15.3.16

Resumindo: Fevereiro

Fevereiro passou e foi mais um mês que estou feliz por ver ir embora. Este não tem sido o melhor início de ano de sempre mas acho que Março já vai ser um pouco melhor. Baby steps...

Hoje só vou mesmo falar-vos das séries e dos filmes que vi porque de resto o mês não foi muito produtivo.

O que vi

Filmes
Anastasia: Já andava há algum tempo para rever este filme e aconteceu finalmente este mês. Adorei! Um filme de animação muito querido e bastante diferente. 4.5 luas

Grease Live: Assim que soube que tinham feito uma produção do Grease ao vivo tive de ver. Não que seja grande fã do Grease, mas adoro musicais e basta. Gostei bastante mas achei-o demasiado longo. Mesmo assim, é um filme super divertido. 3.5 luas

S1m0ne: Já sabia da existência deste filme mas nunca soube muito bem sobre o que era. Um dia apanhei-o na televisão e decidi ver. Adorei o conceito mas foi outro filme que achei demasiado longo. O Al Pacino é o protagonista e acho que o filme só vale a pena para ver a performance dele que achei espectacular. 3 luas


The Man from U.N.C.L.E: Filme preferido do mês e um dos preferidos do ano. Adorei, adorei, adorei! Primeiro é um filme super divertido, bem mais do que estava à espera. Segundo, tem a minha trope preferida de todos os tempos, quando os protagonistas têm de fingir que são casados/namorados. Too good *.* 5 luas

Surprised by Love: O último filme que vi este mês foi outro daqueles filmes da Hallmart feitos para a televisão. Claro que não é o melhor filme de sempre, mas deu para rir um bocadinho. 3.5 luas


Séries
ROSWELL: Descobri a minha série preferida de todos os tempos! Nem consigo explicar o meu amor por esta série. Tão boa e tão underrated. Ugh quem me dera que tivesse mais de 3 temporadas. Melhor série de sempre.

The 100: Continuo a acompanhar a terceira temporada e a sério Bellamy?! I'm trying so hard not to hate you. Mas está bastante boa e estou a adorar acompanhar as personagens.

10.3.16

Opinião: The Serpent King

Título: The Serpent King
Autor(a): Jeff Zentner
Editora: Penguin Random House UK Children’s
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 8 de Março de 2016
English Review after the jump
Dill has had to wrestle with vipers his whole life—at home, as the only son of a Pentecostal minister who urges him to handle poisonous rattlesnakes, and at school, where he faces down bullies who target him for his father’s extreme faith and very public fall from grace.

He and his fellow outcast friends must try to make it through their senior year of high school without letting the small-town culture destroy their creative spirits and sense of self. Graduation will lead to new beginnings for Lydia, whose edgy fashion blog is her ticket out of their rural Tennessee town. And Travis is content where he is thanks to his obsession with an epic book series and the fangirl turning his reality into real-life fantasy.

Their diverging paths could mean the end of their friendship. But not before Dill confronts his dark legacy to attempt to find a way into the light of a future worth living.
Normalmente escrevo sempre a opinião de um livro assim que o termino ou no dia seguinte. Para este livro, tive de pensar bem no que ia dizer porque precisava de organizar bem as ideias. Mesmo assim, não sei se me vou conseguir expressar bem, mas vou tentar ao máximo transmitir a minha opinião da forma mais clara possível.

Eu pedi este livro no NetGalley porque já tinha lido coisas boas noutros blogs e porque muita gente falava deste debut de 2016 (quem usa o NetGalley sabe que às vezes é difícil resistir a livros que já ouvimos falar bem), mesmo sem saber muito sobre a história. . Foi com grande surpresa que soube que tinha sido aceite para o ler e assim que pude peguei logo nele, sem expectativas nenhumas.

Resumindo muito resumindamente, neste livro seguimos um grupo de três amigos: o Dill, a Lydia e o Travis que estão no último ano da escola e encaram aquilo que ninguém gosta, ter de tomar uma decisão sobre o que queremos fazer no futuro. Os três vivem numa cidade pequena no Tennessee e só a Lydia, que tem um blog muito popular, tem sonhos maiores, como ir estudar para Nova Iorque. O Dill e o Travis encararam que a sua vida passa por viver na cidade onde cresceram e seguir o caminhos dos pais. No entanto, acontecem algumas coisas pelo meio que vão mudar a vida destes três amigos e é isso que vamos acompanhando no The Serpent King.

