18.10.14

Opinião: Slammed

Já há muito tempo que ouço falar bem desta autora e já há muito tempo que queria ler alguns dos seus livros. No mês de Setembro deu-me uma coisinha e decidi comprar não um, mas dois livros da autora para finalmente ver se era assim tão boa como todos dizem. A minha ideia era começar a ler o Maybe Someday mas, quando esse e o Slammed chegaram cá a casa ao mesmo tempo, fiquei com imensa vontade de ler este segundo e decidi ler os livros da autora pela ordem de lançamento.


Título: Slammed
Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Simon & Schuster UK
Formato: Paperback

Lembro que a primeira vez que ouvi falar deste livro foi há uns 2 anos, mais ou menos. Lembro-me que me passou completamente ao lado e, apesar de começar a aparecer nas tbr's de todos no goodreads, quando li a sinopse não me interessou nem um bocadinho. Para vos dizer a verdade, nunca gostei de livros ou histórias em que a aluna se apaixona pelo professor, que é aquilo que podemos retirar à partida da sinopse deste livro. Sempre achei esse tipo de história muito creepy e nunca percebi a obsessão de muitos sobre o tema.

A verdade é que mesmo com esta premissa, de há uns tempos para cá, quando a autora começou a ser mais falada no booktube, fiquei com uma vontade enorme de pegar neste livro e ultrapassar as ideias impostas que tinha à partida. A verdade é que é um romance aluna-professor, mas na realidade não o é, uma vez que o rapaz tem 21 e ela 18 e não é de todo creepy nem imoral.

Mas começando esta opinião, este livro segue a história de Layken que se vê obrigada a mudar para o outro lado do país com a morte repentina do pai. Na nova casa conhece o seu vizinho, Will Cooper, pelo qual se sente imediatamente atraída e os dois gostam logo imediatamente um do outro. Tudo parece correr bem, até Layken descobrir que o seu professor de poesia é o rapaz porque quem está apaixonada.

A primeira coisa que tenho a dizer é que este é um caso de insta-love, como podemos logo reparar pela sinopse. Eu não sou grande fã de insta-love porque sinto que perdemos sempre o desenvolvimento da relação, mas neste caso, apesar de sentir que tudo foi muito apressado, não me importei tanto assim. A Layken e o Will têm uma química muito boa e só acho que o facto da sua relação ter sido tão apressada no inicio, não me permitiu estabelecer uma grande proximidade com os dois, sendo mais um casal querido sobre qual vamos lendo e não daqueles em que o leitor vai sofrendo o que eles sofrem e ficando feliz quando eles ficam juntos (e não sei quanto a vocês, mas o meu lado masoquista adora livros que me façam sofrer).

Gostei de como a autora desenvolveu a história, havendo uma série de reviravoltas que não estava à espera. Eu achei que seria um livro muito baseado na tal relação aluna-professor, o meu receio no inicio, mas Colleen Hoover conseguiu sair do cliché e o livro acaba por ser muito mais que isso, não indo para situações desconfortáveis para o leitor, mesmo para quem se sente um pouco desconfortável a ler livros com esta temática, como eu.


Este é o primeiro livro New Adult que não contém cenas de sexo nem nada parecido. Por ser um livro que aborda temas pesados, que não quero referir porque faz parte das reviravoltas, e pelas personagens já serem maiores de idade, é de facto um New Adult e recomendo para quem quer ler este género literário, mas não se sente à vontade com cenas de cariz sexual.

Houve algumas cenas em que achei que a reacção das personagens não foi ao encontro do que uma pessoa normal faria e isso fez com que o livro não tivesse aquela realidade que tanto gosto. Apesar de nos apercebermos dos sentimentos das personagens, achei que todos lidaram de uma forma muito positiva a um tema bastante pesado. Claro que também não queria ler um livro triste só com os lamentos da protagonista, mas achei que a mensagem de força que a autora queria transmitir poderia ter sido feita de uma forma menos óbvia, por assim dizer.

Acho sempre piada a livros que nos ensinam e nos mostram coisas diferentes e pode dizer-se que este foi um deles. Uma parte essencial deste livro é a slam poetry que nem eu consigo explicar muito bem o que é, mas fiquei curiosa para conhecer mais sobre este assunto. Os poemas são realmente bonitos e adorei o último poema do Will.

