7.9.15

Opinião: What I Thought Was True

Título: What I Thought Was True
Autor(a): Huntley Fitzpatrick
Editora: Speak
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: My Life Next Door

The eagerly anticipated follow-up to My Life Next Door is a magnetic, push-me-pull-me summer romance for fans of Sarah Dessen and Jenny Han.
17-year-old Gwen Castle's Biggest Mistake Ever, Cassidy Somers, is slumming it as a yard boy on her Nantucket-esque island this summer. He's a rich kid from across the bridge in Stony Bay, and she hails from a family of fishermen and housecleaners to her island's summer population. Gwen dreams of getting off the island, and a summer job working for one of the elderly residents might just be her ticket to the good life. But what will it mean for Gwen's now life? Sparks fly and secret histories unspool as Gwen spends a gorgeous, restless summer struggling to come to terms with what she thought was true—about the place she lives, the people she loves, and even herself—and figure out what really is.
Gostei tanto do primeiro livro da autora, My Life Next Door, que tinha mesmo de ler outro livro da autora. Apesar das opiniões sobre este não serem tão simpáticas como para o primeiro, não demoveu a minha vontade de o ler. Ainda bem que tal não aconteceu pois acabei por adorar este livro.

Este livro não me conquistou no início. Não sei bem o que foi mas não estava a conseguir entrar bem na história até ao primeiro 1/3 do livro. Acho que também se deveu ao facto de não estar bem no mood para ler, mas sentia que, apesar de adorar o ambiente e a complexidade das personagens, parecia não acontecer nada. Após esta primeira parte, o livro começou a ficar espectacular e não conseguia largar o livro nos dias que se seguiram.

Começando pelo ambiente que a autora criou neste livro, isto foi o que talvez tenha gostado mais. A acção decorre numa ilha e adorei imaginar os vários sítios, as várias casas e praias. Este livro fez-me sentir que estava mesmo no verão e adorei "perder-me" dentro desta ilha.

As personagens deste livro e a forma como foram desenvolvidas também me agradou bastante. Seguimos a história da Gwen e vemos como cresce ao longo do livro. No início não compreendemos bem o porquê de ser assim e até, mesmo sem querermos, podemos mesmo acabar por julgá-la por não percebermos as suas acções. Nesse aspecto, este livro acabou por me ensinar ou relembrar qualquer coisa, nem que seja o facto de me relembrar que não devemos julgar ninguém pelas suas acções sem perceber quais as razões por trás disso. Adorei a complexidade da Gwen e não achei que seria o tipo de personagem por quem me aproximaria tanto. Adorei seguir a sua história e o seu desenvolvimento como personagem.

A Gwen é luso descendente e eu nunca tinha lido um livro em inglês que incluísse personagens luso descendentes e até mesmo frases em português. Adorei! Fez-me sentir mais próxima da Gwen e da sua família, para além de me ter deixado com aquele orgulhozinho com que ficamos sempre que vemos uma referência ao nosso país. No primeiro livro da autora já tinha reparado que algumas das personagens tinham apelidos portugueses, neste criou mesmo uma família com descendência portuguesa e achei que esse pormenor tornou o livro mais único e original.

Mais uma vez a autora transmitiu uma dinâmica familiar espectacular. Adorei irmão dela, o seu avô, a mãe e até gostei do pai, apesar de algumas coisas que disse não me caíram muito bem. No entanto, é claro que ele gosta dos filhos e que acaba por dizer as coisas bem sem pensar. A autora cria personagens bastante reais e a família da protagonista foi mais um exemplo disso.

O Cass é o protagonista masculino e eu adorei-o! Esta autora tem mesmo um jeito para escrever good boys mas sem os tornar demasiado totós. O Cass é educado e super querido, sem deixar de dizer o que pensa. E ele é tão querido para o irmão dela *.*

Gostei muito da forma como a relação evoluiu e de como os segredos se foram desvendando devagar mas sem fazer sentir com que existissem muitos segredos e poucas explicações. Começamos o livro sem saber muito bem o que se passa, mas vamos descobrindo o que aconteceu aos poucos e tudo acaba por fazer sentido.

