31.3.15

Leituras do Mês: Março

Março foi o melhor mês literário até agora, este ano. Não só pela quantidade de livros que consegui ler, mas também pela qualidade. Comecei o mês a terminar um livro que queria ler desde que soube da sua existência, o The Last Time We Say Goodbye de Cynthia Hand, que se tornou num dos favoritos de sempre. Outro que também entrou para esta lista foi o The Deal de Elle Kennedy, um dos melhores livros New Adult que já li, e o These Broken Stars de Amie Kaufman e Meagan Spooner, outro que estava na lista para ler há muito tempo e que não desiludiu. Li também a novela que segue esse livro, This Night So Dark, e Captured de Jasinda e Jack Wilder, que não gostei tanto como esperava, mas que mesmo assim foi uma boa leitura. Por fim, li o Alienated de Melissa Landers, uma surpresa agradável e com um casal muito querido e o Finding Audrey de Sophie Kinsella, o meu primeiro arc e um livro que ficou com um lugar especial no meu coração. Concluindo, li 6 livros e uma novela e três deles entraram directamente para a lista de favoritos. Espero que Abril também seja assim!




  1. The Last Time We Say Goodbye - Cynthia Hand (26/02 - 02/03)  ☽ ☽ ☽ ☽
  2. The Deal - Elle Kennedy (02/03 - 07/03)  ☽ ☽ ☽ ☽
  3. These Broken Stars - Amie Kaufman & Meagan Spooner (09/03 - 15/03)  ☽ ☽ ☽ ☽
  4. This Night So Dark - Amie Kaufman & Meagan Spooner (16/03)  ☽ ☽ ☽ ☽
  5. Captured - Jasinda & Jack Wilder (16/03 - 19/03)  ☽ ☽ ☽ 
  6. Alienated - Melissa Landers (21/03 - 27/03)  ☽ ☽ ☽ .5
  7. Finding Audrey - Sophie Kinsella (27/03 - 29/03)  ☽ ☽ ☽.5

Todos os livros físicos que li este mês

29.3.15

Opinião: Captured

Título: Captured
Autor(a): Jasinda & Jack Wilder
Editora: Self-published
Formato: Ebook
Da Mesma Autora Li Também: Wounded

Quando terminei o Wounded não soube logo que existia uma continuação. E se bem que este não é uma contiuação propriamente dita, o Hunter e a Rania aparecem e esta é a história de uma personagem que conhecemos anteriormente. Assim que soube, comecei a ler este livro com expectativas bastante elevadas,uma vez que o Wounded é um dos meus livros preferidos deste género.

Tenho de confessar que a sinopse não me interessou totalmente. Se este fosse um livro sem qualquer ligação ao Wounded,o mais provável era não ter pegado nele. Por norma não costumo gostar de livros em que um dos protagonistas perde o amor da sua vida e volta a reencontrar esse amor noutra pessoa. Não sei porquê mas este tipo de sinopses nunca me atrai muito, talvez por ser demasiado triste e porque sei que o vou ficar durante a leitura. Mas como neste livro o Hunter e a Rania apareciam e o protagonista era o Derek, uma das personagens secundárias do Wounded, decidi dar-lhe uma oportunidade.

O que mais gostei neste livro foi mesmo a parte militar, especialmente as cenas narradas pelo Derek. A autora não centra apenas a narrativa no que acontece depois do Derek já ter regressado a casa, mas explora também o seu tempo na guerra, descrevendo os combates e os locais. Não sei bem porquê, mas todas estas partes foram das minhas preferidas no livro.

No inicio da história, Derek e Tom, o marido de Reagan, a protagonista, são raptados por talibãs durante uma missão no Afeganistão. Tom acaba por morrer, pedindo a Derek para encontrar a mulher e dizer-lhe que sempre a amou. Quando é resgatado, Derek vai ao encontro de Reagan e é a partir daqui que a nossa história começa.

Em geral, gostei do livro. Chorei logo umas 3 vezes nos primeiros capítulos e a Jasinda Wilder é das melhores autoras no que toca à temática militar. A autora aborda o tema do PTSD de uma forma muito crua e real. Por norma, gosto muito de ler sobre este tema e a autora consegue fazer o leitor entender um pouco melhor tudo aquilo que a personagem está a sentir, fazendo-nos ter uma noção desse sofrimento.

