3.4.16

Opinião: Undecided

Título: Undecided
Autor(a): Julianna Keyes
Editora: Self-published
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 4 de Abril de 2016

English Review after the jump
Nora Kincaid has one goal for her second year of college: be invisible. Last year’s all-party-no-study strategy resulted in three failed classes and two criminal charges, and if she messes up again she’ll lose her scholarship. But there’s one problem with her plan for invisibility, and his name is Crosbie Lucas: infamous party king, general hellraiser…and her new roommate’s best friend.

Crosbie’s reckless reputation and well-known sexcapades aren’t part of Nora’s studious new strategy, but as she’s quickly learning, her new plan is also really boring. When Crosbie’s unexpected gestures of friendship pull her head out of her books long enough to see past his cocky veneer, she’s surprised to find a flawed and funny guy beneath it all. The muscles don’t hurt, either.

But as Nora starts to fall for Crosbie, the weight of one of last year’s bad decisions grows even heavier. Because three failing grades and two misdemeanors are nothing compared to the one big secret she’s hiding…
Estou tão feliz por ter descoberto este livro! Nem sei muito bem como falar dele porque se tornou num dos meus livros new adult preferidos de sempre. Está no topo com o The Deal de Elle Kennedy e quando digo isto, estou a dizer muito.

Este livro é consegue ser sexy, divertido, querido e emocionante tudo ao mesmo tempo. É uma história um pouco diferente do que vemos nos livros new adult hoje em dia e acho que foi isso que chamou a minha atenção em primeiro lugar. Apesar de parecer pela capa e até pelo título, não há um triângulo amoroso, mas sim um romance super fofo e um dos melhores casais de sempre.

Adorei tanto a Nora como o Crosbie. São protagonistas fantásticos e que provam que para um livro new adult ser emocionante, os protagonistas não precisam de ter um passado obscuro e de terem sofrido imenso na vida. São personagens que pareceram reais e os diálogos neste livro só ajudaram para essa realidade.

O Crosbie é o rapaz mais fofo de sempre. Ele é tão fofo *.* A sério, não consigo arranjar outra palavra. Ele e a Nora são a coisa mais querida de sempre e a relação dos dois é perfeita. Consegue ser divertida ao mesmo tempo que sentimos que eles gostam mesmo um do outro. É uma das relações mais maturas que li num new adult.

As cenas de sexo são também as mais realista que li nos últimos tempos e adorei isso. O Crosbie é super respeitador e há aquela parte awkward que só trouxe mais credibilidade ao livro, mas que tornou tudo melhor. As cenas são tão delicadas que mesmo para quem não é fã de cenas de sexo, não se iria importar assim tanto com estas.

Para além do casal principal, também adorei as personagens secundárias, especialmente as relações de amizade, tanto entre o Crosbie e o Kellan como entre a Nora e a Marcela. Tudo o que eu quero neste momento é que a autora escreva a história de todas as personagens. Ou então só mais um livro sobre o Crosbie e a Nora, não vejo nenhum problema nisso.

A escrita da autora é maravilhosa! A sério, quero ler tudo o que ela escreveu e só tenho pena que este seja o seu único new adult e espero, não o último.

Tornou-se um dos meus livros preferidos e fica aqui a recomendação de um new adult muito bom. Se gostam de The Deal da Elle Kennedy, tenho a certeza que vão gostar deste livrinho.

2.4.16

Filmes do Mês: Março

Este mês consegui ver tantos filmes que decidi fazer um post exclusivamente para falar dos 12 filmes que vi em Março.

Em Março voltou de repente a vontade de ver filmes e sempre que tenho um tempinho, lá via um ou dois. Decidi ver filmes que já tinha há muito tempo na minha wacthlist e outros que simplesmente fui encontrando e me pareceram bem.