Algo que também tinha gostado no primeiro livro que li da autora e que teve bastante foco neste foi a forma como a autora fala de sexo, algo que não vemos tantos nos YA e que faz falta, na minha opinião. Acho que este é um tema que deveria aparecer em mais livros dos género e gosto sempre de ler livros que falam abertamente deste tema e o tornam tão importante como ele realmente é na vida de um adolescente.
No entanto, apesar de apreciar a forma como a autora fala disto sem grandes tabus, nalgumas partes senti que a autora falava disto como se não tivesse assim grande importância. Parece que me estou a contrariar mas, se acho muito importante este tópico ser abordado sem receios e de forma natural, houve momentos em que achei que as personagens não o encaravam bem com a importância que deveria ter. Não sei bem explicar o porquê de isto me ter incomodado tanto, mas acho que foi porque, por vezes, a protagonista passava a ideia que fazer sexo era a mesma coisa que beijar alguém, por exemplo. No entanto, só fiquei com esta impressão num ou dois momentos porque de resto achei que a autora abordou bastante bem este tema e que tornou o livro muito mais real e interessante.

Esta realidade de que falo é algo que aprecio bastante nas histórias desta autora. As personagens tem os seus defeitos, cometem erros e as situações em que por vezes se encontram poderiam ser reais.
A história é típica dos livros deste género mas a autora consegue criar um ambiente e uma história que vai mais ao encontro do que é a verdadeira realidade entre os adolescentes.

Quanto à escrita da autora, não a acho assim nada que se realce, mas não consigo deixar de querer os seus livros porque acabo sempre por gostar bastante deles. Até agora é das poucas autoras YA que fala de vários assuntos pertinentes sem qualquer receio e gosto disso. Agora é esperar mais um ano para poder ler o The Boy Most Likely, uma espécie de continuação do My Life Next Door, porque aqui a je vai esperar que saia o paperback para combinar com todos os outros livros.

6.9.15

Favoritos do Mês: Agosto

Não quero acreditar que Agosto chegou ao fim e com ele as minhas férias *cries for days*.
Agosto não foi famoso para favoritos. Basicamente, não vi quase filmes nenhuns e muito menos séries. Também não ouvi assim muita música nem aconteceu muita coisa na minha vida para além de muito descanso e dias de praia. O que não faltou foram os livros por isso essa parte dos favoritos é a mais fácil de todas.


Walk the Moon - WALK THE MOON


Este mês só tenho um álbum favoritos mas é um bom favorito. Este é o primeiro álbum da banda WALK THE MOON mas o segundo que ouço. Depois de ter adorado o último álbum, tinha de ouvir o primeiro e adorei! As minhas músicas preferidas são: Iscarot (a melhor deste álbum para mim), I Can Lift a Car, Tightrope, Shiver Shiver, Fixin', Lisa Baby e Next in Line (acho que pus quase o álbum inteiro mas shh).

A música Distância dos ÁTOA também é assim um bocadinho para o viciante e o que comecei a ouvir no final do mês.


Este mês li muitos livros mas foi fácil escolher qual foi o meu favorito. Também escolhi um que, apesar de não ter ficado um favorito para a vida, foi um livro que gostei imenso e que li no início do mês.

Exquisite Captive - Heather Demetrios

Opinião [Em breve]
Tão bom! Dêem-me tudo o que esta mulher escrever.

Emmy & Oliver - Robin Benway

Livro demasiado fofo! Fiquei fã da autora.


Nada nadinha! Não vi série nenhuma e duvido que nos próximos tempos veja qualquer coisa.


Estava com muitas dúvidas quanto à Cara como Margo mas surpreendeu-me bastante. Gostei imenso deste filme, mas a razão principal dele estar aqui é o Ben. O actor fez um trabalho tão, mas tão bom! Adorei!

