3.8.15

Opinião: An Ember in the Ashes

Título: An Ember in the Ashes
Autor(a): Sabaa Tahir
Editora: Razorbill
Formato: Hardcover
Laia is a slave.
Elias is a soldier.
Neither is free.

Under the Martial Empire, defiance is met with death. Those who do not vow their blood and bodies to the Emperor risk the execution of their loved ones and the destruction of all they hold dear.

It is in this brutal world, inspired by ancient Rome, that Laia lives with her grandparents and older brother. The family ekes out an existence in the Empire’s impoverished backstreets. They do not challenge the Empire. They’ve seen what happens to those who do.

But when Laia’s brother is arrested for treason, Laia is forced to make a decision. In exchange for help from rebels who promise to rescue her brother, she will risk her life to spy for them from within the Empire’s greatest military academy.

There, Laia meets Elias, the school’s finest soldier—and secretly, its most unwilling. Elias wants only to be free of the tyranny he’s being trained to enforce. He and Laia will soon realize that their destinies are intertwined—and that their choices will change the fate of the Empire itself.

An Ember in the Ashes é um dos melhores livros de fantasia que já li. Este foi o livro com mais hype dos últimos tempos e é impossível não ter ouvido falar dele assim que se mencionava a palavra fantasia. Foi o hype que me chamou a atenção, mas foi a sinopse que me despertou a curiosidade para o ler.
Neste livro seguimos a história de Elias e Laia, acompanhando-os através da perspectiva de cada um.

Desde o início que fiquei agarrada à história. Fiquei logo interessada em conhecer melhor o mundo e criei logo uma empatia pelas personagens. Aliás, o facto de gostar tanto das personagens logo no início fez com que a experiência de leitura fosse muito melhor, porque já estava a torcer por elas após um único capítulo. Para mim, para gostar verdadeiramente de um livro, as personagens têm de me conquistar e estas fizeram-no logo nas primeiras páginas.

Laia é uma rapariga que se vê sozinha no mundo com a missão de salvar o seu irmão, preso por violar as regras do império. Gostei logo da sua personalidade, dos seus medos e até de uma certa ingenuidade, características que a tornaram numa personagem mais credível e diferente do que estava habituada noutros livros de fantasia. Apesar disto, não é uma personagem fraca, muito pelo contrário, e gostei muito de ver a forma como a autora a desenvolveu.

Quanto ao Elias, também é muito fácil gostar logo dele. "Preso" numa academia militar, no primeiro capítulo vemo-lo a preparar o seu plano de fuga, ficando o leitor logo com uma noção de quem é esta personagem e do que defende. O Elias é outras personagem muito bem criada pela autora, com várias camadas que vamos descobrindo ao longo da narrativa, nunca tornando o livro aborrecido.

Adorei a forma como a autora contou a história mas admito que, pela sinopse, achei que a história seria outra. Sendo sincera, nem sei muito bem o que esperava, mas a autora conseguiu superar todas as minhas expectativas. Achei que tudo o que a autora criou neste mundo e nesta história foi bem pensado e foi revelado ao leitor de uma forma clara e fácil de acompanhar. Embora acontecessem imensas coisas e descobríssemos imensa informação num só capítulo, o que por vezes me vez ter de parar de ler um pouco depois de cada capítulo para assimilar tudo, não achei, de todo, que a informação fosse "despachada" de uma só vez em cima do leitor. Há muita coisa a acontecer, sim, mas é fácil de acompanhar, especialmente para um mundo com alguma complexidade como este.

Gostei bastante da direcção que a história tomou mas, admito, durante umas 100 páginas, da 200 à 300, mais ou menos, senti que não aconteceu muita coisa. Fiquei um pouco aborrecida nessa altura porque, apesar de ser informação necessária para a história, senti que só acompanhávamos as personagens e por vezes essa monotonia podia tornar-se um pouco aborrecida. Para leitores mais assíduos de fantasia penso que o sentimento não seria o mesmo, mas como eu não leio assim tanto deste género, por vezes ainda me aborrece um pouco este desvendar um pouco mais lento de informação. Agora que terminei o livro compreendo perfeitamente a necessidade de explorar melhor a história dessa forma, porque se não fosse feito, existiram demasiados plot holes e não era o livro espectacular que é.