Inicialmente, não gostei muito da Reagan. Não é que seja uma personagem difícil de gostar, mas simplesmente não me consegui identificar com ela e não senti qualquer ligação. Quanto ao Derek aconteceu exactamente o oposto. Adorei a sua personagem e tocou-me bastante algumas das situações pelas quais teve de passar. Foi sempre uma personagem muito interessante de acompanhar e os seus capítulos eram os meus preferidos.

Gostei da relação entre as personagens, mas não foi a minha preferida de sempre. Os dois acabam por ter os seus momentos fofos, mas não senti tudo o que normalmente sinto quando gosto de um casal. Pode ter sido por não gostar assim tanto da Reagan porque, para mim, para um casal funcionar, tenho de gostar das personagens como individuais primeiro.

Quando ao conteúdo adulto do livro, era algo que já sabia que o livro continha e tinha consciência disso quando comecei a sua leitura. O que não esperava era cenas que duravam vários capítulos e que acabavam por ser sempre a mesma coisa. Muitas vezes dei por mim a saltar algumas páginas porque parecia que estava a ler exactamente o mesmo que tinha lido nos capítulos anteriores. Achei esta parte do livro bastante monótona e sempre que se aproximava uma cena tudo o que pensava era "not again...".

Adorei a "participação especial" da Rania e do Hunter e para quem já leu o Wounded, vale a pena ler este livro só para saber o que lhes aconteceu após o final do seu livro.

Concluindo, este é um bom livro para pessoas que gostam da temática militar e para quem não se sente incomodado com várias cenas de conteúdo adulto. Na minha opinião não é tão bom como o Wounded, mas é uma boa companion novel. Se a autora escrever mais livro sobre esta temática lerei de certeza.

27.3.15

O meu primeiro ARC

Para começar, para quem não sabe, um ARC é uma cópia (digital ou não) dada a reviewers para lerem antes do público geral e opiniarem sobre um livro, criando assim atenção para o mesmo.

Já tenho o blog há um ano e decidi que era altura de me aventurar nesta coisa dos arcs. Sinceramente não sabia como ia correr, uma vez que sempre que tenho de ler algo com uma data limite, a vontade de ler esse livro perde-se um pouco.


Mesmo assim, achei que devia arriscar e inscrevi-me no Netgalley. Este é um site próprio para bloggers, no qual podemos pedir livros para ler e em trocar escrever uma opinião sobre os mesmos.

Sendo este um blog exclusivamente em português e com uma audiência pequena (pequena mas boa!), não estava com grande confiança de ser aprovada para ler algum livro. E a verdade é que não fui aprovada na maior parte dos que pedi, o que não tem problema nenhum porque é natural que as editoras queiram dar prioridade a blogs de maior dimensão.

Logo, foi com grande surpresa que vi que tinha sido aprovada para ler o novo livro da Sophie Kinsella, Finding Audrey, que será publicado em Junho pela Penguin. Quando vi que tinha sido aprovada, não resisti e tive de começar logo a ler.

Já comecei e estou a gostar muito. Nunca li nada de Sophie Kinsella e começo a perceber o porquê de todos dizer que os seus livros são hilariantes. Ainda só li os primeiros capítulos mas já me ri bastante. Este livro aborda também o tema da ansiedade e estou muito ansiosa para ver o trabalho desta autora neste tópico.

Queria apenas marcar este feito aqui no blog e partilhar a minha felicidade convosco. Vai sair uma opinião sobre este livro em português e provavelmente uma outra em inglês, talvez mais próximo da data de publicação.

Obrigada a todos os que acompanham o blog!

25.3.15

Let's Talk: Ler todos os livros de um autor

Estava a ver este vídeo e deu-me uma ideia para um post aqui no blog. Decidi fazer um balanço de todos os autores dos quais já li (e vou continuar a ler) os livros todos e daqueles que planeio fazer o mesmo.