5.9.15

Opinião: Kick, Push

Título: Kick, Push
Autor(a): Jay McLean
Editora: Self-Published
Formato: Ebook

There’s a single defining moment within every skater.
It lasts only a second. Two if you're good.
Three if you’re really good.
It’s the moment you’re in the air, your board somewhere beneath you, and nothing but wind surrounds you.
It’s the feeling of being airborne.

The sixteen-year-old version of me would’ve said it was the greatest feeling in the world.
Then at seventeen, I had my son.
And every single second became a defining moment. Even the ones that consisted of heartbreak when his mother left us.

Seventeen. Single. Dad.
That’s what my life became.
Yet, every day, I managed to find that feeling of being airborne.
Or at least I convinced myself I did.
But I lied—to myself and to everyone around me.
Until she showed up; Tanned skin, raven dark hair, and eyes the color of emeralds.

You know what sucks about being in the air?
Coming down from the high.
Sometimes you land on the board and nail the trick.
Then kick, push, and coast away.
Other times you fall.
You fall hard.
And those are the times when it’s not as easy to get back up, dust off your pads and try again.
Especially when the girl with the emerald eyes becomes your drug...
And you become her poison.
Descobri este livro por acaso no goodreads e assim que li a sinopse fiquei super curiosa. Como não tinha lido opiniões nenhumas, nem estava na explícito no goodreads, não sabia que este era uma companion novel do livro Where The Road Takes You, que saiu no início deste ano. Normalmente tenho bastante atenção a isto mas neste caso achei mesmo de que se tratava de um standalone. Quer dizer, o livro pode ser considerado um standalone e eu, mesmo sem ter lido o primeiro livro, consegui acompanhar a história, se bem que as partes onde as outras personagens apareciam acabavam por ser um pouco aborrecidas por não saber quem elas eram.

No geral, gostei deste livro. O que mais me chamou a atenção foi o facto do protagonista desta história ter sido pai adolescente e de ter ficado a tomar conta do filho sozinho. Estava muito curiosa para ler algo assim porque era totalmente diferente daquilo que já li em livros do género.

No começo temos um prólogo gigante que nos conta resumidamente toda a história do Josh, o protagonista, e de como tudo aconteceu até ao momento em que o livro começa verdadeiramente. Foi logo nas primeiras páginas que reparei que a escrita da autora é muito viciante e fui essencialmente isso que me levou a continuar com a leitura. Não que o início do livro seja mau, mas a forma como a autora conta história parece que nós não estamos mesmo dentro dela, e sim a vê-la de fora. Não sei como, esta sensação alterou-se completamente ao longo da narrativa.

Esperava uma história querida mas este é um livro que acaba por ser um pouco mais pesado. Há muito drama a acontecer, tópicos e cenas bastante pesadas do que aquilo que gostaria quando comecei a ler o livro. É mesmo daquelas histórias que nos deixa deprimidos porque parece que há sempre algo triste a acontecer. Não esperava um livro tão intenso e acho que se a história acabasse por ser mais leve este seria um livro de 5 luas. Acho que não estava pronta para ler um livro tão triste e isso fez com que não desse a classificação total.

Quanto às personagens, andei sempre em guerra e a perceber se gostava delas ou não. No começo do livro, gostei muito do Josh e não percebia a Becca. Para o meio não gostei nada de certas atitudes do Josh e gostei muito da Becca. No final, acabei por gostar dos dois mas não tanto como tinha gostado anteriormente.

Algo que me irritou bastante foi do facto de existirem imensos segredos. Eu compreendo que seja necessário para manter o suspense e talvez seja isso que torna o livro tão viciante, mas em certos momentos achei que muitas das coisas más que aconteceram e das discussões poderiam ter sido evitados se cada um cedesse um pouco ou confiasse mais no outro. Consigo ver que isso também foi a forma da autora mostrar o quão difícil é o que cada um esta a passar, difícil ao ponto de não quererem partilhar com ninguém, mas acho que se se amavam tanto, era pouco convincente não confiar os segredos uns do outro.

