dizer é que o livro é narrado pela Cadance, uma rapariga de uma família rica e que todos os verões passa férias com os primos numa ilha privada dos avós.

No início, achei este livro um pouco estranho. No entanto, foi aquele tipo de estranho que não sei identificar se é bom ou não. É sem dúvida um livro único e completamente diferente de tudo o que já li.

A escrita da E. Lockhart não me conquistou totalmente no início mas à medida que a história avança vemos o quão importante a escrita é para fazer desta história uma boa história. Mesmo assim, houve momentos em que senti que não consegui compreender tudo o que a autora queria transmitir. Não é um livro difícil de ler mas dei por mim a ter de parar algumas vezes porque ficava cansada ao fim de alguns capítulos.

Depois de ler algumas opiniões, reparei que várias pessoas acabaram por adivinhar a grande revelação deste livro mas, felizmente, esse não foi o meu caso. Enquanto lia, muitas coisas me passaram pela cabeça sobre o que poderia ser mas nunca adivinhei o que acabou por acontecer. Achei que a forma como a autora estruturou o livro foi muito inteligente, mas só me apercebi disso depois da revelação feita. Até lá não estava a achar este livro assim nada de especial e tive as minhas dúvidas sobre se realmente este livro merecia o hype ou não. No final, acho que acabou por merecer, se bem que não me senti totalmente convencida pelo livro.

Gostei da revelação porque foi uma coisa que nunca me tinha passado pela cabeça, mas senti que faltou qualquer coisa. Não sei bem o quê, mas parece que faltou uma moral ou uma resolução à história. Se calhar moral não é bem a melhor palavra, mas senti que este livro não me ensinou nada ou que pareceu acabar cedo demais. É uma história rápida e surpreendente, mas faltou qualquer coisa no final que normalmente sinto sempre que termino um livro. Mesmo assim, apesar de ser um livro curto e de eu ter ficado com esta impressão quando o terminei, não é uma narrativa apressada e tudo leva o seu tempo a ser construído.

Este livro não é para todos: a escrita é estranha e no início não resultou bem comigo, há momentos frustrantes em que só queremos perceber que livro é este e porque é que o estamos a ler, há momentos em que adoramos as personagens, há momentos em que não as suportamos. É um livro que consegue ser real mas também consegue ser bem irrealista. É um livro difícil de falar sem falar demais por isso, se ainda não vos contaram o spoiler, recomendo-vos que leiam o livro, nem que seja para serem surpreendidos. É um livro muito curto que se lê num dia, porém acaba por ser uma história curta mas longa, se é que isto faz sentido.

Enquanto lia este livro aconteceu-me uma das coisas mais estranhas de sempre: sonhei com este livro e com o mistério da narrativa. É sem dúvida um livro que nos deixa a desesperar para saber o que aconteceu.

Finalmente posso respirar de alívio por ter conseguido ler este livro sem ter lido nenhum spoiler. Vai ser difícil habituar-me que já não tenho de fugir dos posts no Tumblr sobre este livro!
Este livro já foi publicado em Portugal pela Editora ASA com o título "Quando Éramos Mentirosos".

28.9.15

Opinião: Easy

Título: Easy
Autor(a): Tammara Webber
Editora: 
Razorbill
Formato: Paperback
When Jacqueline follows her longtime boyfriend to the college of his choice, the last thing she expects is a breakup two months into sophomore year. After two weeks in shock, she wakes up to her new reality: she's single, attending a state university instead of a music conservatory, ignored by her former circle of friends, and failing a class for the first time in her life.

Leaving a party alone, Jacqueline is assaulted by her ex's frat brother. Rescued by a stranger who seems to be in the right place at the right time, she wants nothing more than to forget the attack and that night - but her savior, Lucas, sits on the back row of her econ class, sketching in a notebook and staring at her. Her friends nominate him to be the perfect rebound.

When her attacker turns stalker, Jacqueline has a choice: crumple in defeat or learn to fight back. Lucas remains protective, but he's hiding secrets of his own. Suddenly appearances are everything, and knowing who to trust is anything but easy.
Já conhecia este livro há uns dois ou três anos mas nunca tive muita vontade de o ler porque não gostava assim muito da capa, logo nunca me chamou o suficiente à atenção para ler a sinopse. Quando finalmente o fiz, vi que era um livro que abordava temas como o abuso sexual, algo com o qual não me sentia muito confortável com o tema para ler na altura e, por isso, não fiquei interessada em lê-lo.

Recentemente este livro voltou a ser muito falado pelo Booktube e algumas opiniões fizeram-me reconsiderar se realmente não devia dar uma oportunidade a este livro. Embora ainda me custe um pouco ler sobre o tema, que acho muito importante ser falado mas que ainda me deixa um pouco ansiosa, decidi arriscar e, apesar de me ter desiludido um pouco, não me arrependo da sua leitura pois a autora abordou o tema de uma forma excelente.

