14.9.15

Opinião: The Sky is Everywhere

Título: The Sky is Everywhere
Autor(a): Jandy Nelson
Editora: Walker Books
Formato: Hardcover
Seventeen-year-old Lennie Walker, bookworm and band geek, plays second clarinet and spends her time tucked safely and happily in the shadow of her fiery older sister, Bailey. But when Bailey dies abruptly, Lennie is catapulted to center stage of her own life - and, despite her nonexistent history with boys, suddenly finds herself struggling to balance two. Toby was Bailey's boyfriend; his grief mirrors Lennie's own. Joe is the new boy in town, a transplant from Paris whose nearly magical grin is matched only by his musical talent. For Lennie, they're the sun and the moon; one boy takes her out of her sorrow, the other comforts her in it. But just like their celestial counterparts, they can't collide without the whole wide world exploding.

This remarkable debut is perfect for fans of Sarah Dessen, Deb Caletti, and Francesca Lia Block. Just as much a celebration of love as it is a portrait of loss, Lennie's struggle to sort her own melody out of the noise around her is always honest, often hilarious, and ultimately unforgettable.
Não sei bem como escrever um opinião sobre este livro porque nem sei bem como transmitir o que senti ao lê-lo. No início não estava a gostar assim tanto e achei tudo demasiado estranho. Desde a forma como as personagens falavam, às suas acções e até como tudo acontecia muito depressa. Acho que esperava um livro mais realista e não foi bem o caso. Apesar disso, no final acabei por aperceber-me da beleza deste livro. A Jandy Nelson escreve arte e isso não podemos negar. Apesar deste livro não ser tudo o que queria, é impossível negar que é um livro muito bonito.

As 100 primeiras páginas foram um pouco decepcionantes mas à medida que ia continuando a leitura, comecei a aperceber-me da beleza deste livro. Acabei por ler 200 páginas das 368 no primeiro dia. Não sei o que foi, não consigo explicar. Depois de já ter decidido que este livro não era para mim, comecei a adorar o rumo da história e da forma como a autora a conta.

A forma como me senti ao ler este livro foi mais ou menos assim: 
não sei se isto é bem para mim -> este livro é estranho -> este livro é estranho mas não consigo parar de ler -> OMG isto é viciante!! -> Quem é que está a cortar cebolas ao meu lado? Desde quando é que passei a gostar deste livro? WHAT

Este é um livro estranho. As personagens não são o que esperamos e acho que isso foi o que me fez estranhar o livro no inicio mas adorá-lo no final. Quando comecei a ler esperava personagens muito realistas, mas deparei-me com personagens que falavam de forma estranha sobre coisas estranhas. No entanto, a parte estranha deste livro acabou por ser o que o tornou tão bonito.

Apesar de ter gostado muito deste livro e de admitir a sua importância, não deixei de ter os meus problemas com ele. Algumas coisas foram estranhas demais. Já falei várias vezes disto nesta opinião, mas tal como admito que alguns dos elementos deram algo único à obra, outros tornaram-na um pouco irrealista. Esta irrealidade foi também outro dos problemas. As personagens não falavam de uma forma muito credível para a idade que tinham e por vezes isso tornava a leitura estranha e um pouco deslocada daquilo que seria de esperar.

Com o romance fiquei um pouco dividida. Houve momentos em que achei que não fosse necessário, outras em que percebi o porquê de existir. Por vezes achei que havia demasiado drama, outras achei que, tendo em conta a situação, chegava a fazer sentido. No geral, acabei por gostar do romance mas ainda tive as minhas dúvidas no final. Há um triângulo amoroso que não chega a ser triângulo amoroso que eu achei bastante esquisito. Consegui compreendê-lo mas não deixei de achar estranho.

Quanto às personagens, não tenho assim tanto a dizer sobre elas. Gostei de acompanhar a Lennie e a forma como lidou com a morte da irmã. A família dela é estranha mas acabei por ganhar um carinho especial por esta família peculiar. Gostei muito do Toby e tive imensa pena dele! Só queria abraçá-lo e consolá-lo. Ele foi talvez a personagem pela qual tive mais compaixão. Quanto ao Joe, não fiquei totalmente convencida. É descrito como o rapaz perfeito mas para mim não achei. Não consegui gostar assim tanto dele como talvez fosse o propósito da autora. Apesar do romance não ter sido a minha parte preferida, tenho de admitir que ouve momentos muito queridos e estou muito curiosa para ler outros livros da autora em que goste realmente do casal principal.