Adorei as cenas com o Tommy, o filho do Josh, e só gostava que tivessem existido mais. Isto foi o que mais gostei no livro e o que me divertiu mais a lê-lo.

Agora, uma coisa é certa: esta autora sabe como nos atingir right on the feels. Já há algum tempo que não sentia tanto as emoções das personagens como senti neste livro. O facto de eles estarem deprimidos, deixou-me deprimida também a mim.

Gostei da relação dos protagonistas mas não é definitivamente uma relação fácil. Quando estão juntos são muito queridos, mas existe tanta coisa por resolver tanto entre eles que com eles próprios que por vezes isso tudo se tornava demais.
Tem cenas muito fofas mas também tem algumas falas um pouco pirosas demais para mim.

Quando acabei de ler este livro senti-me como se tivesse acabado de correr uma corrida. Estava cansada de tanta coisa a acontecer e de tanta emoção. Mesmo assim, estes são o meu tipo de romances preferidos de ler por isso foi uma leitura que gostei muito de fazer.

Este livro acaba num cliffhanger gigante e eu quero muito ler o segundo. Contudo, não me vejo a ler mais nada da autora para além disso (pelo menos nada que tenha escrito até agora). Apesar de ter ficado com alguma curiosidade para ler o Where The Road Takes You, que devia ter lido antes deste, acho que esta autora escreve livros demasiado pesados para o que gosto de ler. De vez em quanto não tenho problemas, mas este livro fez-me sentir realmente triste nalgumas partes.

Acontece imensa coisa que quando terminei o livro só me apetecia respirar fundo e ler uma coisa mais leve a animada. Sinceramente, não esperava que este livro fosse tão pesado quanto foi, especialmente com a descrição dos cenas e a tristeza de algumas personagens.

Concluindo, foi um livro que gostei e deu para me viciar num livro como já não me viciava. No primeiro dia fiquei a ler até quase às 5 da manhã e já tinha saudades disso.

4.9.15

Friday Finds #6


O Friday Finds é um meme literário criado pelo blog A Daily Rhytm que consiste em mostrar-vos os livros que adicionei à minha TBR, não sendo necessariamente aqueles que comprei, mas sim os novos livros que me despertaram algum interesse. 

Há muito tempo que já não fazia esta rubrica e já tinha saudades. Apesar de ultimamente ter adicionado vários livros que vão sair em 2016 à minha lista de livros para ler, quase nenhum deles tem capa, por isso vou-vos mostrar os que já têm e os outros que descobri entretanto.


Como descobri? Num vídeo do canal BooksandLala
Porque quero ler? É um livro sobre um tiroteio numa escola em que cada autor escreve a perspectiva de uma personagem diferente que está na escola. Parece super interessante e estou muito curiosa.

Como descobri? Numa lista do Goodreads sobre os lançamentos de 2016
Porque quero ler? O que me deixou mais interessada em ler este livro é o facto da relação ser entre uma rapariga mais velha que o rapaz, algo diferente nos livros deste género, onde normalmente o mais velho é sempre o rapaz. Para além disso é um YA Contemporâneo, o meu género literário favorito.

Como descobri? No blog The Perpectual Page Turner
Porque quero ler? Este não é bem o típico livro que leio, mas a sinopse parece super gira. O livro é narrado por um peixe que vive no andar mais alto de um prédio e que se atira do aquário para a rua, contando a história de cada andar e das pessoas que vivem lá.


Como descobri? Vi pela primeira vez no NetGalley e voltei a vê-lo algures no Goodreads
Porque quero ler? Quando o vi no NetGalley não o requisitei porque a capa não me pareceu assim nada de especial, mas depois de ter ouvido algumas pessoas a dizer que os fãs de Veroncia Mars (me me ME!!!) iriam gostar, decidi que poderia ser um livro engraçado.

Como descobri? No NetGalley
Porque quero ler? Pedi este livro no NetGalley porque tinha o nome da Heather Demetrios e isso para mim basta, uma vez que é uma das minhas autoras favoritas. É um conjunto de doze histórias, cada uma escrita por um autor diferente.