Algo que também gostava de ter visto mais foi a relação entre o Elias e a Laia. Pela sinopse achei que os dois tivessem mais cenas juntos e tivessem uma maior importância na história um do outro. Eventualmente esta aproximação acontece, mas acho que uma parte de mim gostava que tivesse acontecido mais cedo. Por outro lado agrada-me o facto de só se terem aproximado mais tarde porque livros com romances demasiados apressados acabam por estragar uma história que tinha imenso potencial. Em conclusão, ainda bem que a autora fez o que achava melhor, porque foi definitivamente a melhor decisão. Quando os dois se aproximam finalmente, fez-me aproveitar melhor cada momento que tinham juntos. Estou muito curiosa para ver como a sua relação evolui no próximo livro.

O que acabou por me frustrar mais que tudo, e que fez com que este livro não se tornasse um dos favoritos de sempre, mas definitivamente um dos melhores que li este ano, foi o quadrado amoroso que esteve sempre presente. Se no início não me incomodou assim tanto, chegou a um ponto que estava um pouco farta. Do lado do Elias percebo um pouco melhor o porquê de existir, mas do lado da Laia achei que não era assim tão justificável. Contundo, consigo perceber o porquê da autora ter adicionado esta parte ao livro, o que já é um ponto bastante positivo porque em muitos dos livros os triângulos (ou quadrados) amorosos não fazem sentido nenhum.

De resto, não tenho nada a apontar. A história é espectacular e a escrita da autora é maravilhosa. O facto deste ser o debut da autora é surpreendente e tenho a certeza que vou continuar a ler os seus livros.
Adorei a coragem da autora a fazer várias opções para a história que a maioria dos autores provavelmente não faria. Não quero dizer mais que isto, mas há um plot twist tão grande no meio que eu fiquei sem saber o que pensar e constantemente a pensar que provavelmente seria mentira e que nenhum autor teria coragem de fazer aquilo. A partir daí fiquei certa de que este seria um livro de 5 estrelas e a história só melhorou. Acho que tão depressa não vou recuperar.

31.7.15

Leituras do Mês: Julho

Julho, apesar de ter passado depressa demais, foi um óptimo mês em leituras. Comecei o mês a terminar o The Murder Complex de Lindsay Cummings, um livro que não gostei tanto como gostava. De seguida li o When You're Back de Abbi Glines, mais um livro da série Rosemary Beach e que me desiludiu um pouco, e o The Wrath and the Dawn de Renée Ahdieh, o meu livro preferido do mês e do ano, até agora. Li também o An Ember in the Ashes de Sabaa Tahir, que gostei imenso, e continuei a série Starbound ao ler o segundo livro, This Shattered World de Amie Kaufman e Meagan Spooner. No final do mês, li o Lying Out Loud de Kody Keplinger, que já estava há muito tempo para ler e que gostei muito, e acabei o mês a ler, finalmente, o último livro da trilogia Maze Runner, A Cura Mortal de James Dashner.




  1. The Murder Complex - Lindsay Cummings (28/06 - 01/07)  ☽ ☽. 5
  2.  When You're Back - Abbi Glines (02/07 - 04/07)  ☽.5
  3. The Wrath and the Dawn - Renée Ahdieh (05/07 - 10/07)  ☽ ☽ ☽ ☽
  4. An Ember in the Ashes - Sabaa Tahir (11/07 - 16/07)  ☽ ☽ ☽ ☽
  5. This Shattered World - Amie Kaufman & Meagan Spooner (18/07 - 23/07)  ☽ ☽ ☽ ☽
  6. Lying Out Loud - Kody Keplinger (23/07 - 28/07)  ☽ ☽ ☽ ☽
  7. A Cura Mortal - James Dashner (29/07 - 31/07)  ☽ ☽ ☽

28.7.15

Opinião: The Wrath and the Dawn

Título: The Wrath and the Dawn
Autor(a): Renée Ahdieh
Editora: G.P. Putnam's Sons Books for Young Readers
Formato: Paperback
A sumptuous and epically told love story inspired by A Thousand and One Nights

Every dawn brings horror to a different family in a land ruled by a killer. Khalid, the eighteen-year-old Caliph of Khorasan, takes a new bride each night only to have her executed at sunrise. So it is a suspicious surprise when sixteen-year-old Shahrzad volunteers to marry Khalid. But she does so with a clever plan to stay alive and exact revenge on the Caliph for the murder of her best friend and countless other girls. Shazi's wit and will, indeed, get her through to the dawn that no others have seen, but with a catch . . . she’s falling in love with the very boy who killed her dearest friend.