Não sei se foi o momento em que o li, se o li demasiado depressa ou até se não foi nada disso, a verdade é que fiquei muito desiludida com este livro. Talvez tivesse expectativas demasiado elevadas, mas não achei este livro assim nada demais. Com isto não quero dizer que não reconheço a importância deste livro. Aliás, grande parte da classificação deve-se à forma como a autora abordou o tema e a mensagem que pretendeu passar ao leitor, de que a vítima nunca tem culpa de nada!

Gostei muito das personagens principais, mas a relação entre os dois não fez nada por mim. A Jaqueline é uma rapariga muito normal e foi por isso que gostei dela. O Lucas é super inteligente e também gostei imenso desse aspecto. Porém, achei muito difícil gostar dele. Talvez por não termos a sua perspectiva neste livro achei mais difícil aproximar-me da sua personagem.

Nunca senti que os dois protagonistas se conhecessem bem um ao outro, o que foi uma sensação muito estranha. Não sei porque é que senti isto, mas não acreditei nada na relação deles. Achei-a bastante fraquinha e muito mal desenvolvida.

Acho que o mistério todo no início (que não é assim tão grande quanto isso mas pronto) me fez ter a impressão de que a relação não se desenvolveu tanto quanto provavelmente a autora achou que tinha desenvolvido.

Gostei muito da forma como o tema do abuso sexual foi abordado mas não consegui gostar da relação dos protagonistas, algo que não é bem suposto acontecer quando lemos um livro new adult. Admito que provavelmente as minhas expectativas também estavam bastante elevadas e todos sabemos que isso pode ser um problema.

No fim, sei que muitos gostam deste livro mas para mim não foi nada de especial. Não foi um livro memorável e tenho pena que não tenha gostado tanto deste livro quanto queria. Mesmo assim recomendo, até porque tem ratings muito bons no Goodreads e aborda o tema de uma forma muito inteligente.

24.9.15

Opinião: Not After Everything

Título: Not After Everything
Autor(a): Michelle Levy
Editora: 
Dial
Formato: Ebook

A gritty but hopeful love story about two struggling teens - great for fans of The Spectacular Now, Willow, and Eleanor and Park

Tyler has a football scholarship to Stanford, a hot girlfriend, and a reliable army of friends to party with. Then his mom kills herself. And Tyler lets it all go. Now he needs to dodge what his dad is offering (verbal tirades and abuse) and earn what his dad isn’t (money). Tyler finds a job that crashes him into Jordyn, his former childhood friend turned angry-loner goth-girl. She brings Tyler an unexpected reprieve from the never-ending pity party his life has become. How could he not fall for her? But with his dad more brutally unpredictable than ever, Tyler knows he can’t risk bringing Jordyn too deeply into the chaos. So when violence rocks his world again, will it be Jordyn who shows him the way to a hopeful future? Or after everything, will Tyler have to find it in himself?
A partir do momento em que descobri este livro, fiquei logo com imensa vontade de o ler. Para além de ser uma história em que as duas personagens principais foram amigos quando eram crianças e voltam a encontrar-se anos depois, era narrado pelo protagonista masculino, algo em que eu não arrisco tanto neste género, para além dos livros do John Green e mais um ou outro. Porém, a história deste livro vai muito para além do romance entre os protagonistas, essa é apenas uma pequena parte do que este livro nos oferece.

Desde da primeira página que já não consegui largar este livro. É tão interessante seguir a perspectiva do Tyler e pelas primeiras páginas apenas descobri que esta não ia ser uma leitura fácil. Tyler tinha tudo antes da sua mãe se suicidar. A partir daí é obrigado a trabalhar e a pagar pelas coisas porque o seu pai, para além de ser abusivo e de lhe bater, se recusa a pagar pelas suas coisas. Tyler acaba por encontrar um trabalho num estúdio de fotografia onde trabalha também Jordyn, a sua melhor amiga de infância. A partir daí seguimos não só a aproximação dos dois como a forma como Tyler (sobre)vive com um pai abusivo, a tentar superar a morte da sua mãe.

Já sabia que este não ia ser um livro leve, pela sinopse vemos logo isso, mas nunca esperei que me tocasse tanto. Houve tantos momentos em que me tive de conter para não chorar. A forma como a autora escreveu este livro é bastante crua e honesta. O leitor sente exactamente aquilo que o Tyler sente e é impossível não estabelecer uma relação emocional com esta história.

Adorei o Tyler! Não sei bem do que estava à espera quando comecei a ler o livro, mas acho que não esperava ligar-me tanto ao protagonista. Este livro é tão real e o Tyler é uma personagem com tantos defeitos mas também com imensas qualidades. Ao longo da leitura vamos descobrindo isso mesmo e a forma como a autora abordou certos problemas e fez as suas personagens lidarem com eles foi maravilhosa. Nem consigo bem explicar o porquê de gostar tanto desta personagem, mas isso acontece-me sempre que encontro personagens maravilhosas.