Adorei completamente as imagens dos bilhetes da Lennie. Os pormenores das imagens tornaram este livro ainda mais único e complementaram imenso o livro e foram a minha parte preferida.

Sei que este livro não é para todos. A principio também achei que não era para mim. É um livro muito estranho, com uma escrita carregada de metáforas e com personagens bastante peculiares. Penso que é isso que faz com que este livro se destaque entre tantos outros do género. Gostei muito da escrita da Jandy Nelson e estou muito curiosa para ler o I'll Give You The Sun, que já tive a oportunidade de ler as primeiras páginas e acho que vou adorar!

Recomendo para quem gosta do género mas especialmente para quem está aberto a um livro completamente diferente e único. A escrita da autora é muito bonita (se bem que por vezes pode tornar-se confusa e metafórica demais) e, por consequente, também esta história o é. Apesar de reconhecer isto, também tive os meus problemas com este livro o que fez com que acabasse por lhe dar 4 luas.

13.9.15

Esta Semana #2

07 Setembro - 13 Setembro

Na minha vida

Esta foi a minha última semana de férias por isso não fiz assim nada de especial e aproveitei para descansar enquanto podia. Arrumei o que tinha de arrumar e organizei (mais ou menos) tudo para o novo ano lectivo (que também vai ser o último da licenciatura - muito medo!).

Nos últimos dias tenho andado a querer organizar-me melhor mas ainda não descobri o que funciona comigo. Agora com um novo ano lectivo a começar queria ver se me organizava melhor, especialmente pela quantidade de trabalhos que vou ter este ano.

Esta semana aproveitei para ir jantar com as minhas amigas outra vez em modo despedida de férias e fui ao Vogue Fashion's Night Out que descobri que não é bem a minha cena. Se fosse sobre livros, aí sim ia todos os anos. Foi um bom passeio mas acho que não devo voltar a ir.

Para a próxima semana já começo as aulas e não estou assim tão entusiasmada quanto gostava. Por um lado sempre me sinto mais produtiva, mas por outro sei que este ano vai ser difícil e já fico ansiosa só de pensar.

No blog


Livros lidos

Esta semana não foi muito famosa em leituras. Só li um livro e depois fiquei num reading slump gigante. Para a semana estou à espera que chegue um livro cá a casa que me deve dar mais vontade para terminar o que estou a ler agora e espero ser aceite num livro que requisitei no NetGalley.

10.9.15

Opinião: World After

Título: World After
Autor(a): Susan Ee
Editora: 
Hodder & Stoughton
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: Angelfall


Esta opinião contém spoilers do primero livro, Angelfall
In this sequel to the bestselling fantasy thriller, Angelfall, the survivors of the angel apocalypse begin to scrape back together what's left of the modern world.

When a group of people capture Penryn's sister Paige, thinking she's a monster, the situation ends in a massacre. Paige disappears. Humans are terrified. Mom is heartbroken.

Penryn drives through the streets of San Francisco looking for Paige. Why are the streets so empty? Where is everybody? Her search leads her into the heart of the angels' secret plans where she catches a glimpse of their motivations, and learns the horrifying extent to which the angels are willing to go.

Meanwhile, Raffe hunts for his wings. Without them, he can't rejoin the angels, can't take his rightful place as one of their leaders. When faced with recapturing his wings or helping Penryn survive, which will he choose?
Nem sei o que me aconteceu com este livro. Apesar de ter gostado imenso do primeiro, este segundo livro da trilogia custou-me um pouco a ler.

Já tinha pegado nele há uns meses atrás mas na altura não li mais que 40 páginas antes de o pôr de lado. Em Agosto, resolvi pegar nele outra vez e tirá-lo da minha TBR de uma vez por todas, no entanto o início não me convenceu e deixei-o de lado mais uma vez. No final do mês comecei a sentir-me mal por não tentar pelo menos acabar este livro e quando o voltei a ele acabei por ler a maior parte da segunda metade deste livro num dia. Acho que o problema neste caso é meu e não do livro em si. A verdade é que sempre que decidia lê-lo era porque estava num reading slump e mais nada na prateleira parecia interessante. Mesmo assim, achei a primeira parte lenta demais, reading slump ou não.