Começando pelas personagens, quem já acompanha as minhas opiniões há algum tempo sabe que para gostar de um livro, as personagens têm de me conquistar. Felizmente, isso aconteceu! Aliás, este é um livro mais focado nas personagens do que na história e os três amigos foram personagens que adorei! Não houve um que não tivesse gostado e todos me tocaram de forma diferente.

Começando pela Lydia, tinha quase a certeza, pela sinopse não ia gostar nada dela. I was so wrong! Acabei por adorar a sua personagem e a forma como não tinha medo de dizer o que pensava. Ela tem um blog de sucesso e tem objectivos bem definidos, ao contrário dos seus amigos. Adorei a relação dela com os pais e, claro, com o Dill e o Travis. Gostei imenso da forma de ser dela e de como a sua personagem evolui imenso ao longo da história. Todas as personagens crescem, mas acho que esse crescimento foi especialmente notório na Lydia, sobretudo a forma como ela vê os amigos e a sua vida numa cidade tão pequena da qual nunca gostou. Uma coisa que adorei e que é mínima é o facto de ela usar óculos e não ser aquela personagem típica que usa óculos que é muito tímida, fugindo um pouco ao estereótipo dos livros YA. Não que eu também não adore ler sobre essas personagens, mas é sempre bom quando encontro uma protagonista que usa óculos e que é simplesmente uma pessoa normal. Eu sei que não tem muito a ver, mas gostei deste pequeno pormenor.

Depois temos o Dill, que eu achei que acabou por ser um pouco o protagonista. Dill vem de uma família com um passado difícil e acaba por sentir que o que aconteceu aos outros homens da sua família vai ser também o que lhe vai acontecer a ele. A história do Dill tem um tom um pouco diferente da do Travis ou da Lydia. O Dill vem de uma família muito religiosa e esse assunto acaba por ser abordado com alguma frequência. Não que seja um livro religioso porque só é mencionado porque o pai do Dill é pastor, mas houve partes em que achei um pouco demais para mim. Não que isso tire alguma coisa à história mas acho que faz sentido dizer-vos o que achei dessa parte porque acaba por marcar a vida do Dill e aquilo que acompanhamos quando seguimos a sua história. Esse assunto à parte, também gostei imenso do Dill. Tal como a Lydia, também o vemos crescer imenso ao longo da história, a sair da sua zona de conforto e a pensar melhor sobre o seu futuro. Adorei ver a forma como ele superou algumas coisas e defendeu aquilo que queria. A sua situação familiar é bastante pesada, mas gostei de ver a sua força para lidar com isso.

Em relação ao Travis, nem sei o que dizer. Acho que ele é a minha personagem preferida dos três. Ele adora livros e é obcecado com uma série de fantasia. Achei-o uma personagem super genuína e acho que é impossível não o adorarmos. Ele é este rapaz enorme, de quem todos têm medo, mas é tão querido. Tal como a Lydia e o Dill, também ele está a tentar descobrir quem é e qual a melhor forma de enfrentar alguns obstáculos. Ele é vitima de violência doméstica, o que infelizmente ainda é uma realidade bem presente hoje em dia, e o autor conseguiu captar aqueles momentos de forma bastante cruel. É daquelas coisas que até se torna difícil de ler porque nos parece real e nós sabemos que o é e não acontece só nos livros, infelizmente.

A amizade entre os três foi muito bem feita. É tudo tão genuíno, desde da forma como falam uns com os outros, como gozam mas se preocupam, como discutem mas sabemos que se o fazem é porque se preocupam mesmo uns com os outros, tudo. Achei que essa parte foi feita de forma brilhante e é por isso que este livro resulta tão bem. O autor conseguiu captar mesmo o laço de amizade que os três partilham. Eu que sou uma pessoa de romance e que só gosta de livros em que exista algum romance com um certo foco, neste ele só aparece lá para o fim e a amizade entre os três amigos é tão boa que nem senti falta disso. Este livro é prova que, se existir uma relação de amizade bem explorada, não é preciso que o livro se foque todo no romance.