The Cutting Edge: Fire and Ice (2010): O que é que acontece quando acabam a vossa série preferida e têm saudades dos actores? Começam a ver todos os filmes em que eles aparecem claro. Foi por causa disso que descobri este filme que é um daqueles bem cheesy mas fofinho que adorei. 5 luas

Lore (2012): Adoro descobrir novos filmes indie e assim que vi o trailer do Lore fiquei super curiosa. Apesar de não ter sido o que esperava, foi um filme com uma mensagem muito forte e uma fotografia linda. 4 luas

Dogfight (1991): Um dos filmes que encontrei por acaso e que me deu logo vontade de ver pelo trailer. É um romance que se passa maioritariamente num dia e que me fez chorar uma ou duas vezes. 4 luas


Star Wars (1977): Vi pela primeira vez Star Wars e sinceramente não foi tudo o que achava que ia ser (por favor não me matem). Achei bastante aborrecido na primeira parte, pelo menos até o Han Solo aparecer. Adorei a Leia e o Darth Vader é mesmo daquelas personagens odiosas que nos dá vontade de saber a história toda dele. Vou continuar a ver os filmes, mas não fiquei muito entusiasmada com este primeiro. 3.5 luas

Ego (2013): Este é um filme sueco que encontrei por acaso e que adorei. É uma história de amor entre um rapaz que tem tudo até ficar cego e da rapariga que vai cuidar dele. Pareceu-me muito Me Before You mas muito menos triste e com várias diferenças. Gostei imenso! 5 luas

The Imposter (2012): Este documentário é provavelmente o melhor documentário que já vi. Investiga a história de um rapaz que se fez passar por outro que tinha desaparecido em criança. Adorei! Tem tudo o que posso pedir num documentário. 5 luas


Blackfish (2013): Já tinha ouvido falar deste documentário e do Sea World mas nunca tinha percebido totalmente a história. Isto, até ter visto este documentário e a sério, que crueldade. Nunca vou pôr os pés no Sea World. Nunca. 4 luas

The Pretty One (2014): Este era um filme que só pela sinopse nunca me apeteceria ver, mas como a minha irmã me falou dele e disse que era giro decidi dar uma oportunidade. E ainda bem que dei! Tornou-se um dos meus filmes preferidos, tanto pela mensagem, como pela fotografia, os actores e o romance. Lindo! 5 luas

Frequencies (2013): Este filme começou muito bem mas a meio já não sabia se era eu que era demasiado burra para perceber o que estava a acontecer ou se a história não foi mesmo bem contada. 3 luas


Good Dick (2008): Pelo trailer este filme pareceu-me interessante mas não sei, acabou por fazer menos sentido do que esperava. Achei o casal interessante e foi isso que me fez continuar a ver o filme. 3.5 luas

The Lion's Mouth Opens (2015): Este é um documentário sobre a actriz do filme Good Dick que decide fazer um teste genético para descobrir se sofre da Doença de Huntington, a mesma doença do pai. É um documentário muito triste e que me abriu os olhos para esta doença tão triste e ainda sem cura, infelizmente. 4 luas

Get a Job (2016): O último filme que vi em Março foi o típico caso de filme em que adoro os actores mas não gosto nada da história. Achei um filme um pouco mal conseguido e que não trouxe nada de novo. Pelo Miles Teller vale a pena though. 3 luas

Que filmes viram este mês? Se tiverem alguma recomendação, especialmente de filmes de romance ou documentários, deixem nos comentários!

31.3.16

Leituras do Mês: Março

Março já foi um mês bem melhor que Fevereiro. Foi um mês muito cansativo, é verdade, mas às vezes parece que quanto mais tenho para fazer, melhor me organizo e consigo fazer muito mais coisas.

Este mês consegui ler 6 livros e alguns deles até se tornaram novos favoritos.