A acção deste livro começa logo a seguir ao final do primeiro, Angelfall. Depois de tudo o que aconteceu no "refúgio" dos anjos (às vezes traduzir algumas palavras do inglês para o português dá-me dores de cabeça), Penryn junta-se à resistência com Raffe a pensar que ela está morta.

Da primeira vez que pus este livro de lado, achei que se devia ao facto de não me apetecer ler nada deste género no momento, mas da segunda vez que desisti da sua leitura comecei a perceber quais foram os verdadeiros motivos que me aborreceram na primeira metade do livro.

Problema #1: Como deixei passar algum tempo entre a leitura do primeiro e do segundo livro (all my fault), senti que já não conhecia bem as personagens nem me lembrava bem do que tinha sido revelado no primeiro livro. Lembrava-me do que tinha acontecido no final (por ter ficado tão chocada na altura que o li), mas já não me lembrava de muito relacionado com os anjos e com todos os aspectos políticos da história. Isso fez com que não me interessasse muito com o que estava a acontecer e que eventualmente abandonasse o livro.

Problema #2: Poucas cenas com o Raffe. Simple as that! O que eu mais adorei no primeiro livro era a relação entre a Penryn e o Raffe e neste livro só nos últimos 30% é que ele dá o ar da sua graça. Percebo o porquê da autora o ter feito mas também não era preciso quase o livro todo para ele aparecer, não é?! Pronto, fartei-me de esperar e resolvi que pegava no livro noutro dia.

Problema #3: Cometi o erro de ouvir o audiobook e forçar a leitura, o que fez com que começasse a odiar este livro porque simplesmente não me apetecia lê-lo e estava praticamente a obrigar-me a fazê-lo. Apesar disso, gostei muito do audiobook e achei a narrador espectacular, mas simplesmente não era este o livro que queria ler.

Milagrosamente, depois de quase 20 dias sem pegar no livro e 5 leituras pelo meio, decidi continuar a leitura e só no primeiro dia li quase 175 páginas de seguida. Não sei se parei mesmo antes de algo interessante começar a acontecer ou se já estava mais no mood para ler, mas a verdade é que quando peguei no livro a sério adorei o que li.

Adorei o humor da Penryn, tal como tinha acontecido no primeiro livro, e da sua relação com o Raffe, que apesar de não se ter desenvolvido assim tanto, foi tão bom voltar a ler as conversas entre estes dois!

Estou a gostar muito da história desta trilogia (que era para ter 6 livros mas que se ficou pelos 3) e acho que este livro deu para esclarecer um pouco o que estava a acontecer e qual é o objectivo de tudo. Apesar disso, não consegui deixar de pensar que, por vezes, a história me soava um pouco ridícula. Eu sei perfeitamente que é uma fantasia e que tem elementos fantásticos (obviamente não reais), mas houve momentos em que simplesmente não consegui acreditar assim tanto no que estava a acontecer. Como se um Apocalipse de anjos fosse uma coisa realística, mas vocês percebem.

De resto, não tenho muito mais a acrescentar a este livro porque, visto agora, acaba por não acontecer assim tanta coisa quanto isso. É um livro cheio de acção, sem dúvida, mas também bastante focado na razão e no objectivo desta história.

Se gostaram do primeiro livro e querem continuar, não se desmotivem com todos os mil problemas que falei acima. São todos problemas que EU tive e que só tiveram a ver comigo. Acho que este livro foi o tipo caso de "estar no sitio errado à hora errada". Por mais que eu quisesse insistir, devia era ter ficado quietinha e só pegar no livro quando tivesse a certeza de que era isto que queria ler. Posto isto, vou para sempre achar que não era preciso a autora fazer desaparecer o Raffe durante tanto tempo. Pareceu que a essência desta história ficou um pouco perdida porque, quer queiramos ou não, ele acaba por ser um dos pontos principais da história e a história sem ele não é a mesma coisa.

A classificação final teria sido 5 luas só pela segunda metade viciante do livro, mas infelizmente demorei demasiado a entrar neste livro para não lhe tirar uma lua. Sendo assim, fica com 4 luas que também fica bem.

9.9.15

Opinião: The Assassin's Blade

Título: The Assassin's Blade
Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Bloomsbury Childrens
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: Throne of Glass, Crown of Midnight, A Court of Thorns and Roses
Celaena Sardothien owes her reputation to Arobynn Hamel. He gave her a home at the Assassins' Guild and taught her the skills she needed to survive.