Quanto ao romance, e acho que não é spoiler porque acaba por ser um pouco notório pela sinopse que ele vai existir, achei que o Dill e a Lydia fizeram o casal perfeito! Muita coisa acontece antes deles admitirem os seus sentimentos um pelo outro, coisas bem pesadas, e a forma como os dois se aproximaram foi tudo o que podia pedir. Nada pareceu forçado ou só uma estratégia do autor de incluir romance. Nada! Foi algo que o leitor já estava um pouco à espera e aconteceu na altura ideal, na minha opinião. Eu garanto-vos, o tempo que estive à espera para que estes dois se juntassem, valeu a pena. Eles são super queridos e nota-se mesmo que são, acima de tudo, melhores amigos. Eu nem vos consigo dizer quantas cenas deles tenho marcadas mas são muitas, acreditem.

A história acaba por ser um pouco o que já fui explicando ao longo da opinião, aquele período em que acabamos a escola e temos de tomar decisões quanto ao nosso futuro. Claro que acontecem muitas coisas pelo meio, coisas bem cruéis que me partiram o coração, mas é essencialmente uma história sobre o crescimento das personagens e como às vezes é preciso acreditarmos em nós e tomarmos a decisão mais acertada para nós, mesmo que muitas vezes estejamos sozinhos ou as outras pessoas não o percebam. É um livro sobre crescer, sobre decisões, sobre ultrapassar aquilo que a vida nos dá. É um livro sobre a vida e retrata-a de uma forma bem genuína, crua e real.

Acabei por gostar imenso, imenso deste livro e a única coisa que me impediu de dar as 5 luas foi a forma como o livro é narrado e toda a parte da religião. Quanto à primeira, não esperava que o livro fosse na terceira pessoa e acho que teria gostado muito mais se fosse na primeira. Nós acompanhamos a história das personagens e o que elas pensam à mesma, porque os capítulos vão sendo alternados, mas há algo completamente diferente entre ler um livro narrado na primeira pessoa e um na terceira. Isto é um problema pessoal que provavelmente as outras pessoas não vão sentir, mas é o que é. Quanto ao assunto da religião, já o abordei um pouco em cima, mas essencialmente foi porque algumas daquelas coisas me deixavam a revirar um pouco os olhos e a ficar um tanto aborrecida. Não que retire alguma coisa da história, mas não sei, não gostei muito dessa parte. Outra razão foi talvez a altura em que li este livro não tivesse sido a melhor, bem como o tempo que demorei para o terminar. Não sei porque levei tanto tempo, acho que andava bastante cansada e olhar para o iPad não era algo que me apetecesse fazer, mas sei que se tivesse lido este livro em menos tempo, o impacto teria sido maior. Talvez um dia o releia porque acho que este é um desses livros que ganhou esse mérito.


Opinião: In Honor

Título: In Honor
Autor(a): Jessi Kirby
Editora: Simon & Schuster Books for Young Readers
Formato: Ebook
Honor receives her brother’s last letter from Iraq three days after learning that he died, and opens it the day his fellow Marines lay the flag over his casket. Its contents are a complete shock: concert tickets to see Kyra Kelly, her favorite pop star and Finn’s celebrity crush. In his letter, he jokingly charged Honor with the task of telling Kyra Kelly that he was in love with her.

Grief-stricken and determined to grant Finn’s last request, she rushes to leave immediately. But she only gets as far as the driveway before running into Rusty, Finn’s best friend since third grade and his polar opposite. She hasn’t seen him in ages, thanks to a falling out between the two guys, but Rusty is much the same as Honor remembers him: arrogant, stubborn . . . and ruggedly good-looking. Neither one is what the other would ever look for in a road trip partner, but the two of them set off together, on a voyage that makes sense only because it doesn’t. Along the way, they find small and sometimes surprising ways to ease their shared loss and honor Finn--but when shocking truths are revealed at the end of the road, will either of them be able to cope with the consequences?
Este foi um dos primeiros livros que descobri quando me inscrevi no Goodreads. Lembro-me que na altura estava super ansiosa por encontrar mais YAs e lembro-me de ter passado por este livro. Como na altura não me interessou muito, nunca mais me lembrei dele. Volta e meia o Goodreads lá me recomendava este livro mas eu nunca lhe dei muita atenção porque o rating que ele tem no Goodreads não é nada de maravilhoso.