  • Comecei o mês com o Magnolia de Kristi Cook, um livro que tinha começado em Fevereiro e que li porque não sabia o que ler e queria um contemporâneo fofo. Às vezes é mesmo melhor seguir o nosso instinto porque adorei este livro! Há já alguns meses que não lia um livro que me divertisse tanto.
  • No mesmo dia em que terminei o primeiro livro do mês, li também a pequena novela The Crown and the Arrow de Renée Ahdieh (ênfase no pequena porque só tem 9 páginas), que conta os momentos antes do primeiro livro na perspectiva do Khalid. Gostei muito e foi bom poder matar as saudades da escrita da autora, mas achei pequena demais. Não acrescenta muito à história mas para quem é fã desta série acho que vai gostar.
  • De seguida, li finalmente um livro que já andava a adiar há algum tempo, quase como à espera do momento em que estivesse pronta para ler um livro da autora. O The Score de Elle Kennedy é o terceiro livro de uma série que eu adoro e mais uma vez a autora conseguiu surpreender-me. Adorei e ficou tão favorito como os outros dois.
  • Este mês li também o The Sea of Tranquility de Katja Millay. Não quero dizer muito sobre ele porque sinto que o mistério em torno da história é o que faz este livro tão especial. Mesmo assim, quero fazer uma opinião a explicar um pouco melhor o porquê de ter gostado tanto deste livro.
  • O My Kind of Crazy de Robin Reul é um livro do NetGalley e fiquei muito feliz quando tive a oportunidade de o ler porque era um dos meus debuts mais esperados deste ano. Uma leitura muito rápida e fofa, que foi exactamente o que eu precisava depois do livro que li antes. Eu não consigo evitar compará-lo um pouco ao Eleanor & Park de Rainbow Rowell (se bem que não esperem um livro tão bem desenvolvido como esse) e acho mesmo que quem gosta desse livro, também pode vir a gostar deste.
  • Por fim, terminei um mês com o último livro da série Starbound, o Their Fractured Light de Amie Kaufman e Meagan Spooner. Apesar de ter sido um livro divertido, não o achei tão bem desenvolvido e estruturado como os anteriores e o casal também não me convenceu. Se tivesse sido um pouco mais pequeno, acho que não se perdia nada.
  1. Magnolia - Kristi Cook (28/02 - 05/03) ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  2. The Crown and the Arrow - Renée Ahdieh (05/03) ☽ ☽ ☽ ☽ 
  3. The Score - Elle Kennedy (05/03 - 10/03) ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  4. The Sea of Tranquility - Katja Millay (13/03 - 19/03) ☽ ☽ ☽ ☽ ☽
  5. My Kind of Crazy - Robin Reul (19/03 - 20/03) ☽ ☽ ☽ ☽
  6. Their Fractured Light - Amie Kaufman & Meagan Spooner (21/03 - 26/03) ☽ ☽ ☽ ☽

27.3.16

Opinião: My Kind of Crazy

Título: My Kind of Crazy
Autor(a): Robin Reul
Editora: Sourcebooks Fire
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 5 de Abril de 2016

English Review after the jump
Despite the best of intentions, seventeen-year old, wisecracking Hank Kirby can’t quite seem to catch a break. It’s not that he means to screw things up all the time, it just happens. A lot. Case in point: his attempt to ask out the girl he likes literally goes up in flames when he spells “Prom” in sparklers on her lawn…and nearly burns down her house.

As if that wasn’t bad enough, Peyton Breedlove, a brooding loner and budding pyromaniac, witnesses the whole thing. Much to Hank’s dismay, Peyton takes an interest in him—and his “work.” The two are thrust into an unusual friendship, but their boundaries are tested when Hank learns that Peyton is hiding some dark secrets, secrets that may change everything he thought he knew about Peyton.
Esta foi uma leitura muito rápida. Assim que peguei neste livro fiquei logo com vontade de saber mais sobre a personagem principal. O humor da escrita e a voz da personagem principal foram o que me agarram primeiramente ao livro, mas foi a curiosidade sobre a Peyton e a relação entre ela e o Hank que me fizeram devorar este livro.

Este é o típico livro divertido mas que aborda assuntos bastante sérios que nos deixam a sentir tristes pelas personagens.

As personagens fizeram-me um pouco lembrar da Eleanor e do Park, do livro Eleanor & Park de Rainbow Rowell por isso acho que as pessoas que gostaram desse livro também vão apreciar bastante esta história.

Eu divirto-me sempre a ler histórias do ponto de vista de um rapaz que é nerd e meio desajeitado e desta vez não foi excepção. O Hank é uma personagem principal bastante boa e que dá gosto acompanhar. A Peyton é uma rapariga estranha mas à medida que a história avança, também a minha simpatia por ela cresceu.