Arobynn's enemies stretch far and wide - from Adarlan's rooftops and its filthy dens, to remote islands and hostile deserts. Celaena is duty-bound to hunt them down. But behind her assignments lies a dark truth that will seal her fate - and cut her heart in two forever...

Explore the dark underworld of this kick-ass heroine and find out how the legend begins in the five page-turning prequel novellas to the New York Times bestselling Throne of Glass series.
Demorei algum tempo a pegar neste livro porque não sabia se havia de o ler este antes do Heir of Fire ou não. Eu sei que não importa assim muito, uma vez que as histórias não têm grande ligação porque acontecem mesmo antes dos acontecimento do primeiro livro, Throne of Glass, mas como eu gosto de ler tudo pela ordem em que os livros foram publicados, não vá perder qualquer pormenor, lá me decidi em ler este primeiro.

Este é um livro de novelas mas que se lê como um livro normal. As novelas têm uma ordem cronológica e todas elas acabam por ter o seu objectivo para perceber o porquê da Celaena ser quem é. Nesse aspecto, este livro ajudou-me a respeitar e a gostar ainda mais da Celaena, o que já nem eu achava possível, sendo ela uma das minhas personagens preferidas de sempre!

Quanto às novelas, tenho de admitir, achei as primeiras muito aborrecidas. Nem parecia que estava a ler um livro de Sarah J. Maas e muito menos um livro desta série que tanto adoro. Até à terceira novela parecia que o livro nunca mais acabava e cheguei a ponderar se valeria mesmo a pena ler estas novelas ou não. Isto era algo que não esperava porque adoro a escrita da autora e nunca me aborreço a ler os seus livros, mas as primeiras histórias custaram-me um pouco a ler. Se o livro tivesse acabado por ali, teria dado 3 luas sem qualquer hesitação. 
No entanto, a partir da quarta novela pareceu um livro completamente novo. Adorei as duas últimas novelas e foram o suficiente para as 4.5 luas que acabei por dar no final.

Decidi falar um pouco de cada novela individualmente para terem uma noção do que achei de cada uma.

1. The Assassin and the Pirate Lord (4 luas)
Gostei muito desta novela por ser a primeira vez que conhecemos o Sam e temos noção de como é a Celaena de antigamente. Achei que para o final ficou um pouco aborrecido mas os pequenos episódios entre o Sam e a Celaena ajudaram a compensar isso.

2. The Assassin and the Healer (3.5 luas)
É a novela mais pequena mas é um pouco aborrecida. Quando comecei a lê-la achava mesmo que ia gostar, especialmente porque fiquei curiosa para conhecer melhor a Yrene, a tal healer, mas acabei por achar que não adiantou nada à história geral. Como foi escrita mais tarde que as outras novelas (pelo menos pelo que podemos ver nas informações do livro) acho que a autora a criou como forma de ligação entre a primeira e a terceira. Nesse sentido acho que foi bem pensado para ajudar a estabelecer uma ordem cronológica entre as histórias.

3. The Assassin and the Desert (3.5 luas)
Esta foi a novela que mais me custou a ler. Comecei por gostar do início e do que prometia, mas a meio dei por mim super aborrecida sobre o que estava a acontecer. Apesar disso, no final da novela, quando há de facto acção, fiquei viciada e não larguei o livro enquanto não acabei as últimas páginas desta história.

4. The Assassin and the Underworld (5 luas)
Esta foi talvez a minha preferida das 5 novelas. É nesta que a relação entre o Sam e a Celaena se desenvolve e, apesar de nada tirar Chaolaena de ser a minha OTP (sorry not sorry), adorei saber mais sobre a relação entre os dois. Para além disso, nesta novela vemos melhor como a Celaena vive no Assassin's Keep e essa foi mesmo uma das minhas partes preferidas, a possibilidade de ver um pouco como era o dia a dia da Celaena antes de tudo deixar de ser como era.

5. The Assassin and the Empire (5 luas) 
Esta é a última novela por isso já sabemos o que vai acontecer e que vai ser muito triste. Gostei muito de ver a Celaena numa vida que podia ter sido a dela, não tivesse acontecido tudo o que aconteceu depois. Gostei muito do ambiente que a autora criou, da relação entre os dois e de conhecer melhor a Celaena, de forma geral.