Gostei muito das personagens secundárias e de como a autora não as utilizou simplesmente para enfeitar, dando-lhes uma história e uma conclusão à mesma. Achei, no entanto, que a amizade da Eddie e da Layken surgiu muito de repente e muito por acaso, mas consigo perceber que duas pessoas fiquei logo melhores amigas porque também já me aconteceu.

Gostei mesmo muito do tipo de escrita da autora e fiquei com imensa vontade de ler o segundo livro Point of Retreat. Apesar de ter tido alguns problemas com este livro, talvez pelas minhas expectativas tão elevadas no inicio, tenho a certeza que vou gostar imenso de outros livros da autora.

Acabei por dar 4.5 luas e recomendo a muito a quem gosta deste tipo de livros ou a quem quiser experimentar este género mas não se sente confortável a ler cenas mais explicitas.

4.5

10.10.14

TAG: Taylor Swift Book Tag


Vi esta tag no blog da Daniela (Danii Reads) e como gostei muito, decidi fazê-la aqui no blog. Não sou propriamente fã da Taylor Swift mas gosto de alguns músicas e achei as perguntas desta tag bastante engraçadas.

1. We are never getting back together - escolhe um livro ou saga que tinhas a certeza que amavas mas agora não queres ter nada a ver com ele.
Esta foi um pouco difícil porque normalmente, se gostei de um livro numa altura da minha vida, ganho sempre um carinho especial por ele, independentemente de saber que se calhar agora já não ia gostar tanto como gostei na altura. Mesmo assim escolhi a saga Hush Hush de Becca Fitzpatrick que, apesar de ter lido o último livro recentemente e de lhe ter dado 5 luas, sinto que foram um pouco forçadas por também ter dado 5 a todos os outros livros. Não sei se teria paciência para voltar a ler a saga e provavelmente já não gostaria tanto dela.

2. Red - um livro com uma capa vermelha.

Na minha prateleira tenho vários livros vermelhos, mas escolho um que nunca falei aqui no blog, o Trocada de Amanda Hocking.

3. The Best Day - um livro que te faça sentir nostalgia.
Para esta não há outra resposta senão o Crepúsculo de Stephenie Meyer. Digam o que disserem, sempre será uma das minhas sagas preferidas e tenho imensas saudades de quando a li com as minhas amigas e de como eramos obcecadas pelos livros/filmes.

4. Love Story - um livro com um amor proibido.

É muito dificil escolher apenas um livro, porque o que não falta na minha prateleira são livros que contam a história de um amor proibido. Vou escolher o livro Delirium de Lauren Oliver que eu adorei e que conta a história entre Alex (um rebelde) e Lena (obviamente não uma rebelde). Sinto que este livro ficou um pouco prejudicado porque os dois últimos da trilogia fizeram com que muitos não quisessem sequer começar esta série. Na minha opinião, vale mesmo muito a pena ler o Delirium porque é uma história muito bonita e com um estilo de escrita espectacular. Até hoje é um dos meus livros preferidos e apetece-me relê-lo só de estar a escrever sobre ele.

5. I Knew You Were Trouble - um livro com uma personagem má mas que adora.
Eu gostava muito de gostar de personagens más, mas nunca consigo, não sei bem porquê. Honestamente, ao olhar para a minha prateleira não me lembro de nenhum por isso acho que não tenho nenhuma personagem má que adore.

6. Innocent - um livro que alguém arruinou o final.

De todas as vezes que me fizerem esta pergunta, a resposta vai ser sempre Convergente (Allegiant) de Veronica Roth.

7. Everything Has Changed - escolhe uma personagem que cresce bastante à medida que a história desenvolve.
Este são o meu tipo preferido de personagens e adoro vê-las crescer e a ser pessoas melhores. Para esta pergunta vou escolher a Cath do Fangirl de Rainbow Rowell. Ao longo do livro vemos que ela vai se mostrando um pouco mais e vai perdendo o medo de dizer o que pensa e de mostrar que tem uma opinião.