She discovers that the murderous boy-king is not all that he seems and neither are the deaths of so many girls. Shazi is determined to uncover the reason for the murders and to break the cycle once and for all.
Nem sei como começar esta opinião, mas posso começar por dizer que este é o melhor livro que li este ano, até agora. Nos últimos tempos este livro tem recebido imenso hype, o que fez com que ficasse muito curiosa para saber o que tinha para todos o adorarem. Se o hype afasta alguns leitores, para mim acaba por ter um efeito contrário, apesar de já ter tido as minhas desilusões.

Escusado será dizer que quando comecei este livro as expectativas estavam muito elevadas e, não posso negar, tinha algum medo de ser a ovelha negra no grupo e de não gostar nada dele. Mas não foi isso que aconteceu, de todo. Entendo completamente o hype e, do que depender de mim, só vou contribuir para que esse hype aumente, porque este livro é espectacular.

Assim que o comecei soube que este livro era qualquer coisa. Desde a voz da protagonista a todo o ambiente criado, este livro foi algo completamente novo e que me prendeu logo de inicio.

No início estava com bastante medo de não conseguir aproveitar a escrita da autora porque existiam muitas palavras que não entendia, não tornando a leitura tão fluída quanto gostaria. Contudo, fui-me habituando à escrita da autora e à sua forma de contar a história. A escrita da autora é muito cativante e faz-nos querer ler mais devagar só para poder aproveitar a beleza das palavras.

Apaixonei-me completamente por este livro. Pela escrita, pelas personagens, pela história, pelos diálogos, por tudo!

Para mim, as personagens são o que faz um livro. A história pode ser maravilhosa e a escrita também, mas se as personagens não me cativarem, as probabilidades de gostar de um livro são poucas. Neste, as personagens são tudo o que podia pedir e muito mais. O desenvolvimento delas e a forma como o leitor vai descobrindo certas facetas de certas personagens ao longo da narrativa, fez com que me apaixonasse por todas elas (vá, não todas porque cada história tem os seus vilões).

A Shahrzard foi uma das melhores protagonistas que já tive a oportunidade de acompanhar. A forma como luta pelo que acredita e não deixa que a rebaixem são só algumas das suas qualidades. Super sassy, diz o que tem a dizer sem medos e eu acho que nunca senti tanto girl power como senti ao ler este livro. Não há palavras para a descrever. Foi a melhor protagonista que podia ter pedido para esta história. Adorei-a imenso!

O Khalid... Give me a minute to catch my breath *fans herself*. Eu adorei o Khalid! Super respeituoso e preocupado com a Shahrzard. Neste género os protagonistas masculinos costumam ser overprotective, mas neste livro ele dá espaço à Shazi para ela tomar as suas próprias decisões e enfrentar as coisas sozinha, protegendo-a quando a tem de proteger. É difícil colocar por palavras o quanto gosto destas personagens, mas acreditem em mim, são umas das melhores personagens sobre as quais já li.

Para variar um pouco, adorei também as personagens secundárias (as que tinha de adorar claro!). A Despina, o Jalal, todos! Se houvesse um livro para cada uma das personagens, estariam no topo da minha TBR neste momento. Quero saber mais sobre todos!

A relação deles... Eu não consigo nem explicar! Esta é uma das melhores histórias de amor que já li até agora! I ship Khalid and Shazi so hard!!!!!! A relação deles é tudo o que eu podia pedir numa relação. A forma como eles falam um com outro, como a relação evolui e como parece real, fazendo com que o leitor sinta o que as personagens estão a sentir. Nem consigo explicar, mas acreditem, mesmo que não sejam fãs de romance, vão gostar deste porque é tão natural e bonito que é impossível não gostarem de os ver juntos.