A Jordyn também é uma personagem tão boa!!! Adorava ler um livro só da sua perspectiva. Ela é o tipo de rapariga que eu gosto de ler: consegue responder à medida, mas também tem o seu lado mais sensível. Adorei-a e quando ela entrou em cena só tornou este livro ainda mais especial.

Para além dos protagonistas, todas as personagens foram criadas de forma espectacular. Apesar de odiar o pai do Tyler com todas as minhas forças, acho que a autora fez um trabalho excelente na sua personagem, explorando-a mais do que se calhar alguns autores teriam feito. Em vez de o tornar simplesmente o mau da fita, há uma tentativa de fazer o leitor compreender o porquê de ser assim (se bem que não há desculpa nenhuma!) Os pais da Jordyn são dos melhores pais que já li em livros deste género literários e estão sem dúvida presentes, não fazendo parte daquele síndrome que vários livros YA têm em que os pais não têm importância nenhuma na vida dos filhos.

Não me façam falar da relação do Tyler e da Jordyn porque eu não me calo. Adorei, adorei, adorei! Tão bem desenvolvida, nada apressada e com fundamento. Uma relação super normal em que eles falam um com um outro, apoiam-se mutuamente e são super queridos juntos. Eles começam por não gostar nada um do outro e se já me conhecem um bocadinho sabem que esse é o meu tipo de relação preferido.

Este livro teria sido um preferido se não fosse aquele final. Porquê??? O mais estranho é que eu admiro a autora por ter escrito um final tão real mas não sei, acho que este livro merecia um final melhor. Mesmo que a autora o terminasse assim, pelo menos podia dar-nos um epílogo. Mesmo que não fosse um final fechado, pelo menos dava-nos mais qualquer coisa. Mas porque é que os autores não pensam no meu pobre coração que não merece nada disto. Porquê? :'(

A escrita da autora é linda! Este é o seu debut e mal posso esperar por outros livros da sua autoria. Acho que o meu único medo inicial era o facto de a autora tentar demasiado escrever da forma como um rapaz, especialmente um adolescente, escreveria mas isso não aconteceu. Achei a narração super credível e foi um dos factores principais pela classificação final. Para além disso, fiquei com imensa vontade de ler mais YAs Contemporâneos da perspectiva de um rapaz. Não sei bem o que é, mas dá uma dimensão muito mais emocional à história. Ou então é só da escrita da autora... De qualquer forma, quero ler mais livros do género narrados por rapazes e quero definitivamente ler mais desta autora.

Apesar de não conseguir dizer que ficou um favorito para a vida, que eu juro era só um final melhor e ficava (não estou a brincar), é um dos melhores livros que li este ano. Ainda considerei tirar meia estrela, porque fiquei tão chateada, mas como eu nestas coisas dos finais abertos sou sempre positiva e acho que um livro é muito mais do que o seu final, acabei mesmo por dar as 5 luas.

P.S..: Entretanto já imaginei toda uma história do que poderia acontecer se houvesse um segundo livro e let me tell you estou completamente disponível se a autora quiser uma ajudinha.

19.9.15

Opinião: Exquisite Captive

Título: Exquisite Captive
Autor(a): Heather Demetrios
Editora: Corgi
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: I'll Meet You There
A jinni of tremendous ancient power and Empress to Arjinna, Nalia was sold into slavery on the dark caravan, where jinn are forced to grant wishes and obey their masters’ every command. She’d do anything to be free of the golden shackles that bind her to Malek, her handsome, cruel master, and his lavish Hollywood lifestyle.

Enter Raif, the enigmatic leader of Arjinna’s revolution and Nalia’s sworn enemy. He promises to free Nalia so that she can return to her ravaged homeland and free her imprisoned brother. But freedom comes at a heavy price and danger is everywhere.

In this gorgeous fantasy debut, Heather Demetrios brings to life a deliciously seductive world where a wish can be a curse and shadows are sometimes safer than the light.
Depois de ler o I'll Meet You There em Fevereiro deste ano, apaixonei-me pela escrita da Heather Demetrios. Algo me dizia que ela se tornaria numa das minhas autoras preferidas e depois deste livro, a minha teoria confirmou-se. Novo objectivo de vida: Ler todos os livros desta autora.

Por ter gostado tanto do primeiro livro que li desta autora, quando encontrei este no awesomebooks não hesitei e encomendei logo. Depois de algum tempo na prateleira, até porque para ler fantasia eu preciso de estar no mood perfeito para fazê-lo, decidi pegar nele e desde da primeira página que gostei deste livro.

Não sabia quase nada quando comecei a ler este livro porque mal tinha olhado para a sinopse. O nome da autora foi o suficiente para me convencer a querer lê-lo e tudo o que sabia era que era uma história sobre génios que concedem desejos, algo que nunca me imaginei a querer ler, mas que fiz e ainda bem.