8. You Belong With Me - um livro que mal podes esperar por ver nas livrarias

Esta é óbvia e não me vou alongar muito porque já estão todos fartos de me ouvir, mas é o The Last Time We Say Goodbye de Cynthia Hand.

9. Forever and Always - escolhe o teu casal literário preferido.

Tucker e Clara da série Unearthly de Cynthia Hand. (what else?)

10. Come Here, Be Here - um livro que não emprestarias por teres medo de o perder.

TODOS! Para mim todos os livros representam alguma coisa e se eu conseguisse dizer que não às pessoas, provavelmente nunca emprestaria nenhum livro.

11. Teardrops On My Guitar - um livro que te fez chorar bastante.

The Bronze Horseman de Paullina Simons porque eu quase que me afoguei nas minhas próprias lágrimas a ler aquele livro e até hoje ainda não estou mentalmente preparada para ler o segundo, Tatiana e Alexander.

12. Shake it Off - um livro que gostes muitos que não importa o que os outros acham.

Há vários, mas vou escolher o Foreplay de Sophie Jordan. Na comunidade literária, se dissesse que adorei este livro, muitos concordava comigo, mas sinto que se falasse dele com pessoas que conheço fora desta comunidade, seria um pouco gozada.

8.10.14

Ver Menos, Ler Mais - Introdução

Não sei se é algo que também vos acontece mas, sempre que me vou deitar, cada vez mais, pego sempre no iPad e fico a ver vídeos durante imenso tempo. Quando me canso de os ver reparo que, ou já é tarde demais para começar a ler, ou já não tenho cabeça.
Agora com a faculdade, antes de dormir é a única altura que tenho para ler mais um pouco e ultimamente não o tenho feito porque pego sempre no iPad primeiro.


Posto isto, tive esta ideia de fazer uma espécie de "maratona literária" que não é bem maratona. O objectivo é incentivar-me a pegar sempre no meu livro e lê-lo antes de me deitar, tal como fazia antes de ter comprado um tablet.

Esta é uma maratona pessoal e muito informal, o que não impede ninguém de participar se quiserem, e pretendo ir fazendo posts a dizer quantas páginas li no dia, se não li nada, se acabei um livro ou que livros estou a ler no momento, por exemplo.

Tenho alguns objectivos e algumas regras:

  • Posso não ler durante o fim-de-semana (11-12) porque vou estar a estudar durante o dia todo;
  • Quero terminar o livro que estou a ler e começar outro;
  • Ler, pelo menos, 50 páginas por dia;


Como já disse, esta não é uma "maratona literária" formal, por isso não vou fazer nada para além do que já referi.

Esta "maratona" tem a duração de uma semana e estou muito ansiosa para ver o que vai acontecer e se vou conseguir voltar a ganhar o hábito de pegar no livro e ler todos os dias antes de me deitar.

5.10.14

Opinião: Pivot Point

Título: Pivot Point
Autor(a): Kasie West
Editora: Harper Teen
Formato: Paperback

Já queria ler este livro desde Abril de 2013, mas nunca me chamou muito à atenção até ler o On The Fence da mesma autora e de ficar curiosa por ler mais obras da mesma. Com o lançamento relativamente recente do segundo livro desta duologia, Split Second, lembrei-me que este livro existia e decidi dar-lhe uma oportunidade.

Em Pivot Point seguimos a história de Addie, uma rapariga com uma capacidade muito especial: quando confrontada com uma escolha, tem a capacidade de ver o futuro e optar pelo melhor caminho.

Addie vive numa comunidade secreta em que todos os habitantes têm poderes mentais tal como ela. Enquanto uns conseguem mover objectos com a mente, outros conseguem detectar mentiras ou persuadir alguém a fazerem o que querem. Quando os seus pais se divorciam, Addie vê-se perante uma escolha muito difícil: ficar com a mãe nesta "cidade" secreta ou ir com o pai e viver entre os Norms, as pessoas consideradas normais, sem qualquer poder, mantendo esta sua vida em segredo para sempre.