Para além das personagens fantásticas e do romance, a história deste livro é super cativante. Até ao fim, estamos completamente envolvidos no mistério em torno da razão da morte de todas as raparigas e do que se passa no castelo. Até pelas histórias secundárias ficamos curiosos por saber mais!

O ambiente deste livro é super diferente de qualquer coisa que li antes e, com as descrições da autora, foi fácil imaginar tudo e entrar completamente no livro.

Aquele final arruinou-me completamente. Tive de ler a mesma página duas vezes para conseguir perceber o que é que aquele final significava, mas não consegui. Não sei como é que vou recuperar disto e conseguir esperar até 2016 pelo segundo livro. Eu tenho de saber o que vai acontecer!!!

Este foi um daqueles livros que não queria mesmo que acabassem e, nas últimas 20 páginas, andei por casa a inventar o que fazer só para não ter de terminar este livro e esperar pela sequela. Estas personagens e esta história vão ficar para sempre comigo porque este foi um dos melhores livros que li na minha vida.

Recomendo muito este livro para quem gosta da série Throne of Glass porque tive o mesmo sentimento a lê-lo, se bem que não esperem uma história semelhante porque não é. É só mesmo a sensação que provocou em mim, me lembrou de quando andava viciada nas personagens do Throne of Glass.

Como disse anteriormente, o segundo e último livro (sim, é uma duologia) só sai em 2016 e tem como título The Rose and the Dagger *whispers* i'm fine. 

Concluindo, não houve nada neste livro que não tenha gostado e, na minha opinião, o hype é 100% merecido. Normalmente não consigo decidir que livro foi mesmo o meu favorito do ano, mas neste caso, pelo menos até agora, posso dizer que é este. É tão bom, acreditem em mim! Infinitas luas!


23.7.15

Maratona Literária: #TBRTakedown 2.0

A #TBRTakedown 2.0 é uma maratona literária organizada pela Shannon do LeaningLights na qual decidi participar.

Eu não sou a melhor pessoa para participar em maratonas literárias porque não consigo ler tão rápido quanto queria e acabo por ficar com o mesmo livro durante a maratona inteira, mas decidi participar para me entusiasmar a ler alguns livros que têm ficado esquecidos.

Esta maratona vai decorrer durante a última semana de Julho (25 a 31) e tem 5 desafios:

1. First Book in a series
2. Sequel Book in a series
3. Out of your comfort zone (genre, author, reviews, etc)
4. On your shelf over a year (or the longest)
5. Most recently hauled book

Não é obrigatório participar nos desafios, mas eu achei que teria mais piada se pelo menos participasse em alguns deles.

Os livros que quero ler são:


O Maze Runner: A Cura Mortal de James Dashner é o último da trilogia e tenho mesmo de o ler antes de estrear o segundo filme. A vontade não é assim muito grande, mas tenho-o cá em casa e quero ver como esta trilogia termina. Tenho esperança que participar nesta maratona me entusiasme minimamente para pegar nele. Este livro cumpre o desafio de um livro "Out of your comfort zone" porque as opiniões sobre ele não são as melhores e porque não tem nenhum romance, o que me deixa sempre mais reticente sobre um livro.

O World After de Susan Ee é o segundo livro da trilogia Penryn and the End of Days e cumpre o desafio de "Sequel Book in a series". Já o comecei mas acabei por abandoná-lo nem sei bem porquê. Espero conseguir lê-lo durante esta maratona.

O The Year We Fell Down de Sarina Bowen é um que já comecei também mas que a escrita não me convenceu muito. Mesmo assim recebe sempre opiniões muito boas e penso que se calhar desisti cedo de mais. Este cumpre o desafio de "On your shelf for over a year" porque já o tenho à imenso tempo.


Se conseguir ainda quero ler mais dois livros, Lying Out Loud de Kody Keplinger e Him de Sarina Bowen e Elle Kennedy.

Tenho plena consciência de que esta é uma TBR muito ambiciosa para alguém que demora 5 dias a ler um único livro, mas tenho esperança de conseguir ler alguns deles, especialmente o World After e o A Cura Mortal. Sinceramente acho que vou começar logo a atacar esta TBR quando terminar o livro que estou a ler neste momento, para isto não ser um fail total.