Neste livro seguimos a história de Nalia, uma jinni que é feita escrava depois de ter sido vendida ao seu dono, Malek. Conhecemos também o Raif, um revolucionário de Arjianna, a terra-natal de todos os jinni, que se compromete a libertar e ajudar Nalia a salvar o seu irmão em troca de algo que só ela lhe pode oferecer.

A primeira coisa que me surpreendeu logo e que me fez ficar agarrada ao livro foi o facto da acção decorrer no planeta Terra, em Hollywood, onde Nalia vive na casa do seu dono Malek. Apesar de ser óbvio que isto acontece pela sinopse, como eu não a li, foi uma surpresa muito agradável. Foi a primeira vez que li um livro de fantasia que decorre no mundo real, por assim dizer e gostei imenso. Deu um ar completamente diferente à história e só a tornou ainda mais interessante.

As primeiras páginas podem ser confusas, mas a autora faz um óptimo trabalho a explicar tudo e a revelar-nos este novo mundo. Uma história que pela sinopse talvez não me interessasse tanto mas que esta autora consegue tornar super interessante.

Adorei a história e nunca perdi o interesse em saber mais sobre o que iria acontecer. É muito fácil acompanhar a acção e agora que terminei só me apetece voltar para este mundo.

A escrita da autora contribui, e muito, para a classificação que dei a este livro, é espectacular! Se eu já tinha adorado a sua escrita no I'll Meet You There, o Exquisite Captive só veio comprovar isso. Desde das descrições lindas que faz sobre o mundo de Arjinna até aos diálogos maravilhosos, era capaz de passar horas a ler este livro e a apreciar esta escrita. Sem dúvida uma das minhas preferidas!

Falando das personagens, adorei a Nalia! Simpatizei logo com ela desde da primeira página e gostei muito da construção desta personagem. Gostei de acompanhar o seu crescimento e se no início havia coisas que não conseguia compreender, especialmente a sua relação com o Malek, no final acabamos por perceber o porquê de algumas das reacções da Nalia.

Para além da Nalia, adorei muitas outras personagens, como o Raif, a Leilan e a Zanari. Até do Malek consegui ter alguma compaixão, mas espero que ele fique bem longe da minha ship. O Raif é uma personagem que adorei e por vezes, apesar do livro ser na terceira pessoa, alguns dos capítulos são narrados através da sua perspectiva (apesar de ainda ser na terceira pessoa - é confuso de explicar mas vocês percebem). Gostei tanto dele *.*

A caracterização das personagens foi uma das coisas que mais elogiei na minha opinião do I'll Meet You There e neste livro isso manteve-se. As personagens são aquilo que mais valorizo num livro e esta autora tem uma capacidade espectacular de criar personagens credíveis e maravilhosas.

Escusado será dizer que adorei a relação entre o Raif e a Nalia. Eles são super queridos e rapidamente se tornaram numa das minhas OTPs (mais uma para a lista sem fim). Eles começam por se odiar e depois acabam por se aproximar e se já seguem o blog há algum tempo sabem que eu adoro esse tipo de romance. Achei que as cenas estavam muito bem escritas e muito queridas. My poor shipper heart can't handle this much cuteness!
A amizade entre a Nalia e a Leilan foi outra das minhas coisas preferidas neste livro, bem como a relação entre o Raif e a irmã. Esta autora é espectacular a escrever relações, sejam elas de que tipo forem.

Sendo este um livro desta autora há também personagens gays mas é tudo feito como a diversidade deve ser incluída nos livros de forma super natural e sem grandes dramas.

O único senão deste livro foi a relação da Nalia com o Malek. Senão para mim porque não gostei de ler, mas que faz parte do livro e é compreensível que exista. Só não gostei disso no inicio porque I will go down with my ship e o Malek pode pôr-se a andar.

Quero sem dúvida ler o próximo livro desta trilogia, que só sai em 2016, e quero muito ler o outro livro contemporâneo da autora, o seu debut, Something Real, que aposto que é tão maravilhoso como os dois outros livros que li da autora.

Este livro não é muito conhecido, com muita pena minha, mas recomendo imenso. Tornou-se rapidamente num novo favorito, bem como esta autora.

17.9.15

Opinião: Wait for You

Título: Wait for You
Autor(a): J. Lynn (Jennifer L. Armentrout)
Editora: Harper
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: FrigidScorched, The Proposal

Some things are worth experiencing

‘Cam stole my heart’
‘One of the most endearing, touching and fun friends-to-lovers I’ve read’
‘Gripping … the sweetest yet hottest romance

And some things are worth fighting for …

Avery knows she should stay away from Cam Hamilton: he might be the hottest guy on campus but she really doesn’t need that sort of drama right now. Love is best left in the past – along with her troubles. But sometimes, the last thing you want, is just the thing you need …
Já tinha este livro para ler há uns dois anos mas andava sempre a adiar a sua leitura sem saber bem porquê. Este é um dos livros preferidos da minha irmã por isso, como o tinha cá em casa, pedi-o emprestado e li-o, finalmente.