Como descobri? Um post no Tumblr fez-me ficar interessada para o ler
Porque quero ler? O post no Tumblr dizia que este era um dos livros ideais para ler se quiséssemos começar a ler Stephen King e só isso já me deu vontade de o ler. Ainda fiquei mais curiosa depois de ver a opinião da Joca sobre ele, por isso espero que seja uma leitura que farei em breve.

3.9.15

Opinião: Emmy & Oliver

Título: Emmy & Oliver
Autor(a): Robin Benway
Editora: HarperTeen
Formato: Ebook
Emmy and Oliver were going to be best friends forever, or maybe even more, before their futures were ripped apart. In Emmy's soul, despite the space and time between them, their connection has never been severed. But is their story still written in the stars? Or are their hearts like the pieces of two different puzzles—impossible to fit together?

Emmy just wants to be in charge of her own life. . . . She wants to stay out late, surf her favorite beach—go anywhere without her parents' relentless worrying. But Emmy's parents can't seem to let her grow up—not since the day Oliver disappeared.

Oliver needs a moment to figure out his heart. . . . He'd thought, all these years, that his dad was the good guy. He never knew that it was his father who had kidnapped him and kept him on the run. Discovering it, and finding himself returned to his old hometown, all at once, has his heart racing, and his thoughts swirling.

Readers who love Sarah Dessen will devour these pages with hearts in throats as Emmy and Oliver struggle to face the messy, confusing consequences of Oliver's father's crime. Full of romance, coming-of-age emotion, and heartache, these two equally compelling characters create an unforgettable story.
Este livro é tão querido! Simple as that. São este tipo de livros que me fazem lembrar o quanto gosto de ler YA Contemporâneos e o porquê de ser o meu género literário favorito.

Quando descobri este livro, ainda fiquei na dúvida se realmente o queria ler ou não. A sinopse não revela muito e achava que seria mais um livro do género. Quando comecei a ver imensas opiniões positivas sobre ele, especialmente pelos blogs literários que sigo, decidi que podia arriscar e começar a ler os primeiros capítulos para ver se gostava. Essas primeiras páginas foi tudo o que bastou para saber que ia adorar este livro.

Neste livro seguimos a perspectiva da Emmy que vê o seu amigo de infância, Oliver, regressar a casa 10 anos depois de ter sido raptado pelo pai. Isto era tudo o que sabia quando comecei este livro e ainda bem!

Adorei a Emmy! É, sem dúvida nenhuma, uma das minhas personagens preferidas dentro deste género que já li. É divertida e sarcástica, sem deixar de ter um lado mais sensível e querido. Gostei imenso da sua voz e de como é bastante fiel aos seus amigos. É uma mistura perfeita de tudo o que gosto numa protagonista: consegue ser sarcástica sem deixar de ser sensível, é uma boa amiga mas tem a sua própria personalidade.
Acho que o facto de a protagonista ser assim fez com que este livro se destacasse de outros dentro do género. Foi óptimo poder acompanhar a história pela perspectiva da Emmy e é definitavemente uma das melhores personagens que já li este ano.

Gostei também muito do Oliver! É uma personagem bem mais complexa do que podemos pensar e foi muito bom ver como a autora conseguiu mostrar isso mesmo apenas através da perspectiva da Emmy. O que mais gostei nele foi o facto de não ter medo de mostrar o que sente em frente à Emmy. Não digo que seja difícil compreender algumas das suas acções, mas faz-nos pensar bastante em certas coisas.

As personagens secundárias também são maravilhosas! Temos o Drew, um dos melhores amigos da Emmy e só a coisa mais fofa de sempre. Ele é gay e, apesar de não ser o foco da história, gostei que a autora abordasse bastante a história do Drew, porque eu adorei-o. A Caro é outra melhor amiga da Emmy e também gostei imenso dela! A dinâmica entre os três amigos é espectacular e mesmo que este livro não tivesse romance, acho que a amizade destes três era suficiente para eu adorar este livro. A amizade é uma parte bastante importante e só torna o livro ainda mais especial.