22.7.15

Opinião: When You're Back

Título: When You're Back
Autor(a): Abbi Glines
Editora: Atria Books
Formato: Ebook
Da Mesma Autora Li Também: Fallen Too Far, Never Too Far, Forever Too Far, Take a Chance, One More Chance, You Were Mine, When I'm Gone
The future is bright for Reese Ellis. She has Mase Colt-Manning, the man of her dreams, and a family she didn’t know existed until her long-lost father arrived on her doorstep in Rosemary Beach. After growing up with a cruel mother and abusive stepfather, Reese is eager to get to know the caring and charming man who wants to be a part of her life. Everything is finally falling into place.

While Reese is visiting her new family in Chicago, Mase spends time with his “cousin,” Aida, who has worshipped him since childhood. Though they’re unrelated by blood, Mase and Aida have been raised to think of each other as family. But when Reese returns, she can tell something isn’t quite right with Aida, who clearly resents Reese and excels at manipulative little games. And though Mase is unsuspecting, Reese knows Aida doesn’t love him like a cousin should...

Este é décimo segundo livro da série Rosemary Beach e o segundo que acompanha a história dos protagonistas do livro When I'm Gone. Se no primeiro a autora me tinha surpreendido por criar uma história completamente diferente de tudo o que tinha feito até agora, neste voltou a ser a mesma historia da Abbi Glines em que metade do livro são só cenas de sexo que não interessam a ninguém e a outra metade são falas demasiado pirosas para serem reais.

Apesar de não ter expectativas muito altas, porque pela sinopse parecia mesmo algo que não iria gostar, este livro ainda me conseguiu desiludir. Eu tinha gostado imenso deste casal no primeiro livro, mas neste nem é possível contar com todos os dedos do meu corpo quantas vezes revirei os olhos às cenas e às falas. Eu sei que estes livros têm um nível de piroseira acima do normal, e admito que às vezes é mesmo só isso que quero ler, mas neste tudo foi demais.


Até quase ao final do livro não aconteceu rigorosamente nada, para além de uma cena de sexo capítulo sim, capítulo não. Foi um livro tão, mas tão aborrecido que nem parecia que estava a ler um livro desta autora. Apesar destes livros não serem nada de especial, tal como a escrita, como já tinha referido noutras opiniões dos livros da autora, eu nunca me aborrecia a lê-lo e por isso é que fui continuando com esta série. Eu acho estes livros super divertidos e uma autêntica novela que me deixa entretida durante horas. Neste não foi o caso. Achei que a autora podia ter terminado a história deste casal com um livro único, porque a história deste pareceu demasiado forçada.

Um dos maiores problemas que tive ao ler este livro foi o facto de todas as personagens quererem que o casal principal se separasse sem nenhuma razão válida. Duas personagens estavam constantemente a colocar dúvidas sobre a relação à Reese, que ficava sempre insegura com todos os comentários que faziam. Se eu até gostava dela no livro anterior, neste parecia que não tinha confiança nenhuma na relação ou no Mase, o que se torna repetitivo ao longo do livro.

As "declarações de amor" do Mase eram sempre a mesma coisa e a cada coisinha lá estava ele a dizer o quanto amava a Reese e o quanto queria ficar com ela. Isto e algumas das suas acções e falas ao longo do livro não me caíram bem. Para além de que ninguém fala assim, let's be real.

O livro na última parte torna-se mais interessante, com alguma coisa finalmente a acontecer para além das inseguranças da protagonista, mas mesmo essa parte não foi suficiente para remediar este livro.

O facto deste livro também ter menos presença das outras personagens da série também fez com que a sua leitura não fosse tão divertida. Uma das minhas partes preferidas nestes livros é o núcleo de personagens e a forma como eles interagem uns com os outros e neste livro houve muito pouco disso.

Apesar disto tudo, este livro teve os seus momentos interessantes, mas no geral esperava muito mais da autora. A única parte verdadeiramente interessante foi o capítulo do Captain, a personagem principal do próximo livro da série, e estou super curiosa para ler a sua história.

2.5

21.7.15

Top Ten Tuesday: Livros que promovem a Diversidade

E hoje com uma imagem nova feita por moi.