A opinião vai ficar curtinha porque não quero revelar nada para além do que está na sinopse e também porque não tenho assim tanto a dizer sobre esta leitura.

Esta não foi a primeira vez que li um livro da Jennifer L. Armentrout, mas foi a primeira que gostei de um livro seu e consegui perceber um pouco o hype em tornos dos seus livros. Depois de ter lido o Frigid e o Scorched achei que era a única pessoa que não gostava dos livros desta autora, mas o Wait for You fez com que mudasse de ideias e voltasse a considerar ler as suas obras.

Adorei o início do livro. Foi tão giro ver a forma como a Avery e o Cam falavam um com o outro e se picavam constantemente. A química entre os dois é perfeita - deixa-nos a querer ler mais e saltar para o livro e fazer isto constantemente:


Acho que é impossível não gostar do Cam. Ele é o tipo protagonista convencido mas sem ser arrogante, que se mete com a Avery várias vezes mas nunca de uma forma exagerada e desconfortável.

A Avery é a protagonista, e a narradora do livro, e também achei muito fácil gostar dela. É uma personagem tímida e awkward, mas gostei muito de ler a história da sua perspectiva. A Avery passou por coisas menos boas no passado e neste livro vemos também a sua luta para ultrapassar o que aconteceu.

Apesar de ter adorado o início e grande parte da história, houve partes que acabaram com que retirasse meia lua da pontuação final. Senti que para o meio a história se arrastou um pouco. Acho que o que acabou também por fazer falta foi o ponto de vista do Cam (apesar de saber que existe uma novela exactamente sobre isso). Senti que fez alguma falta neste livro porque isso me faria simpatizar mais com o Cam em certos momentos em que ele me irritou um pouco. 

Tentei começar a ler o segundo livro desta série, que segue a história da irmã do Cameron, mas não gostei assim muito do que li e acabei por desistir. Ainda não sei se continue e passe logo para o terceiro livro ou se desista por completo desta série de companion novels.

Algo que acabei por fazer, sem querer, foi comparar este livro ao The Deal de Elle Kennedy, um dos meus livros preferidos do ano. Os dois têm uma história com pontos semelhantes e isso fez com os comparasse várias vezes. Sei que este livro foi lançado primeiro mas eu, como li o The Deal primeiro, não consegui evitar fazer comparações. Acho que se tivesse lido este primeiro, os dois teriam sido livros de 5 luas, mas como isso não aconteceu e eu gostei mais do The Deal, acabei por dar 4.5 luas.
Este livro já foi publicado em Portugal pela Porto Editora com o título "Espero por Ti".
4.5

14.9.15

Opinião: The Sky is Everywhere

Título: The Sky is Everywhere
Autor(a): Jandy Nelson
Editora: Walker Books
Formato: Hardcover
Seventeen-year-old Lennie Walker, bookworm and band geek, plays second clarinet and spends her time tucked safely and happily in the shadow of her fiery older sister, Bailey. But when Bailey dies abruptly, Lennie is catapulted to center stage of her own life - and, despite her nonexistent history with boys, suddenly finds herself struggling to balance two. Toby was Bailey's boyfriend; his grief mirrors Lennie's own. Joe is the new boy in town, a transplant from Paris whose nearly magical grin is matched only by his musical talent. For Lennie, they're the sun and the moon; one boy takes her out of her sorrow, the other comforts her in it. But just like their celestial counterparts, they can't collide without the whole wide world exploding.

This remarkable debut is perfect for fans of Sarah Dessen, Deb Caletti, and Francesca Lia Block. Just as much a celebration of love as it is a portrait of loss, Lennie's struggle to sort her own melody out of the noise around her is always honest, often hilarious, and ultimately unforgettable.
Não sei bem como escrever um opinião sobre este livro porque nem sei bem como transmitir o que senti ao lê-lo. No início não estava a gostar assim tanto e achei tudo demasiado estranho. Desde a forma como as personagens falavam, às suas acções e até como tudo acontecia muito depressa. Acho que esperava um livro mais realista e não foi bem o caso. Apesar disso, no final acabei por aperceber-me da beleza deste livro. A Jandy Nelson escreve arte e isso não podemos negar. Apesar deste livro não ser tudo o que queria, é impossível negar que é um livro muito bonito.

As 100 primeiras páginas foram um pouco decepcionantes mas à medida que ia continuando a leitura, comecei a aperceber-me da beleza deste livro. Acabei por ler 200 páginas das 368 no primeiro dia. Não sei o que foi, não consigo explicar. Depois de já ter decidido que este livro não era para mim, comecei a adorar o rumo da história e da forma como a autora a conta.