A dinâmica familiar também é espectacular! A família também é outro grande foco neste livro e acho que a autora criou pais bastante reais. Adorei o pai da Emmy e de ver a dinâmica familiar das várias famílias, tanto da Emmy como do Oliver.

A relação entre a Emmy e o Oliver é super querida! Se querem um livro que vos dê os feels todos, é este! Eles apoiam-se imenso mutuamente e gostei muito da forma como passaram de amigos a namorados sem grandes dramas e de forma muito natural.

A história deste livro é completamente diferente de qualquer outra que tenha lido dentro do género. O Oliver é raptado pelo pai e fica 10 anos longe de tudo o que conhece. Gostei da forma como a autora nos mostrou os dois lados da moeda e que, apesar de ser algo terrível, é preciso entender os dois lados da história e não julgar logo à partida. Gostei muito que a autora fizesse isso. Poderia ter optado por fazer um mau da fita, mas preocupou-se a mostrar que a vida, por vezes, é mais complicada que isso.

Adorei a escrita da autora. Acho que é um bom exemplo de uma autora que sabe escrever diálogos e descrever personagens fiéis à idade das mesmas. Fiquei tão fã que assim que foi possível comprei outro livro da autora, Audrey, Wait!, porque precisava de ler a sua escrita mais uma vez. 

Recomendo muito este livro para quem gosta de YA Contemporâneo, mesmo que a sinopse não vos chame totalmente à atenção. A princípio também achei que não fosse nada que quisesse ler, mas ainda bem que o fiz porque acabei por lhe dar 5 luas.

2.9.15

Opinião: Maze Runner - A Cura Mortal

Título: Maze Runner - A Cura Mortal
Título Original: The Death Cure
Autor(a): James Dashner
Editora: Editorial Presença
Formato: Paperback
Do Mesmo Autor Li Também: Maze Runner - Correr ou Morrer, Maze Runner - Provas de Fogo
Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada.

A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram, e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor.

Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam, o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem.

Conseguirá ele sobreviver à cura?
Li finalmente o último livro desta trilogia depois de o ter comprado há tanto tempo atrás. Li os dois primeiro volumes desta trilogia há dois anos e fiquei algum tempo à espera que este saísse. Estava à espera que a Presença lançasse este no verão de 2014 mas não aconteceu e tive de esperar até ao final do ano. Pode não fazer muita diferença, mas acho que se o livro tivesse saído no verão o teria lido logo, ainda com alguns dos pormenores na memória, e teria gostado muito mais da leitura. A Presença acabou por publicá-lo em Novembro, mas nessa altura a vontade de terminar esta trilogia já se tinha perdido um pouco e só agora, exactamente dois anos depois, é que decidi ler este terceiro livro de uma vez por todas.

Acho que tenho de dizer que este é o primeiro livro que leio em português este ano. Talvez seja a falta de hábito, mas não consegui aturar a tradução. Tudo me soa demasiado formal e irrita-me. Sendo assim, tive de recorrer ao audiobook para conseguir ler este livro rapidamente e terminar a trilogia o mais rápido que conseguisse. Não achei uma má tradução, pelo menos, do que me lembro, está ao nível dos outros, mas eu própria é que já não consigo ler livros traduzidos.

Mas quanto à história, achei que o começo do livro foi muito interessante e fiquei logo curiosa para saber o que ia acontecer. Li no Recapitains o que tinha acontecido no livro anterior e foi o suficiente para me conseguir localizar minimamente na história. Gostei bastante de me voltar a reunir com estas personagens e tinha muitas expectativas para elas do que me lembrava, especialmente pela Brenda, que foi uma personagem que gostei muito de conhecer no livro anterior e sobre a qual queria ler mais. Mesmo agora, depois de ter terminado o livro, gostava que houvesse uma série focada na Brenda porque ela acabou por se tornar numa das minhas personagens preferidas desta série.