Na verdade, não sinto que este livro adicione assim tanto à história da série, mas acaba por nos dar uma dimensão maior do mundo e da personagem principal. Acho que percebi melhor o fim do Crown of Midnight e fiquei com mais vontade de ler o Heir of Fire, que ando a adiar porque tenho medo de não gostar do que vai acontecer.

Quanto à ordem pela qual devem ler os livros, acho que é bom lerem este ou antes do Crown of Midnight ou do Heir of Fire. Podem também lê-lo antes do primeiro livro, se preferirem, porque não há spoilers para o que vai acontecer, se bem que o Throne of Glass é um óptimo livro para começar e percebe-se tudo perfeitamente se não tivermos lido nada antes.
Recomendo a leitura deste livro, seja quando for, porque acho que ajuda a perceber um pouco melhor os acontecimentos, mas também não perdem muito se não vos apetecer ler estas 5 novelas, na minha opinião.


4.5

8.9.15

Top Ten Tuesday: Séries Completas que ainda não terminei


O tema do Top Ten Tuesday de hoje são as séries cujo todos os livros já saíram mas que eu ainda não terminei.
O top de hoje vai ficar curtinho porque não são assim tantas as séries que me faltam acabar e que quero realmente terminar. Muitas vezes me acontece ler o primeiro livro de uma série e não querer terminar porque não me faz confusão nenhuma não saber o resto da história.
Posto isto, o top de hoje está dividido em duas partes: as séries que quero mesmo terminar e aquelas que ainda não tenho a certeza se o vou fazer ou não.

As que vou terminar quase de certeza:


1. Penryn and the End of Days de Susan Ee
Já li: Angelfall e World After
Falta ler: End of Days
Se fosse há uns dias atrás, quando ainda andava na dúvida se desistia completamente do World After ou não, o mais provável era dizer que ficava por ali e que não lia mais nenhum livro desta série. Mas como entretanto acabei o segundo livro e acabei por gostar muito do final, tenho a certeza que quero ler o último livro que me falta desta trilogia, End of Days. Agora é só comprá-lo para poder terminar mais uma série este ano.



2. The Bronze Horseman de Paullina Simons
Já li: The Bronze Horseman e Tatiana and Alexander
Falta ler: The Summer Garden
Já li os dois primeiro calhamaços livros e planeio ler o último mais ou menos na mesma altura que li os outros dois, ou seja, para o ano em Abril. Já várias pessoas me disseram que o último não vale a pena e já outras tantas me disseram que se já li os dois primeiros, mais vale ler todos. Eu vou mais de acordo com esta última opinião por isso não planeio desistir desta trilogia. Só tenho é de ganhar coragem para pegar no The Summer Garden, que é ainda maior que os outros dois.



3. Monument 14 de Emmy Laybourne
Já li: Monument 14 e Sky on Fire
Falta ler: Savage Drift
Esta é aquela série que está entre o vou-terminar-de-certeza e o não-sei-se-ainda-vale-a-pena. É um pouco rídiculo quando digo que vou terminar de certeza quando comecei o livro há um ano e nunca mais voltei a pegar nele, mas quero mesmo ver como isto acaba. Não percebo.

As que ainda não sei se termino ou não:


4. Shatter Me de Tahereh Mafi
Já li: Shatter Me e Unravel Me
Falta ler: Ignite Me
Eu não gosto do Warner. Pronto já disse e não tenho vergonha do admitir. Para mim ele não passa de uma pessoa demasiado obsessiva e controladora e eu não consigo superar isso. Posto isto, também não gosto do Adam - já ninguém tem paciência para este rapaz. Como a autora se dedica mais ao romance do que à história, não sei se leia o Ignite Me, o último livro da trilogia. Mas por ser o último também me faz pensar se não devia lê-lo só porque assim acabava mais uma trilogia e sabia o final. Ugh não sei o que fazer.



5. Pivot Point de Kasie West
Já li: Pivot Point
Falta ler: Split Second
Eu adoro a Kasie West e adorei o primeiro livro desta duologia, Pivot Point. Se o Split Second, o segundo e último, fosse narrado pela mesma protagonista, nem pensava duas vezes e já tinha terminado esta série há muito tempo. Mas como é a melhor amiga da protagonista a narrar, não sei se me apetece assim tanto lê-lo. Este é outro caso que também não sei o que fazer.