Normalmente, quando leio um livro que adore e em que a escrita do mesmo foi o grande factor para essa opinião, meto todos os livros do mesmo autor para ler. Há autores em que, mesmo quando as sinopses não me dizem nada, eu quero ler automaticamente sem saber muito bem sobre o que se trata. No entanto, há outros em que eu leio as sinopses e só escolho aqueles que me interessam. Sinceramente, não sei como faço esta decisão, mas já a fiz algumas vezes. Hoje vou falar-vos só daqueles que ficam automaticamente na minha lista, sem ser preciso ler a sinopse.

Autores dos quais já li todos os livros:

  • Stephenie Meyer
Claro que a primeira autora desta lista tinha de ser a Stephenie Meyer. Até este momento já li tudo o que publicou: a saga Twilight e o The Host. Tenho a certeza absoluta que se quando a autora lançar um novo livro, vou largar tudo só para o ler.
  • John Green
Digam o que disserem das suas histórias terem sempre o mesmo formato e dos seus protagonistas serem sempre a mesma pessoa (o que não estou a dizer que seja mentira), a verdade é que os livros deste autor agarram-me e adoro cada um. Já li todos os seus livros publicados (excepto a sua participação no Let It Snow) e tenho a certeza que assim que lançar outro o vou ler.
  • Cynthia Hand
A minha autora preferida não podia faltar nesta lista. Até agora a autora escreveu a saga Unearthly e um livro contemporâneo que li este mês, The Last Time We Say Goodbye. Esta é uma daquelas autoras que podia publicar a lista das compras e eu provavelmente compraria e relia várias vezes. Adoro os seus livros e mal posso esperar pelo próximo.
  • Morgan Matson
Exceptuando aqueles que escreveu sobre o pseudónimo Katie Finn (que por serem direccionados a um público mais jovem não sei se os lerei), já li todos os seus livros e adorei cada um deles. Estou muito ansiosa para ler mais alguma coisa dela porque tenho a certeza que vou adorar.

Autores dos quais quero ler todos os livros:
  • Kasie West: Já li dois dos seus trabalhos mas convenceu-me a querer ler tudo

  • Sarah J. Maas: Tudo o que esta mulher escreva eu vou ler, especialmente por ter a capacidade de me dar ALL THE FEELS!

  • Marissa Meyer: Exceptuando algumas das novelas que acompanham a saga The Lunar Chronicles, lerei tudo o que esta autora publicar

  • Colleen Hoover: Não me dei tão bem com os livros desta autora como metade do mundo, mas mesmo assim os seus livros são dos melhores dentro do género New Adult e quero muito ler os que ainda não li.

  • Heather Demetrios: Esta é uma surpresa até para mim, mas adorei tanto o seu novo livro I'll Meet You There que fiquei com vontade de ler tudo o que já escreveu.

  • Kody Keplinger: Tudo o que a autora escrever dentro do género YA é um must-read para mim.
Provavelmente descobrirei mais autores maravilhosos cuja escrita me faça querer ler todos os seus livros, mas estes são aqueles que se só pudesse ler os seus livros agora, não me importaria.

E para vocês? Quais são os autores dos quais leriam qualquer livro, independentemente da sinopse?

23.3.15

Opinião: These Broken Stars

Autor(a): Amie Kaufman & Meagan Spooner
Editora: Disney Hyperion
Formato: Hardcover
Das Mesmas Autoras Li Também: This Night So Dark

Este é um daqueles livros que esteve uma eternidade na minha wishlist e até fez parte do top 14 livros que queria ler em 2014. Finalmente consegui comprá-lo e lê-lo e tal como era esperado, adorei completamente.

Antes de começar a opinião, quero só partilhar uma curiosidade sobre este livro. No final de 2013, quando tive a ideia de começar o blog, surgiu o problema de tentar encontrar um nome. A ideia inicial era "Moon Reads" simplesmente, mas sentia sempre que faltava algo no título. Depois de ter visto o título deste livro, lembrei-me de colocar o "These" antes e ficou These Moon Reads até hoje. A partir desse momento senti que este livro ia ser um novo favorito e foi mesmo isso que aconteceu.

Esta é uma historia de amor entre a Lilac e o Tarver, num mundo futurístico em que vários planetas da nossa galáxia foram transformados de forma a ser viáveis à vida. Lilac e Tarver conhecem-se no Icarus, uma nave que passeia pela galáxia e que de repente se despenha num planeta desconhecido, sendo Lilac e Tarver os únicos sobreviventes desta tragédia.