Neste livro descobrimos todas as respostas às perguntas que tinham ficado por responder nos livros anteriores, mas algo que achei muito estranho foi o facto de sentir que todas as respostas que nos foram dadas eu já sabia de qualquer forma. Não consigo bem explicar, mas senti que toda a informação nova que me estava a ser dada, já não era assim nova, como o objectivo da CRUEL por exemplo.

Gostei da acção no começo do livro mas às vezes tanta acção começava a chatear. As personagens iam para um sitio e já sabia que ia haver uma cena de luta que não acrescentava quase nada ao livro. Eles lutavam e ganhavam no final, isto uma série de vezes. Quando li os outros livros não me lembro de isto me ter incomodado, mas nestes dois anos fui mudando como leitora, sendo que agora dou muito mais importância a cenas mais calmas em que conhecemos melhor as personagens, algo que não recebemos muito nestes livros.

Gostei do rumo que o livro tomou mas chegou a pouco mais de metade do livro e sentia que no meio daquela acção toda só tinha descoberto uma ou duas coisas novas. Não sei bem porquê, mas senti que nada me surpreendeu realmente, parecia que já sabia tudo o que ia acontecer mas não sabia. Foi estranho.

Eu adoro a Brenda! Gosto mesmo dela, apesar de não sabermos muito sobre a sua personagem. Tudo o que eu me lembrava dos livros anteriores, antes de ir ver um resumo sobre o que se tinha passado, era que gostava imenso da Brenda e não gostava lá muito da Teresa. Gostei como a sua personagem lidava com os rapazes todos e como em grande parte das vezes conseguia ser muito melhor que eles todos. Eu só queria mesmo um livro dedicado a ela porque seria mil vezes mais interessante saber mais sobre a sua vida.

Quanto ao Thomas, acabo por ser indiferente à sua personagem. Gosto dele mas não é assim uma personagem muito marcante. Acho que é um bom protagonista, mas nada de especial.

Eu já sabia o maior spoiler deste livro e, apesar de só saber isso e nada do resto, sinto que se havia momento que me iria surpreender era esse e isso foi estragado por já saber o que ia acontecer. Mesmo assim, admiro a crueldade do autor nessa cena e estou ansiosa para a ver nos filmes. Apesar de já saber o que ia acontecer, não deixou de ser chocante o que aconteceu.

Gostei do final do livro mas sinto sempre que não há uma maneira perfeita para terminar livros distópicos. É sempre isso que penso sempre que leio um último livro de uma série distópica e, apesar de ter achado um final bastante satisfatório, há sempre aquela parte em mim que me diz que o final foi demasiado fácil e que não é realmente um final.

No final, gostei do livro e penso que está ao mesmo nível dos volumes anteriores. O único problema é que eu dei 5 luas aos volumes anteriores, porque na altura não tinha lido assim tantos livros. Hoje em dia, se tivesse de dar uma classificação a todos os livros da trilogia, daria 4 luas, sendo esse o motivo de só ter dado essa classificação a este.

1.9.15

Opinião: Lying Out Loud

Título: Lying Out Loud
Autor(a): Kody Keplinger
Editora: Scholastic
Formato: Ebook
Da Mesma Autora Li Também: The Duff, A Midsummer's Nightmare, Shut Out, Secrets & Lies
Kody Keplinger returns to the world of The DUFF in this brand-new companion novel!

Sonny Ardmore is an excellent liar. She lies about her dad being in prison. She lies about her mom kicking her out. And she lies about sneaking into her best friend's house every night because she has nowhere else to go.

Amy Rush might be the only person Sonny shares everything with -- secrets, clothes, even a nemesis named Ryder Cross.

Ryder's the new kid at Hamilton High and everything Sonny and Amy can't stand -- a prep-school snob. But Ryder has a weakness: Amy. So when Ryder emails Amy asking her out, the friends see it as a prank opportunity not to be missed.
Já não lia um livro da Kody Keplinger desde 2013. Apesar de ter relido o The Duff o ano passado, já tinha saudades de ler uma história nova desta autora, que é uma das minhas escritoras preferidas.