6. Anna and the French Kiss de Stephanie Perkins
Já li: Anna and the French Kiss e Lola and the Boy Next Door
Falta ler: Isla and the Happily Ever After
Esta não é bem uma série, mas sim um conjunto de companion novels. Eu li os dois primeiros, há mais de dois anos, e adorei! Porém, hoje em dia, já li tantos outros livros dentro do género que não sei se tenho grande paciência para ler o Isla, especialmente porque na sinopse não há nada que me faça ter vontade para o fazer. Como é o último talvez leia, mas esta é aquela que estou mais inclinada para deixar a meio.

7.9.15

Esta Semana #1

30 Agosto - 06 Setembro

Na minha vida

Primeiro vamos começar por falar do big elephant in the room... O que é este post? O Weekly Recap ou The Sunday Post são rubricas que muitos blogs internacionais fazem e que consistem em, no final da semana (Domingo), dizer que livros li, o que quero ler, falar um pouco da minha vida nessa semana, etc. Como este são os meus tipos de posts preferidos de ler, porque não começar a fazê-los também?! Não sei até que ponto este tipo de post funciona comigo (não leio assim tanto numa semana, pode não me apetecer fazer o post nessa semana, a minha vida pode não ter nada de interessante a acontecer), mas quero tentar, nem que seja este mês.

Como só me decidi que queria mesmo fazer este tipo de post ontem à noite, o post desta primeira semana sai, excepcionalmente, à segunda. Daqui para a frente vou tentar publicá-lo todos os Domingos se a coisa correr bem.

Esta semana voltei de férias então ainda me estou a habituar à rotina e a mentalizar que daqui a uma semana lá estou eu em aulas outra vez.
Fui à Domino's com as minhas amigas e gostei imenso. Fui também jogar bowling, onde perdi imensamente (os meus tempos de glória já estão longe).

Ainda tenho de fazer uma coisa antes das aulas começarem mas todos os dias arranjo desculpa para não a fazer. TEM DE SER PARA A SEMANA!
Tenho ainda as malas para arrumar e quero fazer uma limpeza geral ao quarto por isso para a semana tenho algum trabalho pela frente.

No blog

Ainda estou a pôr as opiniões em dia por isso esta semana publiquei no blog todos os dias

Livros lidos


Dois livros esta semana o que não é nada mau para mim.


Digam-me o que acham desta nova rubrica aqui no blog! Eu estou muito motivada para fazê-la porque acho que me vai dar mais motivação para ler mais e para fazer mais coisas.

Opinião: What I Thought Was True

Título: What I Thought Was True
Autor(a): Huntley Fitzpatrick
Editora: Speak
Formato: Paperback
Da Mesma Autora Li Também: My Life Next Door

The eagerly anticipated follow-up to My Life Next Door is a magnetic, push-me-pull-me summer romance for fans of Sarah Dessen and Jenny Han.
17-year-old Gwen Castle's Biggest Mistake Ever, Cassidy Somers, is slumming it as a yard boy on her Nantucket-esque island this summer. He's a rich kid from across the bridge in Stony Bay, and she hails from a family of fishermen and housecleaners to her island's summer population. Gwen dreams of getting off the island, and a summer job working for one of the elderly residents might just be her ticket to the good life. But what will it mean for Gwen's now life? Sparks fly and secret histories unspool as Gwen spends a gorgeous, restless summer struggling to come to terms with what she thought was true—about the place she lives, the people she loves, and even herself—and figure out what really is.
Gostei tanto do primeiro livro da autora, My Life Next Door, que tinha mesmo de ler outro livro da autora. Apesar das opiniões sobre este não serem tão simpáticas como para o primeiro, não demoveu a minha vontade de o ler. Ainda bem que tal não aconteceu pois acabei por adorar este livro.

Este livro não me conquistou no início. Não sei bem o que foi mas não estava a conseguir entrar bem na história até ao primeiro 1/3 do livro. Acho que também se deveu ao facto de não estar bem no mood para ler, mas sentia que, apesar de adorar o ambiente e a complexidade das personagens, parecia não acontecer nada. Após esta primeira parte, o livro começou a ficar espectacular e não conseguia largar o livro nos dias que se seguiram.