Isto foi assim, até eu ver no blog The Perpetual Page Turner que a Jamie adorava esta autora e, como tenho os gostos muito parecidos com os dela, decidi dar uma vista de olhos e passei por este livro outra vez. Assim que li a sinopse tudo o que me passou na cabeça foi o porquê de eu ter ignorado este livro tantas vezes. Para além de ser um livro de road trip, é uma road trip entre duas pessoas que estão perto de se odiarem. A partir daí fiquei com vontade de ler e assim que me apeteceu ler um livro de road trip foi o primeiro em que peguei.

Neste livro seguimos a história de Honor que perde o irmão, em missão no Iraque, e decidi cumprir o seu último desejo: falar sobre ele à sua cantora preferida. Honor decide então viajar desde a sua cidade à California, onde a cantora vai dar o seu último concerto. No meio disto tudo junta-se Rusty, o melhor amigo do irmão que nunca apoiou a sua ida para o exército.

Assim que a palavra road trip foi mencionada sabia que tinha de ler este livro. Todos os livros de road trip que já li acabam por ser leituras super divertidas e este não foi excepção. Era isso que estava à espera e a autora conseguiu equilibrar o lado divertido da viagem com a emoção necessária para lidar com um tópico como a morte de um familiar e o luto.

Este é um livro bonito. Não consigo explicar de outra forma para além disso. Tanto o ambiente criado, como a escrita e as personagens, que pareceram bastante reais, com vários defeitos mas sempre a tentar lidar com a vida da forma que conseguem.

Quanto à road trip, este foi um dos livros mais divertidos que já li. Apesar deles se odiarem e terem de partilhar um carro numa viagem de dias (adoro!), acontece-lhes de tudo. Digamos que há uma certa parte que envolve tirar a roupa e foi a minha parte preferida do livro (e não, não é nada disso que estão a pensar ). Se não for por mais nada, leiam este livro pela viagem, vale a pena e vão divertir-se muito.

Quanto às personagens, gostei imenso delas! A Honor e o Rusty tem formas diferentes de lidar com a morte do Finn, o irmão da Honor, mas no fundo a dor de perder alguém especial é a mesma. Adorei a interacção entre eles. Este é um YA em que as personagens já estão na faculdade, no caso do Rusty, ou estão a entrar na faculdade, a Honor, e gostei disso. Acho que o facto das personagens serem mais velhas que normalmente são nos YA contemporâneos trouxe algo de diferente, especialmente o Rusty. 

A única coisa que gostava que tivesse existido mais era o romance entre os dois. Por um lado percebo que a autora também não queria passar uma imagem que encontrar o rapaz ideal vai curar as nossas mágoas todas, mas uma parte de mim queria que houvesse mais qualquer coisa nesse aspecto. O romance está lá, mas acaba por ser uma coisa mais subtil do que estava à espera. Mesmo assim, estes dois são a coisa mais querida que li nos últimos tempos.

Gostei bastante da escrita da autora. A Jessi Kirby era uma das 8 autoras que queria ler este ano e ainda bem que o fiz. Estou curiosa para ler outras obras, especialmente o Things We Know By Heart. 

Outra coisa que gostava de falar são os ratings no Goodreads. Há bem pouco tempo ligava imenso no rating de um livro porque se muitas pessoas não gostaram, a probabilidade de não vir a gostar é maior. Mas aprendi que se um livro me soar bem e for YA contemporâneo, um género em que já sei o que gosto e o que não gosto, tenho de arriscar. Foi o que fiz ao ler o In Honor e ainda bem! Nos últimos tempos tenho sido surpreendida por livros que têm uma classificação baixa no Goodreads e até cheguei mesmo a fazer um post sobre esses livros. Se eram como eu e querem muito ler um livro mas não querem arriscar por causa da sua pontuação no Goodreads, eu digo para se aventurarem se tiverem a certeza que o livro soa a algo que vocês vão gostar. Podem ser surpreendidos e se não o lerem podem estar a escapar um livro que se pode tornar favorito.

Dei as 5 luas a este livro, mas a meio cheguei mesmo a achar que tinha encontrado um favorito. Isso não aconteceu porque os últimos capítulos e os primeiros deixaram-me reticente. Mesmo assim, são 5 luas sólidas porque o meio deste livro é hilariante. Eu não conseguia parar de rir nalgumas cenas nem parar de ler noutras.