Não sei bem o que esperava deste livro, mas o que quer que fosse, estas duas autoras conseguiram superar todas as minhas expectativas. Esta é principalmente uma historia de sobrevivência, um tema sobre o qual adoro ler.

Tentando sobreviver a um planeta muito diferente do que qualquer outro onde tenham estado, Tarver, um herói de guerra, e Lilac, a filha do homem mais importante da galáxia, acabam por se apaixonar, passando de uma relação de ódio para amor. Adoro este tipo de relações e acho que as autoras fizeram um óptimo trabalho neste aspecto. Foi super divertido ver como os dois se "picavam", quando todos sabemos que gostam um do outro.

Gostei tanto da personagem do Tarver como da Lilac. Ambos foram muito bem desenvolvidos e fomos descobrindo o que sentiam e quem são ao longo do livro. O desenvolvimento das personagens neste livro foi muito bem feito e credível. Notou-se uma mudança tanto na personalidade da Lilac como do Tarver, algo que é maravilhoso ler porque notamos que as personagens aprendem mesmo com as situações em que se vêem envolvidas, tornando-as mais reais.

Quanto ao aspecto fantástico do livro, este é uma presença ao longo da narrativa mas acaba por ter um papel de destaque na segunda parte. No inicio, quando este aspecto fantástico começou a ser mais explorado, fiquei um pouco confusa e tive medo que estragasse a história do livro, que até ali estava a adorar. Apesar da confusão inicial, achei que a justificação e a explicação deste elemento fantástico foi bem explorada e fez sentido no final. Mesmo assim, sinto que ficaram algumas coisas por responder, coisas essas que calculo que serão explicadas nos outros livros da série.

Há um twist bastante surpreendente na segunda metade do livro e durante algumas páginas fiquei de boca aberta e sem perceber muito bem aquilo que estava a acontecer. Adoro livros que tenham a capacidade de me deixar assim e de autores que não têm medo de arriscar.

Adorei os elementos de ficção cientifica e despertou-me bastante a curiosidade para este género literário.
Apesar dos próximos livros seguirem personagens diferentes, mal posso esperar para voltar a entrar neste mundo e por voltar a ler uma historia de amor escrita por estas autoras.

Existe também uma novela, This Night So Dark, que acontece depois deste livro mas que nos revela o porquê do Tarver se ter tornado um herói de guerra. Apesar de não ser bem o que estava à espera (e o que queria, porque adorava ler mais cenas entre os dois depois daquele final), adorei poder voltar a ler algo no mesmo mundo e ainda temos um epílogo sobre o que aconteceu ao Tarver e à Lilac.

Concluindo, adorei a forma como a história se desenvolveu, das personagens e da relação entre elas. Adorei o mundo e é daqueles livros que não conseguimos largar até os terminarmos. Tornou-se um dos meus preferidos (este ano tem sido assim e ainda bem) e mal posso esperar para ler os seguintes.

Este livro já foi publicado em Portugal pela Planeta com o título "Quando as Estrelas Caem".

20.3.15

Ler em Inglês: Dicas e Recomendações

Depois de ver o vídeo do canal Vamos Ler, senti-me inspirada para vos falar da minha história com o inglês e de como comecei a ler livros nesta língua.



A minha história:

Desde a pré-primária até ao 12º ano, que sempre tive inglês na escola. Nunca tive cursos de inglês extra ou curiosidade para aprender para além daquilo que me era ensinado na escola. A verdade é que no inicio eu odiava inglês e era sempre aquela disciplina na qual tinha mais dificuldades. Não que não percebesse o que me ensinavam, mas porque sempre achei que não sabia o suficiente para poder dizer que falava fluentemente, o que acabava por me desmotivar porque a maioria dos meus colegas era muito melhor que eu, uma vez que todos andavam em cursos extra-curriculares de inglês.