A forma como me senti ao ler este livro foi mais ou menos assim: 
não sei se isto é bem para mim -> este livro é estranho -> este livro é estranho mas não consigo parar de ler -> OMG isto é viciante!! -> Quem é que está a cortar cebolas ao meu lado? Desde quando é que passei a gostar deste livro? WHAT

Este é um livro estranho. As personagens não são o que esperamos e acho que isso foi o que me fez estranhar o livro no inicio mas adorá-lo no final. Quando comecei a ler esperava personagens muito realistas, mas deparei-me com personagens que falavam de forma estranha sobre coisas estranhas. No entanto, a parte estranha deste livro acabou por ser o que o tornou tão bonito.

Apesar de ter gostado muito deste livro e de admitir a sua importância, não deixei de ter os meus problemas com ele. Algumas coisas foram estranhas demais. Já falei várias vezes disto nesta opinião, mas tal como admito que alguns dos elementos deram algo único à obra, outros tornaram-na um pouco irrealista. Esta irrealidade foi também outro dos problemas. As personagens não falavam de uma forma muito credível para a idade que tinham e por vezes isso tornava a leitura estranha e um pouco deslocada daquilo que seria de esperar.

Com o romance fiquei um pouco dividida. Houve momentos em que achei que não fosse necessário, outras em que percebi o porquê de existir. Por vezes achei que havia demasiado drama, outras achei que, tendo em conta a situação, chegava a fazer sentido. No geral, acabei por gostar do romance mas ainda tive as minhas dúvidas no final. Há um triângulo amoroso que não chega a ser triângulo amoroso que eu achei bastante esquisito. Consegui compreendê-lo mas não deixei de achar estranho.

Quanto às personagens, não tenho assim tanto a dizer sobre elas. Gostei de acompanhar a Lennie e a forma como lidou com a morte da irmã. A família dela é estranha mas acabei por ganhar um carinho especial por esta família peculiar. Gostei muito do Toby e tive imensa pena dele! Só queria abraçá-lo e consolá-lo. Ele foi talvez a personagem pela qual tive mais compaixão. Quanto ao Joe, não fiquei totalmente convencida. É descrito como o rapaz perfeito mas para mim não achei. Não consegui gostar assim tanto dele como talvez fosse o propósito da autora. Apesar do romance não ter sido a minha parte preferida, tenho de admitir que ouve momentos muito queridos e estou muito curiosa para ler outros livros da autora em que goste realmente do casal principal.

Adorei completamente as imagens dos bilhetes da Lennie. Os pormenores das imagens tornaram este livro ainda mais único e complementaram imenso o livro e foram a minha parte preferida.

Sei que este livro não é para todos. A principio também achei que não era para mim. É um livro muito estranho, com uma escrita carregada de metáforas e com personagens bastante peculiares. Penso que é isso que faz com que este livro se destaque entre tantos outros do género. Gostei muito da escrita da Jandy Nelson e estou muito curiosa para ler o I'll Give You The Sun, que já tive a oportunidade de ler as primeiras páginas e acho que vou adorar!

Recomendo para quem gosta do género mas especialmente para quem está aberto a um livro completamente diferente e único. A escrita da autora é muito bonita (se bem que por vezes pode tornar-se confusa e metafórica demais) e, por consequente, também esta história o é. Apesar de reconhecer isto, também tive os meus problemas com este livro o que fez com que acabasse por lhe dar 4 luas.

10.9.15

Opinião: World After

Título: World After
Autor(a): Susan Ee
Editora: 
Hodder & Stoughton
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: Angelfall


Esta opinião contém spoilers do primero livro, Angelfall
In this sequel to the bestselling fantasy thriller, Angelfall, the survivors of the angel apocalypse begin to scrape back together what's left of the modern world.

When a group of people capture Penryn's sister Paige, thinking she's a monster, the situation ends in a massacre. Paige disappears. Humans are terrified. Mom is heartbroken.

Penryn drives through the streets of San Francisco looking for Paige. Why are the streets so empty? Where is everybody? Her search leads her into the heart of the angels' secret plans where she catches a glimpse of their motivations, and learns the horrifying extent to which the angels are willing to go.

Meanwhile, Raffe hunts for his wings. Without them, he can't rejoin the angels, can't take his rightful place as one of their leaders. When faced with recapturing his wings or helping Penryn survive, which will he choose?
Nem sei o que me aconteceu com este livro. Apesar de ter gostado imenso do primeiro, este segundo livro da trilogia custou-me um pouco a ler.

Já tinha pegado nele há uns meses atrás mas na altura não li mais que 40 páginas antes de o pôr de lado. Em Agosto, resolvi pegar nele outra vez e tirá-lo da minha TBR de uma vez por todas, no entanto o início não me convenceu e deixei-o de lado mais uma vez. No final do mês comecei a sentir-me mal por não tentar pelo menos acabar este livro e quando o voltei a ele acabei por ler a maior parte da segunda metade deste livro num dia. Acho que o problema neste caso é meu e não do livro em si. A verdade é que sempre que decidia lê-lo era porque estava num reading slump e mais nada na prateleira parecia interessante. Mesmo assim, achei a primeira parte lenta demais, reading slump ou não.