O tema do top desta semana são os 10 livros que promovem a diversidade. Diversidade num livro pode ser considerado a existência de personagens lgbt, personagens com algum tipo de deficiência, livros que abordam algum tipo de doença (mental, física), entre outros.

Ao fazer este top descobri que já li muitos livros que promovem a diversidade, mas também descobri que ainda não li suficientes. Um dos próximos posts que quero fazer é uma lista dos livros que quero ler que promovem a diversidade porque na maioria dos casos, esses livros acabam sempre por se tornar favoritos.




1. I'll Meet You There - Heather Demetrios
Este livro da Heather Demetrios é uma excelente representação de diversidade. Tem um pouco de tudo e este foi um dos principais factores que me fez gostar tanto deste livro como gostei.

2. Finding Audrey - Sophie Kinsella
Poderia ter escolhido vários exemplos para livros que lidam com a ansiedade, mas escolhi este porque esse é mesmo o tópico principal da narrativa e, na minha opinião, a autora fez um bom trabalho a explicar o que é ter de lidar com a ansiedade.

3. This Is One Moment - Mila Gray
Este livro ainda não saiu por isso sinto-me um pouco mal em falar dele porque há pessoas que ainda não têm a oportunidade de o ler, mas não podia deixar de mencionar este porque uma das personagens principais é cega.

4. Wounded - Jasinda Wilder
A personagem principal deste livro é uma rapariga iraquiana que se apaixona por um militar americano. Este é um dos meus livros preferidos e recomendo imenso!

5. Catching Liam - Gennifer Albin
Este pode não ter sido o melhor livro new adult que li, mas que é diferente de todos os outros é. A personagem principal tem Parkinson o que torna este livro único e aborda uma doença que não é muito explorada.

6. Will Grayson, Will Grayson - John Green e David Levithan
É aqui que a minha vergonha me ataca. Como é que é possível este ser um dos únicos livros que li que aborda directamente o tema da homossexualidade? Prometo que vou tratar de mudar isso. Mesmo assim, eu adorei este livro e recomendo, apesar de existirem muitas pessoas que não são fãs.

7. To All the Boys I've Loved Before - Jenny Han
Não é segredo para ninguém que este é um dos meus livros preferidos logo, sempre que há oportunidade, cá estou eu a recomendá-lo. Neste livro a personagem principal tem ascendência coreana e são várias vezes mencionadas coisas referentes a esta cultura.

8.  Eleanor & Park - Rainbow Rowell
São raras as vezes que falo deste livro aqui porque o li muito antes de criar este blog, mas as duas personagens principais deste livro são o que podemos considerar "personagens diversas".

9. Viver Depois de Ti - Jojo Moyes
Com a sequela a sair já este ano e o filme para o próximo, tinha de mencionar este livro em que uma das personagens principais é tetraplégica.

10. Maybe Someday - Colleen Hoover
Não posso dizer o porquê deste pertencer aqui, senão revelaria algo que faz parte do elemento surpresa do livro, mas quem já o leu percebe o porquê.

15.7.15

Opinião: The Murder Complex

Título: The Murder Complex
Autor(a): Lindsay Cummings
Editora: Greenwilllow Books
Formato: Paperback
Meadow Woodson, a fifteen-year-old girl who has been trained by her father to fight, to kill, and to survive in any situation, lives with her family on a houseboat in Florida. The state is controlled by The Murder Complex, an organization that tracks the population with precision.

The plot starts to thicken when Meadow meets Zephyr James, who is--although he doesn't know it--one of the MC's programmed assassins. Is their meeting a coincidence? Destiny? Or part of a terrifying strategy? And will Zephyr keep Meadow from discovering the haunting truth about her family?

Action-packed, blood-soaked, and chilling, this is a dark and compelling debut novel by Lindsay Cummings.

Este livro foi muito falado pelo Booktube há um ano ou dois, mesmo antes de ser lançado, e foi assim que o descobri. Na altura não fiquei muito interessada em lê-lo mas depois de descobrir o canal da autora no youtube e de ver alguns dos seus vídeos, adorei a sua personalidade e fiquei com vontade de ler este seu debut no género YA.