Porém, uma coisa que me incomodou um pouco neste livro foi o facto de ter achado que o romance avançou um pouco rápido demais. Ao início pensei que fosse porque tinha lido o livro em pouco tempo, mas acho mesmo que a relação entre a Peyton e o Hank se desenvolveu um pouquinho rápido demais do que eu preferia. Mesmo assim, eles fazem um casal super fofo e divertido!

Adorei este debut da autora e vou, de certeza, ler mais coisas dela.

Se procuram um livro contemporâneo rápido e divertido, com personagens bastante diferentes do que aquilo que normalmente encontramos, este é o livro ideal.


19.3.16

Opiniões: Magnolia & The Score

Título: Magnolia
Autor(a): Kristi Cook
Editora: Simon Pulse
In Magnolia Branch, Mississippi, the Cafferty and Marsden families are southern royalty. Neighbors since the Civil War, the families have shared vacations, holidays, backyard barbecues, and the overwhelming desire to unite their two clans by marriage. So when a baby boy and girl were born to the families at the same time, the perfect opportunity seemed to have finally arrived.

Jemma Cafferty and Ryder Marsden have no intention of giving in to their parents’ wishes. They’re only seventeen, for goodness’ sake, not to mention that one little problem: They hate each other! Jemma can’t stand Ryder’s nauseating golden-boy persona, and Ryder would like nothing better than to pretend stubborn Jemma doesn’t exist.

But when a violent storm ravages Magnolia Branch, it unearths Jemma’s and Ryder’s true feelings for each other as the two discover that the line between love and hate may be thin enough to risk crossing over.
O que gostei:
  • Da originalidade da autora em fazer uma história tipo Romeu e Julieta mas conseguir fugir ao cliché uma vez que, neste caso, o Ryder e a Jenna odeiam-se e são as suas famílias que querem que eles fiquem juntos.
  • Da forma como a autora nos apresentou as personagens e as suas vidas, especialmente no caso da Jenna. Senti que fiquei a conhecê-la bem e gostei bastante do facto de ser um contemporâneo que trouxe algo diferente, sem saber explicar muito bem o quê.
  • Adorei a escrita desde o primeiro capítulo. Gostava imenso de ler outras coisas da autora, especialmente outro livro contemporâneo.
  • Adorei tanto do Ryder como da Jenna. São personagens muito bem construídas e fiquei a entender a posição dos dois ao longo da história.
  • Toda a parte da tempestade e da forma como os dois tiveram de lidar com a situação foi sem dúvida a minha parte preferida do livro. Eu adoro histórias de sobrevivência e, apesar de não ter sido bem bem isso, senti aquela emoção de ler um livro e nunca conseguir prever o que vem a seguir.
  • Todo o ambiente do livro é maravilhoso e só fez aumentar o meu amor por esta história.
O que não gostei:
  • Que tivesse acabado tão cedo! Queria ter lido mais sobre a Jenna e o Ryder e saber tudo sobre a vida deles.
Recomendo imenso este livro se vos apetecer um livro contemporâneo que fuja um pouco do cliché. A escrita é óptima e as personagens são espectaculares. Muito bom! Tornou-se um novo favorito.

Título: The Score
Autor(a): Elle Kennedy
Editora: Self published
He knows how to score, on and off the ice

Allie Hayes is in crisis mode. With graduation looming, she still doesn’t have the first clue about what she's going to do after college. To make matters worse, she’s nursing a broken heart thanks to the end of her longtime relationship. Wild rebound sex is definitely not the solution to her problems, but gorgeous hockey star Dean Di-Laurentis is impossible to resist. Just once, though, because even if her future is uncertain, it sure as heck won’t include the king of one-night stands.

It’ll take more than flashy moves to win her over

Dean always gets what he wants. Girls, grades, girls, recognition, girls…he’s a ladies man, all right, and he’s yet to meet a woman who’s immune to his charms. Until Allie. For one night, the feisty blonde rocked his entire world—and now she wants to be friends? Nope. It’s not over until he says it’s over. Dean is in full-on pursuit, but when life-rocking changes strike, he starts to wonder if maybe it’s time to stop focusing on scoring…and shoot for love.
Li finalmente o terceiro livro da série Off Campus de Elle Kennedy, a minha série new adult preferida de sempre.