A acção deste livro começa logo a seguir ao final do primeiro, Angelfall. Depois de tudo o que aconteceu no "refúgio" dos anjos (às vezes traduzir algumas palavras do inglês para o português dá-me dores de cabeça), Penryn junta-se à resistência com Raffe a pensar que ela está morta.

Da primeira vez que pus este livro de lado, achei que se devia ao facto de não me apetecer ler nada deste género no momento, mas da segunda vez que desisti da sua leitura comecei a perceber quais foram os verdadeiros motivos que me aborreceram na primeira metade do livro.

Problema #1: Como deixei passar algum tempo entre a leitura do primeiro e do segundo livro (all my fault), senti que já não conhecia bem as personagens nem me lembrava bem do que tinha sido revelado no primeiro livro. Lembrava-me do que tinha acontecido no final (por ter ficado tão chocada na altura que o li), mas já não me lembrava de muito relacionado com os anjos e com todos os aspectos políticos da história. Isso fez com que não me interessasse muito com o que estava a acontecer e que eventualmente abandonasse o livro.

Problema #2: Poucas cenas com o Raffe. Simple as that! O que eu mais adorei no primeiro livro era a relação entre a Penryn e o Raffe e neste livro só nos últimos 30% é que ele dá o ar da sua graça. Percebo o porquê da autora o ter feito mas também não era preciso quase o livro todo para ele aparecer, não é?! Pronto, fartei-me de esperar e resolvi que pegava no livro noutro dia.

Problema #3: Cometi o erro de ouvir o audiobook e forçar a leitura, o que fez com que começasse a odiar este livro porque simplesmente não me apetecia lê-lo e estava praticamente a obrigar-me a fazê-lo. Apesar disso, gostei muito do audiobook e achei a narrador espectacular, mas simplesmente não era este o livro que queria ler.

Milagrosamente, depois de quase 20 dias sem pegar no livro e 5 leituras pelo meio, decidi continuar a leitura e só no primeiro dia li quase 175 páginas de seguida. Não sei se parei mesmo antes de algo interessante começar a acontecer ou se já estava mais no mood para ler, mas a verdade é que quando peguei no livro a sério adorei o que li.

Adorei o humor da Penryn, tal como tinha acontecido no primeiro livro, e da sua relação com o Raffe, que apesar de não se ter desenvolvido assim tanto, foi tão bom voltar a ler as conversas entre estes dois!

Estou a gostar muito da história desta trilogia (que era para ter 6 livros mas que se ficou pelos 3) e acho que este livro deu para esclarecer um pouco o que estava a acontecer e qual é o objectivo de tudo. Apesar disso, não consegui deixar de pensar que, por vezes, a história me soava um pouco ridícula. Eu sei perfeitamente que é uma fantasia e que tem elementos fantásticos (obviamente não reais), mas houve momentos em que simplesmente não consegui acreditar assim tanto no que estava a acontecer. Como se um Apocalipse de anjos fosse uma coisa realística, mas vocês percebem.

De resto, não tenho muito mais a acrescentar a este livro porque, visto agora, acaba por não acontecer assim tanta coisa quanto isso. É um livro cheio de acção, sem dúvida, mas também bastante focado na razão e no objectivo desta história.

Se gostaram do primeiro livro e querem continuar, não se desmotivem com todos os mil problemas que falei acima. São todos problemas que EU tive e que só tiveram a ver comigo. Acho que este livro foi o tipo caso de "estar no sitio errado à hora errada". Por mais que eu quisesse insistir, devia era ter ficado quietinha e só pegar no livro quando tivesse a certeza de que era isto que queria ler. Posto isto, vou para sempre achar que não era preciso a autora fazer desaparecer o Raffe durante tanto tempo. Pareceu que a essência desta história ficou um pouco perdida porque, quer queiramos ou não, ele acaba por ser um dos pontos principais da história e a história sem ele não é a mesma coisa.

A classificação final teria sido 5 luas só pela segunda metade viciante do livro, mas infelizmente demorei demasiado a entrar neste livro para não lhe tirar uma lua. Sendo assim, fica com 4 luas que também fica bem.

9.9.15

Opinião: The Assassin's Blade

Título: The Assassin's Blade
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury Childrens
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: Throne of Glass, Crown of Midnight, A Court of Thorns and Roses
Celaena Sardothien owes her reputation to Arobynn Hamel. He gave her a home at the Assassins' Guild and taught her the skills she needed to survive.

Arobynn's enemies stretch far and wide - from Adarlan's rooftops and its filthy dens, to remote islands and hostile deserts. Celaena is duty-bound to hunt them down. But behind her assignments lies a dark truth that will seal her fate - and cut her heart in two forever...