Como se ser um livro novo da Kody Keplinger não bastasse, o Lying Out Loud é também uma companion novel de um dos meus livros preferidos de sempre, o The Duff. Escusado será dizer que as expectativas estavam muito elevadas para este novo lançamento da autora.

A Sonny é a protagonista deste livro e, como está sempre a mentir sobre uma coisa ou outra, podemos achar que é um pouco difícil aproximarmos-nos dela. No início aconteceu isso e não a adorei como personagem principal, mas isso acaba por mudar à medida que percebemos os seus motivos. Ela é uma personagem muito divertida e real, com as suas qualidades mas que também comete bastantes erros. No final, aproximei-me imenso da sua personagem e acabei mesmo por chorar com algumas situações. É uma rapariga que não tem uma vida nada fácil e, por muito que condene a mentira, não consegui ficar chateada com ela. Penso que a autora fez um óptimo trabalho ao revelar ao leitor quem era a Sonny e que, apesar de mentir nunca é a solução, na sua situação era algo compreensível.

Amy é a melhor amiga de Sonny e a irmã do Rush. Gostei da Amy mas houve momentos que ela me irritou um pouco. Gostei da sua atitude no final, mas achei que em algumas situações ela acabou por ser demasiado manipulável. A Amy é uma pessoa que não gosta de confronto e, se eu a compreendo e também sou um pouco assim, acho que quando se trata de algo com um certo grau de gravidade como o que acontece neste livro, há um limite para não reagir e ter medo de confrontar as pessoas quando não estamos felizes com a situação em que fomos colocados. Foi isso que senti com a Amy. Apesar de compreender que a sua personalidade é esta, achei que aquela pacificidade acabou por ser um pouco demais. Claro que esta personagem era precisa para a história avançar, mas acabou por me irritar um pouco.

Ryder Cross é o interesse romântico deste livro e eu acabei por gostar imenso dele. Acho que é um dos típicos protagonistas masculinos que esta autora cria, mas ainda bem, porque essa é uma das principais razões para gostar tanto dos livros desta autora. Ele é irritante no inicio, mas depois acaba por nos conquistar. Gostei imenso dele!

A relação entre o Ryder e a Amy é super querida! Ele apoia-a imenso e ela a ele. Se há alguém que consegue criar uma boa química entre as personagens é a Kody Keplinger e neste livro não desiludiu. Eles são muito queridos e, apesar de ser a típica história amor-ódio, a autora fez um bom trabalho a tornar a sua aproximação e a sua relação o mais real possível. Algo que também me agradou bastante foram os diálogos entre as personagens, que pareceram muito reais e nada forçados. Esta é uma das principais características que me agrada nos livros da autora porque faz com que a história seja muito mais credível e permite-nos perder-nos dentro da história.

A história do livro não é nada de fabuloso mas é algo bastante original e diferente dos típicos livros contemporâneos. Tudo começa quando Ryder, que tem um paixoneta pela Amy, lhe envia um email a convidá-la para sair. Sonny vê nisto uma oportunidade para pregar uma partida a Ryder, mas não conta que este responda e que comece a falar com ele... mas na conta da Amy. A partir daí a história fica um pouco como um episódio de Catfish, mas sem as partes creepy. A autora consegue pegar neste tema e trabalha-lo bastante bem. Apesar de não concordarmos com o que a Sonny faz, conseguimos ver o porquê e compreender as suas razões. A autora consegue pegar numa história que à partida poderia ser bastante óbvia e torná-la num livro super divertido e com algumas surpresas.

Apesar de o Lying Out Loud ser uma companion novel do The Duff, também aparecem personagens dos outros dois livros da autora. Eu que já li todos, gostei bastante de rever algumas personagens e de me recordar da experiência de ler os livros anteriores da autora.

A escrita desta autora é maravilhosa e, para mim, é uma das melhores autoras dentro do género. Este é talvez o meu segundo livro preferido da autora e tenho a certeza que continuarei a ler muitos mais livros seus no futuro.