Sempre tive uma relação dificil com o inglês até ao 7º ano, altura em que comecei a ouvir mais música e a ter curiosidade sobre as letras e também a ver séries americanas/britânicas.
Posso dizer que aprendi muito mais inglês a ver séries e a ouvir música que nas aulas. Claro que ter aulas é importante, especialmente para as regras da gramática, mas ver séries e ouvir as falas permite-nos ouvir esta língua a ser utilizada com algum contexto.

Agora, para uma viciada em séries como eu, o facto de estar constantemente a ouvir falar em inglês, adicionando às aulas que ia tendo, ajudou-me imenso e aumentou o meu interesse por esta língua.

Mesmo assim, ler em inglês estava muito longe dos meus planos na altura. Primeiro não era assim uma grande leitora, sendo que acompanhava apenas os livros da série Twilight e semelhantes que tinham sido traduzidos para português. Segundo porque nunca me senti totalmente confiante para pegar num livro inteiramente em inglês e comprometer-me a lê-lo na sua totalidade.

Ao longo dos anos continuei a ver séries e filmes, mas fui experimentando ver com legendas em inglês, de forma a acompanhar o que ouvia com o que lia, ou a ver sem legendas mesmo (ainda me lembro do primeiro filme que vi sem legendas - foi o 500 Days of Summer). Parecendo que não, fazendo isto ao longo dos anos, juntando à quantidade de música em inglês que ouvia, tornou-me fluente em inglês sem eu notar.

Mesmo assim, até àquela altura ainda não tinha tentado a minha sorte a ler livros a inglês. Apesar de tudo, não me sentia confiante o suficiente para me comprometer a um livro numa língua que não o português. Isto até ao final de 2012, altura em que decidi arriscar e pegar no The DUFF. Peguei nele e quando dei por mim, dois dias depois, já o tinha terminado e tinha conseguido ler um livro completo em inglês, sem grandes problemas. Claro que havia palavras que não conhecia, mas isso era algo que não me atrapalhava muito pois podia sempre utilizar o tradutor ou tentar percebê-la pelo contexto da frase.

Assim, a partir de 2013 passei a ler vários livros em inglês, mas apenas quando queria muito ler um livro que não tinha sido publicado em Portugal. Eventualmente cansei-me de traduções mal feitas e que soavam sempre mal e passei a ler exclusivamente em inglês, exceptuando os clássicos ou alguma série que comecei em português.

Hoje em dia já só leio em inglês e prefiro fazê-lo, mesmo que o livro já tenha sido editado cá. Em 2013, dos 25 livros que li, 13 foram em inglês e em 2014, dos 61, só 3 é que foram lidos em português. Este ano ainda não li nenhum livro em português e se ler será um ou dois.

Claro que às vezes sinto falta de ler em português, especialmente porque sinto que me ajudaria na minha escrita aqui para o blog, especialmente nos posts de discussão ou opinião, mas não consigo mesmo aturar traduções mal feitas nem livros super caros. Tenho de tentar a minha sorte com autores portugueses, mas nunca encontro nada que me interesse totalmente.

Para quem quer começar a ler em inglês, deixo aqui algumas dicas e recomendações que me ajudaram na altura.

Dicas:
  • Tentem começar com YA Contemporâneos - Estes são normalmente os livros que têm um vocabulário mais acessível, pois não envolvem grandes explicações do mundo, como é o caso da fantasia ou distopias. São também mais fáceis pois as personagens falam com expressões que ouvimos nas séries/filmes, algo a que estamos mais familiarizados

  • Reler livros noutra língua - Isto é algo que nunca fiz, mas acho que pode ser bastante útil. Se adoram o A Culpa é das Estrelas, por exemplo, tentem ler a versão em inglês. Como já sabem o que vai acontecer, vão tomar mais atenção ao vocabulário e às expressões utilizadas

  • Livros rápidos com poucas descrições - Eventualmente vão conseguir ler mais descrições nos livros, mas o ideal é mesmo escolher livros com muito diálogo ou com muita acção. A descrição é importante, sim, mas cansa muito, especialmente para quem ainda está a começar

  • Não desistam - Se não conseguirem com o primeiro livro que pegarem, tentem com outros e sempre assim. Eventualmente vão conseguir encontrar um que conseguem acompanhar.