Confrontada com esta escolha, Addie decide utilizar o seu poder e ver os dois futuros possíveis, quer escolhesse ficar com a mãe ou ir com o pai, sendo esta a história que vamos acompanhando ao longo do livro. Por entre capítulos alternados, uns no mundo Norm, para onde vai viver com o pai, e outros no mundo Para, onde fica com a mãe, a autora consegue criar uma história bastante engrançada que nos deixa a pensar qual o caminho que escolheríamos e qual é Addie vai escolher.

Este é um livro tipicamente YA Contemporâneo com alguns particularidades paranormais. Tem também um pouco de mistério e alguns plot twists que nos conseguem surpreender verdadeiramente.

Achei muito inteligente por parte da autora a forma como conseguiu ligar os dois "futuros", como por exemplo, num dos futuros a Addie vai ao cinema com amigos e no outro vê um filme em casa com amigos. Achei esta particularidade muito engraçada e dei por mim a ver o que correspondia a quê. 

Gostei muito da Addie e consegui identificar-me bastante com ela. Adorei a amizade dela com a Layla e penso que a autora fez um bom trabalho na construção das personagens. Apeguei-me imediatamente à maior parte das personagens, principalmente ao Trevor (*.*).


Não vou falar muito do casal principal porque tenho medo de dizer algum spoiler mas tenho a dizer que adorei a relação deles e PRECISO do próximo livro urgentemente! Penso que a relação se desenvolveu a um bom ritmo e só tive pena de não ter visto mais cenas entre eles.

De inicio tinha medo que o livro se tornasse um pouco confuso, mas a autora fez um trabalho óptimo a explicar tudo de forma simples e clara para que conseguíssemos acompanhar plenamente a história.

Fiquei com muita vontade de saber mais sobre a cidade onde Addie vive e sobre toda a tecnologia nova inventada, mas infelizmente a autora optou por se focar mais nas personagens e no mistério. Apesar de achar que a autora poderia ter explorado melhor essa parte, compreendo o porquê de não o ter feito, visto não ser esse o propósito do livro.

No geral, é um bom livro e merece 4.5 luas. Tenho pena de não ter adorado como achava que iria, mas não deixa de ser um livro muito bom e estou ansiosa para o próximo! Sei que esta opinião ficou muito pequena, mas não há grande coisa a dizer sobre o livro que não seja spoiler e prefiro não arriscar.

Acho que o melhor é ler este livro sem saber quase nada, que foi o meu caso, pois tem muita piada acompanhar todas as reviravoltas sem percebermos muito bem o que se passa ou como é que a história vai terminar.

4.5

2.10.14

Leituras do Mês: Setembro

Se Agosto foi um mês literário óptimo, já o mesmo não se pode dizer de Setembro. Com o recomeço da faculdade, a vontade para ler tornou-se pouca, assim como o tempo para o fazer. Comecei o mês a ler o One More Chance, o segundo livro da duologia de Abbi Glines, e um dos livros que estavam na minha TBR para Setembro. De seguida li Shadow and Bone de Leigh Bardugo que, apesar de ter gostado, não foi de encontro às minhas expectativas. Comecei dois livros mas não consegui acabar nenhum, acabando por pegar num livro que estava há séculos na minha prateleira, o Will Grayson, Will Grayson de John Green e David Levithan. Por fim, comecei a ler o Pivot Point de Kasie West que, apesar de o ter terminado nos primeiros dias de Outubro, li a maior parte em Setembro.



  1. One More Chance - Abbi Glines (02/09 - 03/09)  ☽ ☽ ☽ 
  2. Shadow and Bone - Leigh Bardugo (05/09 - 10/09)  ☽ ☽ ☽ 
  3. Will Grayson, Will Grayson - John Green & David Levithan (18/09 - 20/09)  ☽ ☽ ☽ 
  4. Pivot Point - Kasie West (21/09 - 02/10)  ☽ ☽ ☽ .5
Acabei por ler apenas dois livros da minha TBR e acho que o melhor é mesmo não fazer planos porque acaba sempre por parecer obrigatório ler todos os livros que disse que ia ler.