5.3.16

Bookish Bingo Holiday 2015: Balanço Final


Como vos disse neste post, em Dezembro decidi participar neste desafio criado pelo blog Pretty Deadly Reviews. O objectivo é fazer o maior número de filas de 5 que conseguirmos. Neste caso, eu acabei por ler imensos livros para as várias categorias mas só consegui fazer um Bingo, o que tem um quadradinho "de graça". 

Gostei bastante deste desafio mas tenho de admitir que por vezes senti saudades de ler o que me apetecesse sem pensar se iria encaixar neste desafio ou não. O facto de não andar muito bem e de não ter muito tempo para ler também influenciou qualquer coisa. É uma experiência que quero voltar a repetir sem dúvida, mas ainda estou na dúvida se participo no próximo ou não.

Em baixo, podem ver todos os livros que li para cada uma dos desafios. 

  • Romance: The Best Goodbye - Abbi Glines ☽ ☽ ☽ ☽
  • Has Been Translated: Noites Brancas - Fiodor Dostoievsky ☽ ☽ ☽
  • Holiday Themed: Dash and Lily's Book of Dares - Rachel Cohn e David Levithan ☽ ☽ ☽. 5
  • Epistolary: Illuminae - Amie Kaufman e Meagan Spooner ☽ ☽ ☽ ☽ ☽

  • Multi POV: The Serpent King - Jeff Zentner ☽ ☽ ☽ ☽
  • Fantasy: Saga Volume 3 - Brian K. Vaughan e Fiona Staples ☽ ☽ ☽ ☽
  • Pink Cover: Saga Volume 2 - Brian K. Vaughan e Fiona Staples ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  • 2015 Release You Missed: Simon vs the Homo Sapiens Agenda - Becky Albertalli ☽ ☽ ☽ ☽


  • 2016 Debut: The Only Thing Worse Than Me Is You - Lily Anderson ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  • Graphic Novel: Smile - Raina Telgemeier ☽ ☽ ☽ ☽
  • Start A New Series: Saga Volume 1 - Brian K. Vaughan e Fiona Staples ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  • Blue Cover: Made You Up - Francesca Zappia ☽ ☽ ☽ ☽. 5

29.2.16

Leituras do Mês: Fevereiro

Long time, no see. Eu sei que andei bastante ausente este mês e sei também que infelizmente as coisas não vão mudar muito até ao verão. Como este é o último semestre da licenciatura, há muitas coisas para fazer e bastante pressão para terminar tudo a tempo. As leituras têm ficado um pouco de lado, assim como o blog. Apesar disso, ainda consegui ler qualquer coisinha este mês, apesar de não ter sido um mês maravilhoso a nível pessoal.

  • O primeiro livro que terminei este mês foi uma releitura, o primeiro volume de Saga de Brian K. Vaughan e Fiona Staples. Já andava há algum tempo para o reler para poder continuar com a série, mas foi um dos livros que li este mês que me finalmente a vontade de o fazer. Gostei muito mais desta vez, o que é dizer muito porque tinha adorado da primeira vez que o li.
  • De seguida, li os volumes 2 e 3. O 2 esteve ao nível do primeiro mas já não gostei tanto do volume 3. Estou curiosa para continuar com esta série e ver o que vai acontecer.
  • Li um livro para opinião, o The Only Thing Worse Than Me Is You de Lily Anderson que é um contemporâneo muito engraçado e que fala imenso de banda desenhada (daí a minha vontade de continuar a ler Saga). O livro só sai em Maio mas assim que fui aceite tive de o ler. Gostei imenso!
  • Fiquei algum tempo sem ler, numa altura em que andava mais em baixo, e decidi pegar no Reasons to Stay Alive de Matt Haig. Apesar de nem sempre concordar com o autor, foi um livro que me disse bastante e que me fez sentir menos sozinha. Recomendo imenso, especialmente para quem sofre de depressão e ansiedade, se bem que é um livro que deve ser lido por todos os que querem perceber um pouco sobre o que é sofrer destas doenças.
  • Por fim, li o Noites Brancas de Fiodor Dostoievsky, um conto que tinha aqui por casa e que já andava há algum tempo para ler. Uma das minhas melhores amigas adora este autor e achei que este conto seria ideal para conhecer a sua obra. Gostei do conto e especialmente da escrita do autor. Foi uma leitura bastante agradável e muito menos complicada do que estava à espera.
  1. Saga Volume 1 - Brian K. Vaughan e Fiona Staples (04/02) ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  2. Saga Volume 2 - Brian K. Vaughan e Fiona Staples (05/02) ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  3. Saga Volume 3 - Brian K. Vaughan e Fiona Staples (05/02) ☽ ☽ ☽ ☽
  4. The Only Thing Worse Than Me Is You - Lily Anderson (31/01 - 07/02) ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  5. Reasons to Stay Alive - Matt Haig (23/02 - 25/02) ☽ ☽ ☽ ☽
  6. Noites Brancas - Fiodor Dostoievsky (26/02 - 28/02) ☽ ☽ ☽