Acho que a melhor forma de descrever este livro é como uma mistura de Jogos da Fome e Divergente, sem deixar de ser original. Normalmente não gosto muito de fazer estas comparações, porque cada livro é um livro, mas nestes caso pode dizer-se que se gostam destes dois livros, há uma probabilidade de gostarem deste também. Há muito tempo que já não lia uma distopia, um género que acabei por ficar farta por ler tantos livros iguais, logo voltar a ler um livro distópico foi algo que já não me lembrava como seria e acabou por ser uma agradável surpresa voltar a descobrir este género.

O começo do livro é confuso. Somos atirados para este mundo, com nomes estranhos e, certamente, com ideias formadas da sinopse, que acabam por não ser bem aquilo que encontramos. Não que seja algo negativo, mas pode tornar-se um pouco frustrante a certa altura porque nem conseguimos imaginar ou acompanhar bem a história.

Quando finalmente vamos percebendo como funciona o mundo, fiquei bastante surpreendida com a imaginação da autora. Não que seja algo que nunca tenha lido na vida, mas todo o ambiente criado e a forma como o mundo funciona foi algo que gostei de descobrir. Apesar disso, gostava que algumas coisas tivessem sido melhor explicadas e até de conhecer mais a fundo algo que só era falado um pouco por alto, como por exemplo, os tipos de trabalhos que cada cidadão executava na sociedade ou até mesmo o ambiente de revolta entre a população. É óbvio que ele existe e é várias vezes mencionado, mas gostava de ter visto mais sobre isto pois acreditaria mais facilmente que realmente a sociedade onde vivem é má.

Achei que a explicação de todo o conceito da história foi bem estruturada e original. Não quero revelar o porquê da sociedade ser assim, mas achei que fez bastante sentido e até já foi algo sobre o qual me questionei.

Apesar de entender a história e de conseguir acompanhar a acção, por vezes senti-me um pouco perdida, ou por já não me lembrar o que determinado nome significava ou por estar a imaginar a acção a decorrer num sítio e a meio reparava que as personagens já não estavam lá e a acção decorria noutro sitio completamente diferente. Isto pode também ter acontecido por não estar tão atenta à leitura, mas mesmo quando estava também me senti um pouco perdida.

Gostei muito da Meadow como personagem principal e da forma como defendia a sua família. Já do Zephryn, o protagonista masculino, tive algumas dificuldades em gostar dele. Algumas coisas nele irritavam-me um pouco, especialmente a slightly obsessão com a Meadow, algo que falarei mais à frente. Algo que gostei bastante foi o facto de ser notório que a protagonista feminina era a mais "forte" entre os dois, se é que isto faz algum sentido.

Quanto ao romance, e aqui é a parte em que se podem preparar para ficar chocados, preferia que ele não existisse ou se acontecesse, que fosse de uma maneira muito discreta e lenta. Se há alguém que goste de romance nos livros sou eu. Aliás, se um livro não tiver uma pontinha de romance, não fico com grande vontade de o ler, pelo menos quando não encontro, na sinopse, nada que me chame a atenção o suficiente para não precisar de romance. Mas neste livro, o romance não fez assim tanto sentido. Aconteceu de repente, sem qualquer explicação do porquê de tanta obsessão. Num dia eles não se conhecem, no outro o Zephryn já ama a Meadow e ela é "a mulher da vida dele". Acho que se a relação deles fosse daquelas slow burning, ou seja, fosse avançado devagar e acabavam por ficar juntos no final deste livro ou até no segundo, teria sido muito melhor. Pela primeira vez, o romance arruinou um pouco o livro para mim.

Quanto à escrita da autora, não achei nada de novo mas a autora escreve bem e o ritmo da acção é viciante, fazendo com que seja difícil largar a leitura.

No geral, acabou por ser um bom livro mas esperava muito mais dele. Apesar de ter alguns pontos originais, não é uma história completamente nova e acabamos por reconhecer a fórmula de todos os livros distópicos. Em compensação, achei que o final foi bem pensado e acabou num cliffhanger, mas ainda não sei se continue com a leitura desta duologia ou não. Acabei por dar 3.5 luas a este livro.

Este livro já foi publicado em Portugal pela Saída de Emergência com o título "O Complexo dos Assassinos".

3.5