1.10.14

TAG: The TBR Tag

Vi esta TAG, criada pelos blogs A Perfection Called Books e Dana Square, no blog My Friends are Fiction e como gostei muito dela, decidi traduzi-la e fazê-la aqui no blog. O objectivo é responder a perguntas sobre os livros que temos na nossa TBR, ou seja, To-Be-Read (Para ler) e eu, neste caso, vou considerar apenas os livros que já comprei e tenho cá em casa, em vez da minha lista de livros para ler. Acho que cada um pode considerar da maneira que quiser, por isso vou fazê-la assim.


Como controlas os livros da tua TBR?
Tenho uma shelf no meu goodreads com o nome tbr onde coloco todos os livros que tenho cá por casa ainda por ler (ou quase todos, porque há uns que já tirei porque sei que não os vou ler mesmo).

A tua TBR é composta por mais livros físicos ou por ebooks? 
Eu só conto os livros físicos que tenho e que ainda não li, mas há alguns ebooks que quero muito ler, como o Isla and the Happily Ever After, por exemplo.

Como decides que livro da tua TBR queres ler a seguir?
Vejo o que me apetece ler na altura e escolho um deles. Como a minha tbr ainda é relativamente pequena, não senti a necessidade de criar um TBR Jar para sortear o que quero ler de seguida.

O livro que está há mais tempo na tua TBR
O livro que está há mais tempo na minha TBR é sem dúvida o Dash and Lily's Book of Dares de Rachel Cohn e David Levithan, que comprei já no final de Janeiro deste ano e estou à espera da altura do Natal para o ler finalmente.

Um livro que adicionaste recentemente à tua TBR
O The Infinite Sea de Rick Yancey.

Um livro que só está na tua TBR pela sua capa 
Raramente compro os livros só pela capa, mas um que tive de comprar em livro físico por adorar a capa tem de ser o Unravel Me de Tahereh Mafi.

Um livro na tua TBR que não planeias ler
Há algum tempo tive a arrumar a minha estante e há livros que já nem estão na minha shelf do Goodreads porque realmente já decidi que não os quero mesmo ler, como o O Desejo de Alexandra Bullen, por exemplo (também não sei porque é que o comprei!).


Um livro da tua TBR que ainda não foi publicado e para o qual estás entusiasmada 
Para esta pergunta não há outra resposta. Estou SUPER ansiosa pelo novo livro da Cynthia Hand, The Last Time We Say Goodbye. Nunca mais é Fevereiro!

Um livro na tua TBR que já todos leram menos tu 
Talvez o Miss Peregrine's Home for Peculiar Children de Ransom Riggs que quero muito ler no mês de Outubro pois acho que não há um mês mais perfeito que este para ler livros creepy.

Um livro na tua TBR que todos te recomendam 
Só tenho ouvido coisas boas dos livros de Colleen Hoover e como tenho o Maybe Someday e o Slammed cá em casa, se calhar era melhor pegar neles o quanto antes.


Um livro na tua TBR que queres muito ler 
Todos na minha TBR são livros que quero muito ler, mas neste momento estou mesmo muito ansiosa para que chegue o The Infinite Sea de Rick Yancey cá a casa. Não só por ser a sequela do meu livro preferido de 2013, mas também por ser pequeno e cheio de acção, aquilo que preciso neste momento em que a faculdade me rouba quase todo o tempo (e vontade) de ler.

Quantos livros tens na tua TBR shelf no Goodreads?
Tenho 11 livros e espero conseguir manter este número ou diminui-lo, claro.

Se fizerem esta tag, não se esqueçam de deixar o link do vosso post nos comentários pois adorava ver as vossas respostas.

30.9.14

Opinião: Will Grayson, Will Grayson

Tinha este livro há tanto tempo na prateleira que, sinceramente, até já achava que nunca o iria ler e que acabaria por me desfazer dele mais tarde.


Autor(a): John Green & David Levithan
Editora: Speak
Formato: Paperback

A verdade é que o que me levou a comprar este livro em primeiro lugar foi o nome do John Green na capa e não tanto a história. Aliás, pela sinopse, o mais possível era eu nunca ter pegado neste livro em primeiro lugar.