5.2.16

Opinião: Made You Up

Título: Made You Up
Autor(a): Francesca Zappia
Editora: Greenwillow Books
Formato: Ebook
Made You Uptells the story of Alex, a high school senior unable to tell the difference between real life and delusion. This is a compelling and provoking literary debut that will appeal to fans of Wes Anderson, Silver Linings Playbook, and Liar.

Alex fights a daily battle to figure out the difference between reality and delusion. Armed with a take-no-prisoners attitude, her camera, a Magic 8-Ball, and her only ally (her little sister), Alex wages a war against her schizophrenia, determined to stay sane long enough to get into college. She’s pretty optimistic about her chances until classes begin, and she runs into Miles. Didn’t she imagine him? Before she knows it, Alex is making friends, going to parties, falling in love, and experiencing all the usual rites of passage for teenagers. But Alex is used to being crazy. She’s not prepared for normal.

Funny, provoking, and ultimately moving, this debut novel featuring the quintessential unreliable narrator will have readers turning the pages and trying to figure out what is real and what is made up.
Este foi outro livro em que me interessou puramente por causa de todos os tops de favoritos de 2015 que vi nos blogs que sigo. Este era um debut muito elogiado e eu, que até ao momento não tinha tido nenhuma curiosidade em lê-lo, decidi que se todos diziam bem, tinha de ser bom.

Neste livro seguimos a história da Alex, uma rapariga que sofre de esquizofrenia. Eu nunca tinha lido um livro com uma personagem que sofresse desta doença e um dos principais motivos pelo qual este livro não me interessou tanto até ver tantas coisas boas sobre ele foi o facto de eu não ser grande fã de unreliable narrators porque a única experiência que tive com o The Umbecoming of Mara Dyer não foi muito boa. No entanto, se vocês são como eu, dêem uma oportunidade a este livro. Há de facto algumas partes em que não sabemos bem se devemos confiar na narração da Alex ou não, mas eu gostei imenso disso neste livro, ao contrário do que tinha achado no livro da Michelle Hodkins.

O livro agarrou-me logo desde o prólogo, especialmente pela narração, algo que não esperava. O início lembrou-me um pouco o I'll Meet You There de Heather Demetrios (um dos favoritaços da vida) e fiquei logo entusiasmada e pronta para adorar este livro. No final, não chegou a esse patamar mas foi um daqueles livros que só quando o terminei é que o apreciei totalmente.

Gostei imenso dos protagonistas e do grupo de amigos deles. A Alex é uma personagem bastante diferente de tudo o que já li e há definitivamente algo único nela que me fez adorá-la! O Miles é uma personagem que ao início não conseguimos perceber bem e até se torna um pouco difícil de gostar dele. Acho que a autora fez um bom trabalho em revelar quem ele era e o porquê de ser assim perante a vida. Gostei muito, mas mesmo muito do desenvolvimento da sua personagem e no final já tinha ficado rendida a ele. O grupinho de amigos que eles têm foi uma das minhas coisas preferidas neste livro. Eles são basicamente um grupo de misfits e fez-me lembrar aqueles filme dos anos 90 que eu adoro ver.

O romance foi super fofo e também um pouco diferente. A relação entre a Alex e o Miles tem os seus momentos queridos (MUITO queridos, diga-se de passagem) mas, e nem sei bem como explicar de uma forma que não pareça parva, eles acabam por falar muito mais do que estarem sempre agarrados (não que eu não quisesse ter visto mais algumas cenas deles agarrados mas pronto). Gostei bastante disso e fez-me acreditar muito mais na relação deles. Adorei como eles se ajudavam e a forma como diziam sempre o que pensavam um ao outro, especialmente pela parte do Miles. Hoje em dia, não são muitos os livros que me fazem sentir borboletas na barriga mas este conseguiu fazer isso mesmo.