Foi óptimo poder voltar a ler uma história desta autora. Eu não sei como, mas a Elle Kennedy consegue criar um química enorme entre as personagens que talvez seja das melhores que já li desde sempre. Não falo só neste livro (ela consegue fazê-lo em todos os livros desta série), mas a química neste é qualquer coisa de espectacular.

Adorei a relação do Dean e da Allie, que é a típica amigos coloridos que acabam por se apaixonar. A Elle Kennedy não desiludiu e sinceramente duvido que alguma vez o faça. Adoro a forma como ela escreve os seus protagonistas, especialmente as personagens femininas. Também gostei muito da forma como a autora abordou o slut-shaming e como simplesmente escreve personagens femininas reais.

Nos livros desta autora não há imenso drama e é isso que mais aprecio. São livros divertidos mas que não deixam de ter alguma profundidade, sem cair no típico cliché de new adult em que parece que alguma coisa de terrível tem sempre de acontecer para tornar as personagens mais apelativas.

Outro livro que entrou para os favoritos do ano! Se ainda não começaram a ler esta série e gostam de livros new adult, a sério peguem neste livros e não se vão arrepender.

15.3.16

Resumindo: Fevereiro

Fevereiro passou e foi mais um mês que estou feliz por ver ir embora. Este não tem sido o melhor início de ano de sempre mas acho que Março já vai ser um pouco melhor. Baby steps...

Hoje só vou mesmo falar-vos das séries e dos filmes que vi porque de resto o mês não foi muito produtivo.

O que vi

Filmes
Anastasia: Já andava há algum tempo para rever este filme e aconteceu finalmente este mês. Adorei! Um filme de animação muito querido e bastante diferente. 4.5 luas

Grease Live: Assim que soube que tinham feito uma produção do Grease ao vivo tive de ver. Não que seja grande fã do Grease, mas adoro musicais e basta. Gostei bastante mas achei-o demasiado longo. Mesmo assim, é um filme super divertido. 3.5 luas

S1m0ne: Já sabia da existência deste filme mas nunca soube muito bem sobre o que era. Um dia apanhei-o na televisão e decidi ver. Adorei o conceito mas foi outro filme que achei demasiado longo. O Al Pacino é o protagonista e acho que o filme só vale a pena para ver a performance dele que achei espectacular. 3 luas


The Man from U.N.C.L.E: Filme preferido do mês e um dos preferidos do ano. Adorei, adorei, adorei! Primeiro é um filme super divertido, bem mais do que estava à espera. Segundo, tem a minha trope preferida de todos os tempos, quando os protagonistas têm de fingir que são casados/namorados. Too good *.* 5 luas

Surprised by Love: O último filme que vi este mês foi outro daqueles filmes da Hallmart feitos para a televisão. Claro que não é o melhor filme de sempre, mas deu para rir um bocadinho. 3.5 luas


Séries
ROSWELL: Descobri a minha série preferida de todos os tempos! Nem consigo explicar o meu amor por esta série. Tão boa e tão underrated. Ugh quem me dera que tivesse mais de 3 temporadas. Melhor série de sempre.

The 100: Continuo a acompanhar a terceira temporada e a sério Bellamy?! I'm trying so hard not to hate you. Mas está bastante boa e estou a adorar acompanhar as personagens.

10.3.16

Opinião: The Serpent King

Título: The Serpent King
Autor(a): Jeff Zentner
Editora: Penguin Random House UK Children’s
Formato: E-arc através do NetGalley
Data de publicação: 8 de Março de 2016
English Review after the jump
Dill has had to wrestle with vipers his whole life—at home, as the only son of a Pentecostal minister who urges him to handle poisonous rattlesnakes, and at school, where he faces down bullies who target him for his father’s extreme faith and very public fall from grace.

He and his fellow outcast friends must try to make it through their senior year of high school without letting the small-town culture destroy their creative spirits and sense of self. Graduation will lead to new beginnings for Lydia, whose edgy fashion blog is her ticket out of their rural Tennessee town. And Travis is content where he is thanks to his obsession with an epic book series and the fangirl turning his reality into real-life fantasy.