Quando lhe peguei, estava num reading slump há mais de uma semana e já estava a desesperar por não conseguir concentrar-me em nenhum livro e por etsar a morrer de saudades de ler, apesar de nenhum me parecer interessante. Quando vi este na estante, perguntei "Porque não?".

Assim que o comecei a ler, mais propriamente os capítulos de John Green, depressa me lembrei o porquê deste autor ser um dos meus preferidos. Tanto a sua escrita, personagens e humor, eram exactamente aquilo de que precisava para sair deste maldito reading slump.

Este livro conta-nos a história de dois rapazes, ambos chamados Will Grayson, e como as suas vidas se acabam por cruzar e mudar. Os capítulos vão alternando entre Will's, sendo a perspectiva de um deles escrita por David Levithan e a outra por John Green.

Consegui imediatamente entrar na história do Will Grayson de John Green, uma vez que já conhecia o seu estilo de escrita, mas no caso do Will Grayson escrito por David Levithan, o caso mudou um pouco de figura. Com um estilo muito característico, de inicio não gostei propriamente da forma como o autor criava os diálogos e como colocava as ideias no papel. Mas como o ditado diz, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se" e a verdade é que agora estou curiosa para ler mais alguns títulos do autor. Já algum tempo que queria ler algumas das suas obras e agora fiquei com muito mais curiosidade, especialmente para ler o Every Day, aquele que me chama mais à atenção.


Este é o primeiro livro que leio que aborda a homossexualidade como tema principal e de uma forma muito directa, uma vez que um dos Will's é gay. Eu já tinha lido alguns livros com personagens gay, mas nunca nenhuma com um protagonista gay e gostei muito da forma como o tema foi abordado, de uma forma natural e simples, como já devia ser vista em todo o lado, porque na realidade amor é amor, não interessa se gostamos de alguém do mesmo sexo ou do sexo oposto.

Este livro é essencialmente sobre isso, o amor. Quanto ao Will criado pelo John Green, gostei mesmo muito desta personagens e da sua relação com o Tiny e a Jane. Este Will é aquele que à partida é mais fácil de gostar, mas ao longo do livro, vemos que pessoa é o Will criado por David Levithan, e damos por nós a gostar de todas as personagens e a desejar que tudo lhes corra bem na vida.

O Tiny Cooper acaba por ser também umas das personagens principais desta história, senão mesmo a personagem principal. O livro começa quando o Tiny decide fazer um musical sobre a sua vida e, durante o livro, vemos como isso vai acontecendo, até chegar a data da estreia.

A minha quote preferida do livro!

Na minha opinião, este livro está escrito de uma forma muito inteligente pois tudo se liga lindamente, abordando temas que normalmente não são tão abordados, pelo menos não de forma tão directa, noutros livros YA.

Li este livro em apenas três dias e penso que, senão fosse a faculdade, o teria lido num dia apenas. Muito rápido e com o ritmo viciante, com capítulos alternados e relativamente curtos, este livro surpreendeu-me totalmente, pois não estava à espera de gostar tanto quanto gostei, especialmente com os problemas que tive no inicio.

Não posso deixar de dizer que, apesar de ter gostado de todas as personagens, mesmo do Tiny que por vezes pode ser um pouco demais, a minha parte preferida foi sem dúvida a relação entre a Jane e o Will, especialmente porque já tinha imensas saudades de ler este tipo de cenas escritas pelo John Green.

Adorava que este livro fosse adaptado para cinema ou para um musical, pois acho que aborda temas bastante interessantes e daria um filme bastante engraçado, sem se desviar da mensagem principal.

Penso que para quem gosta dos livros de John Green, a sua parte deste livro é muito ao seu estilo e não desilude os fãs do autor. Como nunca li mais nada de David Levithan não posso comparar este livro a nenhum outro, mas posso dizer que, apesar do seu estilo de escrita muito próprio e fora do comum, que no inicio me irritou um pouco, fiquei com curiosidade em conhecer outros livros.

Este é um livro divertido, mas que não deixa de abordar temas muito importantes como depressão e homossexualidade. Para mim é um livro que merece as 5 luas e acho que agradará a muitos fãs deste género literário.

Este livro já foi publicado em Portugal pela Editora ASA com o título "Will e Will".