Explore the dark underworld of this kick-ass heroine and find out how the legend begins in the five page-turning prequel novellas to the New York Times bestselling Throne of Glass series.
Demorei algum tempo a pegar neste livro porque não sabia se havia de o ler este antes do Heir of Fire ou não. Eu sei que não importa assim muito, uma vez que as histórias não têm grande ligação porque acontecem mesmo antes dos acontecimento do primeiro livro, Throne of Glass, mas como eu gosto de ler tudo pela ordem em que os livros foram publicados, não vá perder qualquer pormenor, lá me decidi em ler este primeiro.

Este é um livro de novelas mas que se lê como um livro normal. As novelas têm uma ordem cronológica e todas elas acabam por ter o seu objectivo para perceber o porquê da Celaena ser quem é. Nesse aspecto, este livro ajudou-me a respeitar e a gostar ainda mais da Celaena, o que já nem eu achava possível, sendo ela uma das minhas personagens preferidas de sempre!

Quanto às novelas, tenho de admitir, achei as primeiras muito aborrecidas. Nem parecia que estava a ler um livro de Sarah J. Maas e muito menos um livro desta série que tanto adoro. Até à terceira novela parecia que o livro nunca mais acabava e cheguei a ponderar se valeria mesmo a pena ler estas novelas ou não. Isto era algo que não esperava porque adoro a escrita da autora e nunca me aborreço a ler os seus livros, mas as primeiras histórias custaram-me um pouco a ler. Se o livro tivesse acabado por ali, teria dado 3 luas sem qualquer hesitação. 
No entanto, a partir da quarta novela pareceu um livro completamente novo. Adorei as duas últimas novelas e foram o suficiente para as 4.5 luas que acabei por dar no final.

Decidi falar um pouco de cada novela individualmente para terem uma noção do que achei de cada uma.

1. The Assassin and the Pirate Lord (4 luas)
Gostei muito desta novela por ser a primeira vez que conhecemos o Sam e temos noção de como é a Celaena de antigamente. Achei que para o final ficou um pouco aborrecido mas os pequenos episódios entre o Sam e a Celaena ajudaram a compensar isso.

2. The Assassin and the Healer (3.5 luas)
É a novela mais pequena mas é um pouco aborrecida. Quando comecei a lê-la achava mesmo que ia gostar, especialmente porque fiquei curiosa para conhecer melhor a Yrene, a tal healer, mas acabei por achar que não adiantou nada à história geral. Como foi escrita mais tarde que as outras novelas (pelo menos pelo que podemos ver nas informações do livro) acho que a autora a criou como forma de ligação entre a primeira e a terceira. Nesse sentido acho que foi bem pensado para ajudar a estabelecer uma ordem cronológica entre as histórias.

3. The Assassin and the Desert (3.5 luas)
Esta foi a novela que mais me custou a ler. Comecei por gostar do início e do que prometia, mas a meio dei por mim super aborrecida sobre o que estava a acontecer. Apesar disso, no final da novela, quando há de facto acção, fiquei viciada e não larguei o livro enquanto não acabei as últimas páginas desta história.

4. The Assassin and the Underworld (5 luas)
Esta foi talvez a minha preferida das 5 novelas. É nesta que a relação entre o Sam e a Celaena se desenvolve e, apesar de nada tirar Chaolaena de ser a minha OTP (sorry not sorry), adorei saber mais sobre a relação entre os dois. Para além disso, nesta novela vemos melhor como a Celaena vive no Assassin's Keep e essa foi mesmo uma das minhas partes preferidas, a possibilidade de ver um pouco como era o dia a dia da Celaena antes de tudo deixar de ser como era.

5. The Assassin and the Empire (5 luas) 
Esta é a última novela por isso já sabemos o que vai acontecer e que vai ser muito triste. Gostei muito de ver a Celaena numa vida que podia ter sido a dela, não tivesse acontecido tudo o que aconteceu depois. Gostei muito do ambiente que a autora criou, da relação entre os dois e de conhecer melhor a Celaena, de forma geral.

Na verdade, não sinto que este livro adicione assim tanto à história da série, mas acaba por nos dar uma dimensão maior do mundo e da personagem principal. Acho que percebi melhor o fim do Crown of Midnight e fiquei com mais vontade de ler o Heir of Fire, que ando a adiar porque tenho medo de não gostar do que vai acontecer.

Quanto à ordem pela qual devem ler os livros, acho que é bom lerem este ou antes do Crown of Midnight ou do Heir of Fire. Podem também lê-lo antes do primeiro livro, se preferirem, porque não há spoilers para o que vai acontecer, se bem que o Throne of Glass é um óptimo livro para começar e percebe-se tudo perfeitamente se não tivermos lido nada antes.
Recomendo a leitura deste livro, seja quando for, porque acho que ajuda a perceber um pouco melhor os acontecimentos, mas também não perdem muito se não vos apetecer ler estas 5 novelas, na minha opinião.


4.5