Their diverging paths could mean the end of their friendship. But not before Dill confronts his dark legacy to attempt to find a way into the light of a future worth living.
Normalmente escrevo sempre a opinião de um livro assim que o termino ou no dia seguinte. Para este livro, tive de pensar bem no que ia dizer porque precisava de organizar bem as ideias. Mesmo assim, não sei se me vou conseguir expressar bem, mas vou tentar ao máximo transmitir a minha opinião da forma mais clara possível.

Eu pedi este livro no NetGalley porque já tinha lido coisas boas noutros blogs e porque muita gente falava deste debut de 2016 (quem usa o NetGalley sabe que às vezes é difícil resistir a livros que já ouvimos falar bem), mesmo sem saber muito sobre a história. . Foi com grande surpresa que soube que tinha sido aceite para o ler e assim que pude peguei logo nele, sem expectativas nenhumas.

Resumindo muito resumindamente, neste livro seguimos um grupo de três amigos: o Dill, a Lydia e o Travis que estão no último ano da escola e encaram aquilo que ninguém gosta, ter de tomar uma decisão sobre o que queremos fazer no futuro. Os três vivem numa cidade pequena no Tennessee e só a Lydia, que tem um blog muito popular, tem sonhos maiores, como ir estudar para Nova Iorque. O Dill e o Travis encararam que a sua vida passa por viver na cidade onde cresceram e seguir o caminhos dos pais. No entanto, acontecem algumas coisas pelo meio que vão mudar a vida destes três amigos e é isso que vamos acompanhando no The Serpent King.

Começando pelas personagens, quem já acompanha as minhas opiniões há algum tempo sabe que para gostar de um livro, as personagens têm de me conquistar. Felizmente, isso aconteceu! Aliás, este é um livro mais focado nas personagens do que na história e os três amigos foram personagens que adorei! Não houve um que não tivesse gostado e todos me tocaram de forma diferente.

Começando pela Lydia, tinha quase a certeza, pela sinopse não ia gostar nada dela. I was so wrong! Acabei por adorar a sua personagem e a forma como não tinha medo de dizer o que pensava. Ela tem um blog de sucesso e tem objectivos bem definidos, ao contrário dos seus amigos. Adorei a relação dela com os pais e, claro, com o Dill e o Travis. Gostei imenso da forma de ser dela e de como a sua personagem evolui imenso ao longo da história. Todas as personagens crescem, mas acho que esse crescimento foi especialmente notório na Lydia, sobretudo a forma como ela vê os amigos e a sua vida numa cidade tão pequena da qual nunca gostou. Uma coisa que adorei e que é mínima é o facto de ela usar óculos e não ser aquela personagem típica que usa óculos que é muito tímida, fugindo um pouco ao estereótipo dos livros YA. Não que eu também não adore ler sobre essas personagens, mas é sempre bom quando encontro uma protagonista que usa óculos e que é simplesmente uma pessoa normal. Eu sei que não tem muito a ver, mas gostei deste pequeno pormenor.

Depois temos o Dill, que eu achei que acabou por ser um pouco o protagonista. Dill vem de uma família com um passado difícil e acaba por sentir que o que aconteceu aos outros homens da sua família vai ser também o que lhe vai acontecer a ele. A história do Dill tem um tom um pouco diferente da do Travis ou da Lydia. O Dill vem de uma família muito religiosa e esse assunto acaba por ser abordado com alguma frequência. Não que seja um livro religioso porque só é mencionado porque o pai do Dill é pastor, mas houve partes em que achei um pouco demais para mim. Não que isso tire alguma coisa à história mas acho que faz sentido dizer-vos o que achei dessa parte porque acaba por marcar a vida do Dill e aquilo que acompanhamos quando seguimos a sua história. Esse assunto à parte, também gostei imenso do Dill. Tal como a Lydia, também o vemos crescer imenso ao longo da história, a sair da sua zona de conforto e a pensar melhor sobre o seu futuro. Adorei ver a forma como ele superou algumas coisas e defendeu aquilo que queria. A sua situação familiar é bastante pesada, mas gostei de ver a sua força para lidar com isso.