Recomendações:

  • Todos os livros da Kody Keplinger - Foi com esta autora que me estreei a ler em inglês e quando li o The DUFF li logo os seus outros dois de seguida. São livros com um nível de inglês muito fácil e também curtinhos, o que não implica um compromisso tão grande

  • Os livros da Stephanie Perkins - são fofos e com um nível de inglês acessível.

  • Se não gostam assim tanto de livros contemporâneos, podem sempre experimentar: The 5th Wave de Rick Yancey (Ficção cientifica), Angelfall de Susan Ee (pós-apocalíptico) ou Legend de Marie Lu (distópico)

  • Para quem não tem problemas em ler livros com conteúdo mais adulto, pode sempre experimentar livros New Adult. Os livros deste género são normalmente rápidos de ler, com um nível de inglês simples e muito viciantes. Este último factor é importante porque vão querer continuar a ler, o que vos vai "obrigar" a ler em inglês. Alguns dos meus preferidos: The Deal de Elle Kennedy, Foreplay de Sophie Jordan e The Edge of Never de J. A. Redmerski

Concluindo, se querem mesmo começar a ler em inglês, o mais importante é não desistir e serem realistas quanto aos objectivos a que se propõem. Se sabemos que o nosso nível de inglês não é o suficiente para ler clássicos, o melhor é ir lendo outros livros mais fáceis, até atingirmos esse nível.

Eu sei que no inicio parece que nunca vamos conseguir, mas a prática leva à perfeição. Continuem a ver séries e filmes com legendas em inglês, a ouvir música e a seguir a letra ou a ler blogs estrangeiros. Tudo leva o seu tempo e eventualmente conseguirão atingir as vossas metas.

18.3.15

Opinião: The Deal

Título: The Deal
Autor(a): Elle Kennedy
Editora: Self-published
Formato: Ebook

Imaginem um livro em que os protagonistas passam de se odiarem para se amarem, fingem ser namorados e estudam juntos e considerem uma Catarina feliz e um livro lido.

Depois de ouvir imensas opiniões positivas do The Deal no goodreads e da sinopse me ter convencido de que precisava deste livro na minha vida, decidi pegar nele e quando dei por mim já se tinha tornado num novo favorito.

Desde o inicio que adorei a escrita da autora e a voz das personagens. O livro é narrado pelo POV da Hannah e do Garrett e é impossível não adorarmos os dois.

Este é o que eu considero um livro perfeito, sinceramente. A relação avançou a um bom ritmo e exactamente quando tinha de acontecer. A química entre os protagonistas começa logo na primeira fala que trocam e a forma como a relação entre os dois evolui é tão real e natural que eu ainda estou admirada de como é que a autora conseguiu com que tudo parecer encaixar perfeitamente.

Os dois começam por se odiar, ela achando que ele era mais um jogador de Hockey burro que precisava da ajuda dela para conseguir ter a média perfeita para poder jogar e ele que nem sabia que ela existia.

Adorei a Hannah e foi o seu humor e ironia que me agarrou logo de inicio ao livro. Logo nas primeiras páginas descobrimos que lhe aconteceu algo horrível no passado e é uma personagem mais complexa por isso, o que adorei. Mesmo assim, não é uma personagem deprimente, antes pelo contrário, e é bastante independente e determinada.

O Garrett é o ultimate book boyfriend, com aquela atitude convencida mas não demasiado para o odiarmos e acharmos que é um a-hole. Gostei muito de ler na sua perspectiva e de percebermos um pouco mais como é, tornando o uma personagem mais complexa do que inicialmente pensamos. É uma personagem super divertida (os dois são) e a forma como os dois se "picavam" um ao outro foi o que me fez gostar tanto deste livro.

A escrita da Elle Kennedy é espectacular e agora fiquei bastante curiosa para ler outros livros da sua autoria. No género New Adult esta é a sua primeira série, mas estou disposta a arriscar noutro género literário só para poder ler mais da autora.

Este livro é muito melhor do que fiz parecer nesta opinião, mas eu gostei tanto dele que nunca na vida iria conseguir elogiá-lo tal como merecia. Este é capaz de ser o meu livro New Adult preferido que li em 2015 e mal posso esperar pelo segundo livro, The Mistake, que sai em Junho deste ano (segundo o Goodreads).