Gostei bastante da forma como a autora lidou com as doenças mentais, tanto da Alex como de uma outra personagem. Não que eu consiga bem discutir se foi uma interpretação fiel de uma pessoa com esquizofrenia mas acho que é um livro bastante importante no assunto das doenças mentais. Fez-me pensar muito mais no que as pessoas que sofrem destas doenças têm de enfrentar na vida e ganhar sem dúvida um novo respeito por elas, especialmente porque muitas vezes estas doenças não recebem a atenção que precisam, infelizmente.

Há um mistério ao longo do livro e esta foi talvez a parte que achei mais fraca nesta história. Não achei o mistério assim tão credível - não sei, havia ali algo que não parecia muito realista - e muitas vezes esquecia-me de algumas coisas que já tinham sido descobertas e ficava um pouco perdida em algumas partes. Esta última também se pode dever ao facto de ter lido este livro enquanto estava a estudar para os exames e posso não ter estado totalmente atenta a algumas pistas que iam surgindo.

Este é um daqueles livros mais longos do que o normal para um livro contemporâneo, mas que se lê tão bem e de forma tão viciante que nem se nota que é longo. No entanto, ali para o meio do livro senti que a história perdeu um pouco o encanto e que algumas coisas se estavam a arrastar um pouco. Isto acabou por ser só mesmo algo na altura e rapidamente voltei a apreciar imenso este livro.

Não sabia bem a forma como devia classificar este livro pois sentia que 4 luas era pouco mas que também não teve tudo para ter as 5 luas. Ficou então com as 4.5 mas que eu arredondei para 5 no Goodreads porque também não me sentia bem a fazer o contrário.

Se procuram um livro diferente dentro do género e que aborde o tema, acho que este é um livro a apostar. A escrita é óptima e a história prende-nos até ao fim. Sem dúvida uma autora que vou querer continuar a acompanhar.

2.2.16

Resumindo: Janeiro

O primeiro mês de 2016 terminou e não posso dizer que tenha sido um mês bom. Grande parte foi passada a estudar e sem grandes planos para além disso. Também não tenho andado muito bem por isso espero que Fevereiro me traga coisas melhores que Janeiro. 
Este mês não há uma secção neste post para o que ouvi porque não ouvi nada assim em especial.

O que vi

Filmes
Love on the Sidelines: Este foi o único filme que vi e é um daqueles filmes da Hallmark que não são trabalhos de cinema maravilhosos mas que acabam por ser sempre o tipo de filmes que me animam. Este era sobre um jogador de futebol que se lesiona e da mulher que vai ser a sua assistente pessoal. Ver estes filmes é como ler um livro contemporâneo, por isso adorei. 4 luas

Séries
The 100: Finalmente! Uma das minhas séries preferidas voltou e estou a gostar imenso (apesar de não perceber metade do que se passa nos episódios. Sou a única?). Estou muito curiosa para ver o que este temporada vai trazer. Esta é uma daquelas séries que eu nunca deixo atrasar porque ADORO!

Shameless: Tenho pena de dizer isto mas, apesar de esta ser uma das minhas séries preferidas, não estou assim muito animada para esta nova temporada que estreou agora. Não gostei muito da temporada anterior e também não estou a ver como é que vou gostar desta temporada. Mas vamos ver, porque ainda agora começou e só espero mudar de opinião.


Citações Preferidas

"The way I feel about him is like a heartbeat - soft and persistent, underlying everything"
Simon vs the Homo Sapiens Agenda, Becky Albertalli

"White shouldn't be the default any more than straight should be the default. There shouldn't even be a default."
Simon vs the Homo Sapiens Agenda, Becky Albertalli

"Handing me is iPod is like handing me the window to his soul"
Simon vs the Homo Sapiens Agenda, Becky Albertalli

"Life sometimes gives you a tiny moment of peace when you need it most"
In Honor, Jessi Kirby

"Denial's a stubborn thing. And necessary at first, so the world doesn't come crashing down on you all at once."
In Honor, Jessi Kirby

"Keep your ears open for the universe. Sometimes it whispers."
In Honor, Jessi Kirby