Começando pelo ambiente que a autora criou neste livro, isto foi o que talvez tenha gostado mais. A acção decorre numa ilha e adorei imaginar os vários sítios, as várias casas e praias. Este livro fez-me sentir que estava mesmo no verão e adorei "perder-me" dentro desta ilha.

As personagens deste livro e a forma como foram desenvolvidas também me agradou bastante. Seguimos a história da Gwen e vemos como cresce ao longo do livro. No início não compreendemos bem o porquê de ser assim e até, mesmo sem querermos, podemos mesmo acabar por julgá-la por não percebermos as suas acções. Nesse aspecto, este livro acabou por me ensinar ou relembrar qualquer coisa, nem que seja o facto de me relembrar que não devemos julgar ninguém pelas suas acções sem perceber quais as razões por trás disso. Adorei a complexidade da Gwen e não achei que seria o tipo de personagem por quem me aproximaria tanto. Adorei seguir a sua história e o seu desenvolvimento como personagem.

A Gwen é luso descendente e eu nunca tinha lido um livro em inglês que incluísse personagens luso descendentes e até mesmo frases em português. Adorei! Fez-me sentir mais próxima da Gwen e da sua família, para além de me ter deixado com aquele orgulhozinho com que ficamos sempre que vemos uma referência ao nosso país. No primeiro livro da autora já tinha reparado que algumas das personagens tinham apelidos portugueses, neste criou mesmo uma família com descendência portuguesa e achei que esse pormenor tornou o livro mais único e original.

Mais uma vez a autora transmitiu uma dinâmica familiar espectacular. Adorei irmão dela, o seu avô, a mãe e até gostei do pai, apesar de algumas coisas que disse não me caíram muito bem. No entanto, é claro que ele gosta dos filhos e que acaba por dizer as coisas bem sem pensar. A autora cria personagens bastante reais e a família da protagonista foi mais um exemplo disso.

O Cass é o protagonista masculino e eu adorei-o! Esta autora tem mesmo um jeito para escrever good boys mas sem os tornar demasiado totós. O Cass é educado e super querido, sem deixar de dizer o que pensa. E ele é tão querido para o irmão dela *.*

Gostei muito da forma como a relação evoluiu e de como os segredos se foram desvendando devagar mas sem fazer sentir com que existissem muitos segredos e poucas explicações. Começamos o livro sem saber muito bem o que se passa, mas vamos descobrindo o que aconteceu aos poucos e tudo acaba por fazer sentido.

Algo que também tinha gostado no primeiro livro que li da autora e que teve bastante foco neste foi a forma como a autora fala de sexo, algo que não vemos tantos nos YA e que faz falta, na minha opinião. Acho que este é um tema que deveria aparecer em mais livros dos género e gosto sempre de ler livros que falam abertamente deste tema e o tornam tão importante como ele realmente é na vida de um adolescente.
No entanto, apesar de apreciar a forma como a autora fala disto sem grandes tabus, nalgumas partes senti que a autora falava disto como se não tivesse assim grande importância. Parece que me estou a contrariar mas, se acho muito importante este tópico ser abordado sem receios e de forma natural, houve momentos em que achei que as personagens não o encaravam bem com a importância que deveria ter. Não sei bem explicar o porquê de isto me ter incomodado tanto, mas acho que foi porque, por vezes, a protagonista passava a ideia que fazer sexo era a mesma coisa que beijar alguém, por exemplo. No entanto, só fiquei com esta impressão num ou dois momentos porque de resto achei que a autora abordou bastante bem este tema e que tornou o livro muito mais real e interessante.

Esta realidade de que falo é algo que aprecio bastante nas histórias desta autora. As personagens tem os seus defeitos, cometem erros e as situações em que por vezes se encontram poderiam ser reais.
A história é típica dos livros deste género mas a autora consegue criar um ambiente e uma história que vai mais ao encontro do que é a verdadeira realidade entre os adolescentes.

Quanto à escrita da autora, não a acho assim nada que se realce, mas não consigo deixar de querer os seus livros porque acabo sempre por gostar bastante deles. Até agora é das poucas autoras YA que fala de vários assuntos pertinentes sem qualquer receio e gosto disso. Agora é esperar mais um ano para poder ler o The Boy Most Likely, uma espécie de continuação do My Life Next Door, porque aqui a je vai esperar que saia o paperback para combinar com todos os outros livros.