Em relação ao Travis, nem sei o que dizer. Acho que ele é a minha personagem preferida dos três. Ele adora livros e é obcecado com uma série de fantasia. Achei-o uma personagem super genuína e acho que é impossível não o adorarmos. Ele é este rapaz enorme, de quem todos têm medo, mas é tão querido. Tal como a Lydia e o Dill, também ele está a tentar descobrir quem é e qual a melhor forma de enfrentar alguns obstáculos. Ele é vitima de violência doméstica, o que infelizmente ainda é uma realidade bem presente hoje em dia, e o autor conseguiu captar aqueles momentos de forma bastante cruel. É daquelas coisas que até se torna difícil de ler porque nos parece real e nós sabemos que o é e não acontece só nos livros, infelizmente.

A amizade entre os três foi muito bem feita. É tudo tão genuíno, desde da forma como falam uns com os outros, como gozam mas se preocupam, como discutem mas sabemos que se o fazem é porque se preocupam mesmo uns com os outros, tudo. Achei que essa parte foi feita de forma brilhante e é por isso que este livro resulta tão bem. O autor conseguiu captar mesmo o laço de amizade que os três partilham. Eu que sou uma pessoa de romance e que só gosta de livros em que exista algum romance com um certo foco, neste ele só aparece lá para o fim e a amizade entre os três amigos é tão boa que nem senti falta disso. Este livro é prova que, se existir uma relação de amizade bem explorada, não é preciso que o livro se foque todo no romance.

Quanto ao romance, e acho que não é spoiler porque acaba por ser um pouco notório pela sinopse que ele vai existir, achei que o Dill e a Lydia fizeram o casal perfeito! Muita coisa acontece antes deles admitirem os seus sentimentos um pelo outro, coisas bem pesadas, e a forma como os dois se aproximaram foi tudo o que podia pedir. Nada pareceu forçado ou só uma estratégia do autor de incluir romance. Nada! Foi algo que o leitor já estava um pouco à espera e aconteceu na altura ideal, na minha opinião. Eu garanto-vos, o tempo que estive à espera para que estes dois se juntassem, valeu a pena. Eles são super queridos e nota-se mesmo que são, acima de tudo, melhores amigos. Eu nem vos consigo dizer quantas cenas deles tenho marcadas mas são muitas, acreditem.

A história acaba por ser um pouco o que já fui explicando ao longo da opinião, aquele período em que acabamos a escola e temos de tomar decisões quanto ao nosso futuro. Claro que acontecem muitas coisas pelo meio, coisas bem cruéis que me partiram o coração, mas é essencialmente uma história sobre o crescimento das personagens e como às vezes é preciso acreditarmos em nós e tomarmos a decisão mais acertada para nós, mesmo que muitas vezes estejamos sozinhos ou as outras pessoas não o percebam. É um livro sobre crescer, sobre decisões, sobre ultrapassar aquilo que a vida nos dá. É um livro sobre a vida e retrata-a de uma forma bem genuína, crua e real.

Acabei por gostar imenso, imenso deste livro e a única coisa que me impediu de dar as 5 luas foi a forma como o livro é narrado e toda a parte da religião. Quanto à primeira, não esperava que o livro fosse na terceira pessoa e acho que teria gostado muito mais se fosse na primeira. Nós acompanhamos a história das personagens e o que elas pensam à mesma, porque os capítulos vão sendo alternados, mas há algo completamente diferente entre ler um livro narrado na primeira pessoa e um na terceira. Isto é um problema pessoal que provavelmente as outras pessoas não vão sentir, mas é o que é. Quanto ao assunto da religião, já o abordei um pouco em cima, mas essencialmente foi porque algumas daquelas coisas me deixavam a revirar um pouco os olhos e a ficar um tanto aborrecida. Não que retire alguma coisa da história, mas não sei, não gostei muito dessa parte. Outra razão foi talvez a altura em que li este livro não tivesse sido a melhor, bem como o tempo que demorei para o terminar. Não sei porque levei tanto tempo, acho que andava bastante cansada e olhar para o iPad não era algo que me apetecesse fazer, mas sei que se tivesse lido este livro em menos tempo, o impacto teria sido maior. Talvez um dia o releia porque acho que este é um desses livros que ganhou esse mérito.